NEGAÇÃO SENTENCIAL NA FALA DE MACAPÁ (AMAPÁ)

Publicado em 09/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2260-6

Título do Trabalho
NEGAÇÃO SENTENCIAL NA FALA DE MACAPÁ (AMAPÁ)
Autores
  • Diane da Conceição Santos
  • Rerisson Cavalcante de Araújo
Modalidade
Resumo
Área temática
Sociolinguística variacionista
Data de Publicação
09/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/sociolinguisticas/1144237-negacao-sentencial-na-fala-de-macapa-(amapa)
ISBN
978-65-272-2260-6
Palavras-Chave
negação sentencial, gramática, sintaxe, dialetologia.
Resumo
O presente trabalho aborda a negação sentencial no português brasileiro com foco no dialeto do município de Macapá no estado do Amapá, tendo como base teórica a geossociolinguística (cf. CARDOSO, 2010); sociolinguística variacionista (cf. TARALLO, 2006) e estudos sobre a negação sentencial (cf. RONCARATI, 1996; CUNHA, 2000; CAVALCANTE, 2007;CAVALCANTE, 2009; GOLDNAEL, 2013; LINO e Cavalcante, 2023). As variantes analisadas foram: negação pré-verbal (NEG1), quando a partícula negativa vem antes do verbo (“Eu não vou”); a negação pós-verbal (NEG3), em que a partícula ocorre após o sintagma verbal (“Quero isso não”); e a dupla negação (NEG2), em que a partícula ocorre antes e depois do sintagma verbal (“Eu não bebi não”). Os resultados são comparados com os de trabalhos anteriores sobre outros dialetos do PB, como os de Cunha (2004), Cavalcante (2007) e Nunes (2014), Santos e Cavalcante (2025). Utilizamos dados do corpus do Atlas Linguístico do Brasil (ALiB), um projeto de viés geossociolinguístico que realizou 1100 entrevistas em 250 localidades em todo o Brasil. Realizamos a audição, transcrição e codificação dos dados com base em quatro entrevistas do município de Macapá, Amapá, com informantes da faixa 1 (18 a 30 anos) e da faixa 2 (50 a 65 anos), homens e mulheres de fundamental. No levantamento dos dados foi realizada a audição de todo o conteúdo dos inquéritos e não apenas das questões referentes a esse fenômeno. A análise foi feita com base na observação de variáveis sociais (sexo e faixa etária) e linguísticas (tipo de sentença, tipo de enunciado tipo de pronúncia de não/num pré-verbal, presença ou ausência de quantificador negativo pré ou pós verbal) e seu peso na produção de cada variante. E os resultados parciais apontam que NEG2 teve uma ocorrência geral de 5,1%, sendo mais produtivo entre a faixa jovem, com 11,6%, do que com a faixa mais velha, com 1,5%. Em relação ao sexo, NEG2 não apresentou uma diferença significativa na produtividade entre os informantes masculino com 5,3% e os informantes femininos com 4,7%. Em relação a NEG3, houve uma ocorrência geral de 0,6% dos dados, distribuídos da seguinte maneira: na faixa mais jovem, 1,6%; na faixa mais velha em 0,5%. Com relação à variável sexo, a distribuíção de NEG3 foi de 0,8% com os informantes masculinos e 0,3% com o público feminino. Apesar da diferença de três vezes mais dados, esses percentuais de NEG3 dizem respeito a um total de apenas quatro dados, o que não é quantitativamente significativo.
Título do Evento
Congresso SociolinguísticaS: variação e interfaces
Cidade do Evento
João Pessoa
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso SociolinguísticaS: variação e interfaces
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SANTOS, Diane da Conceição; ARAÚJO, Rerisson Cavalcante de. NEGAÇÃO SENTENCIAL NA FALA DE MACAPÁ (AMAPÁ).. In: Anais do Congresso SociolinguísticaS: variação e interfaces. Anais...João Pessoa(PB) UFPB, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/sociolinguisticas/1144237-NEGACAO-SENTENCIAL-NA-FALA-DE-MACAPA-(AMAPA). Acesso em: 27/05/2026

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