UMA ANÁLISE ACÚSTICA E VARIACIONISTA DA PRODUÇÃO DO /A/ NASALIZADO PAULIST[ɐ̃ː]NO

Publicado em 09/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2260-6

Título do Trabalho
UMA ANÁLISE ACÚSTICA E VARIACIONISTA DA PRODUÇÃO DO /A/ NASALIZADO PAULIST[ɐ̃ː]NO
Autores
  • Gabriel Marquetto
  • Plinio Almeida Barbosa
Modalidade
Resumo para poster
Área temática
Sociofonética
Data de Publicação
09/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/sociolinguisticas/1132984-uma-analise-acustica-e-variacionista-da-producao-do-a-nasalizado-paulist~no
ISBN
978-65-272-2260-6
Palavras-Chave
Sociofonética, Vogais nasalizadas, Dialeto paulistano, Nasalês
Resumo
No âmbito da Sociolinguística Variacionista brasileira, as pesquisas sobre as características fonéticas do português falado na cidade de São Paulo têm se concentrado principalmente no arquifonema /R/ (Oushiro, 2015; Soriano, 2016) e na ditongação de /eN/ em [e~j~] (Oushiro 2015; Mendes, 2018). Observa-se, contudo, uma lacuna quanto à produção alongada do /a/ nasalizado, como nas palavras “paulist[?~?]no” e “S[?~?]pa”, traço estereotipicamente atrelado a um grupo de falantes paulistanos e popularmente conhecido como “nasalês”. Sobre esse fenômeno, destaca-se o estudo de percepção por Barcellos (2020), que realiza uma caracterização acústica preliminar, apontando maior duração e abertura da variante alongada em comparação com sua contraparte. Esta pesquisa visa caracterizar a produção dessa variante, investigando os contextos linguísticos em que ocorre (distinguindo nasalizações fonológica e fonética e considerando a tonicidade), suas propriedades acústicas (duração e posição no triângulo vocálico normalizado por z-scores) e sua distribuição sociolinguística na comunidade paulistana. Foram segmentadas e medidas automaticamente ocorrências da vogal /a/ em fala espontânea na amostra SP2010 (Mendes & Oushiro, 2012), composta por 60 entrevistas sociolinguísticas estratificadas por gênero, faixa etária, escolaridade e zona de residência. A hipótese previa que mulheres jovens, com ensino superior completo e residentes da região central apresentariam realizações mais alongadas e avançadas, com correlação entre abertura vocálica e duração. A análise da configuração formântica ainda está em andamento, mas os resultados preliminares indicam que o alongamento da variável estudada associa-se ao gênero feminino e idade superior a 35 anos. Até o momento, foram coletadas mais de 27 mil ocorrências do fonema /a/ em contextos oral e nasalizado fonética e fonologicamente (Câmara Júnior, 1970), classificadas segundo contexto fonético, tonicidade e perfil sociolinguístico dos falantes. Os resultados parciais revelam um aumento estatisticamente significativo na duração de fones produzidos por falantes do gênero feminino (p < 0,05, Kruskal-Wallis). Além disso, moradores das zonas Norte, Oeste e Centro apresentaram maiores médias de duração de /aN/, enquanto falantes das zonas Sul e Leste exibiram valores menores (p < 0,05). Observou-se também que mulheres acima de 35 anos produzem vogais /aN/ mais longas do que as mais jovens, contrariando a hipótese inicial (p < 0,001). Propõe-se que a variante alongada funcione como um indicador de comunidade de prática do trabalho, moldando um perfil workaholic feminino.
Título do Evento
Congresso SociolinguísticaS: variação e interfaces
Cidade do Evento
João Pessoa
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso SociolinguísticaS: variação e interfaces
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

MARQUETTO, Gabriel; BARBOSA, Plinio Almeida. UMA ANÁLISE ACÚSTICA E VARIACIONISTA DA PRODUÇÃO DO /A/ NASALIZADO PAULIST[ɐ̃ː]NO.. In: Anais do Congresso SociolinguísticaS: variação e interfaces. Anais...João Pessoa(PB) UFPB, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/sociolinguisticas/1132984-UMA-ANALISE-ACUSTICA-E-VARIACIONISTA-DA-PRODUCAO-DO-A-NASALIZADO-PAULIST~NO. Acesso em: 27/05/2026

Trabalho

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