A INSERÇÃO VOCÁLICA NO CRIOULO DA GUINÉ-BISSAU: UM OLHAR SOCIOLINGUÍSTICO SOBRE O FALAR DOS FULAS DE BAFATÁ

Publicado em 09/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2260-6

Título do Trabalho
A INSERÇÃO VOCÁLICA NO CRIOULO DA GUINÉ-BISSAU: UM OLHAR SOCIOLINGUÍSTICO SOBRE O FALAR DOS FULAS DE BAFATÁ
Autores
  • Alfa Dos Santos Silom
  • gredson santos
  • Manuele Bandeira
Modalidade
Resumo
Área temática
Sociolinguística variacionista
Data de Publicação
09/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/sociolinguisticas/1142018-a-insercao-vocalica-no-crioulo-da-guine-bissau--um-olhar-sociolinguistico-sobre-o-falar-dos-fulas-de-bafata
ISBN
978-65-272-2260-6
Palavras-Chave
Crioulo guineense, epêntese vocálica, Sociolinguística, análise fonética-fonologia
Resumo
Este estudo investiga, em um contexto multilíngue, o fenômeno da epêntese vocálica em sílabas do tipo CCV (consoante-consoante-vogal) no crioulo guineense falado pelo grupo étnico Fula, residente na região de Bafatá, leste da Guiné-Bissau. A pesquisa está ancorada na perspectiva sociolinguística variacionista, com base teórica em autores como Bakker (1994), Bickerton (1984), Cagliari (1998), Calvet (2007), DeGraff (2007), Holm (2000), Kihm (1994), Labov (1972 [2008]), McWhorter (2010) e Mufwene (2007), que discutem a variação, o contato linguístico e os processos fonológicos em contextos de línguas crioulas e multilinguismo. O interesse pelo tema justifica-se pela observação de que o crioulo falado na região de Bafatá apresenta características linguísticas específicas, distintas da variedade falada em Bissau e em outras regiões do país. Essas diferenças podem estar relacionadas à forte presença de línguas africanas locais, como o pulaar, falado pelos Fulas, o que revela um quadro de contato etnolinguístico intenso, responsável por influências fonológicas relevantes. O corpus da pesquisa foi estruturado com base em critérios sociais de sexo e idade, contemplando três faixas etárias: (1) 21 a 35 anos; (2) 40 a 50 anos; e (3) acima dos 55 anos. Em cada faixa, foram entrevistados dois homens e duas mulheres, totalizando 12 participantes do grupo Fula. Também foram ouvidos 12 participantes balantas da região de Quinara e 12 bissauenses, somando um universo de 36 entrevistados de sete grupos étnicos (Fula, Balanta, Mancanha, Pepel, Mandinga, Mandjaku e Mansonca). Neste resumo, são apresentados exclusivamente os dados referentes ao grupo Fula. A coleta de dados foi dividida em três etapas: (1) uma entrevista aberta sobre aspectos socioculturais, com duração média de 35 minutos, visando à extração do vernáculo; (2) um teste fonológico, no qual os participantes nomearam 76 imagens de frutas e objetos; e (3) um questionário com perguntas metalinguísticas, voltadas para as atitudes linguísticas dos falantes diante das diferentes variedades regionais do crioulo. Os resultados confirmaram a hipótese de que o grupo Fula utiliza com frequência a epêntese vocálica, reforçando a ideia de que o crioulo guineense é uma língua viva, dinâmica e fortemente influenciada pelo contato linguístico. Tais achados contribuem para a compreensão da variação fonológica no país e destacam a importância da diversidade etnolinguística na constituição das línguas crioulas. Além disso, observou-se que fatores como escolaridade, mobilidade urbana e exposição a outras variedades do crioulo podem influenciar o uso da epêntese. Esses dados sugerem a necessidade de pesquisas futuras que explorem mais profundamente as relações entre variação fonológica e identidade étnico-linguística na Guiné-Bissau.
Título do Evento
Congresso SociolinguísticaS: variação e interfaces
Cidade do Evento
João Pessoa
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso SociolinguísticaS: variação e interfaces
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SILOM, Alfa Dos Santos; SANTOS, gredson; BANDEIRA, Manuele. A INSERÇÃO VOCÁLICA NO CRIOULO DA GUINÉ-BISSAU: UM OLHAR SOCIOLINGUÍSTICO SOBRE O FALAR DOS FULAS DE BAFATÁ.. In: Anais do Congresso SociolinguísticaS: variação e interfaces. Anais...João Pessoa(PB) UFPB, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/sociolinguisticas/1142018-A-INSERCAO-VOCALICA-NO-CRIOULO-DA-GUINE-BISSAU--UM-OLHAR-SOCIOLINGUISTICO-SOBRE-O-FALAR-DOS-FULAS-DE-BAFATA. Acesso em: 27/05/2026

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