ORALIDADE E ESCRITA: COMO AS VOGAIS SE COMPORTAM NA ESCRITA ESCOLAR

Publicado em 09/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2260-6

Título do Trabalho
ORALIDADE E ESCRITA: COMO AS VOGAIS SE COMPORTAM NA ESCRITA ESCOLAR
Autores
  • André Pedro Da Silva
Modalidade
Resumo
Área temática
Sociolinguística Educacional
Data de Publicação
09/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/sociolinguisticas/1125741-oralidade-e-escrita--como-as-vogais-se-comportam-na-escrita-escolar
ISBN
978-65-272-2260-6
Palavras-Chave
Fonologia, Processos Fonológicos, Escrita Escolar, Vogais
Resumo
A modalidade escrita de qualquer língua humana, inclusive do português, envolve o domínio de muitos aspectos por parte dos aprendizes. Dentre esses aspectos, encontram-se os morfológicos, os sintáticos, os textuais; além daqueles que têm a ver com os sons do português e a sua escrita, estudados a partir dos aspectos fonológicos. Vale lembrar que a língua escrita, por sua vez, possui grande relevância sociocultural, pois grande parte das esferas da atividade humana se organiza por meio do seu uso. Isto posto, apresentamos como objetivo principal o estudo das relações que se estabelecem entre os aspectos ortográficos do português escrito e o sistema fonológico do português, tomando por base os desvios ortográficos presentes na escrita escolar. E, considerando a importância e a necessidade de escrever atendendo às convenções ortográficas, este trabalho objetiva explanar alguns resultados do Projeto Relação entre Fala e Escrita, a partir de pesquisas realizadas no PROFLETRAS, o qual visa detectar os processos fonológicos presentes na escrita de estudantes do Ensino Fundamental, em Recife e de sua região metropolitana, no intuito de auxiliar aos profissionais desse nível educacional na percepção e no entendimento dos desvios fonológicos para que buscassem uma forma de diminuir tais problemas. Assim, trataremos aqui de fenômenos vocálicos envolvendo a ditongação (veiz, arroiz, saingue), a monotongação (caØxa, peØxe, feØra), o alçamento vocálico (pipino, iscola, bulacha) e epêntese vocálica (ritimo, rapito, pisicólogo). Tomamos como pressupostos teóricos os trabalhos de Cagliari (2002), Callou, Moraes e Leite (1998), Faraco (2006), Hora (2017), Martins, Vieira e Tavares (2014), Miranda (2010), Mollica (2003) e Tasca (2002). O corpus dessa pesquisa se constituiu de treinos ortográficos (de palavras e frases), além de produção textual em ambiente escolar, tomando por base o método indutivo e consecutiva análise quantitativa desses dados. Para darmos início à coleta dos dados houve um prévio contato com os diretores das escolas e com os professores de Língua Portuguesa, com o propósito de solicitar-lhes a permissão para que os estudantes daquelas escolas pudessem participar dos treinos ortográficos, bem como das produções textuais. Além disso, marcamos também reuniões com os pais dos estudantes para que explicássemos detalhes da pesquisa, visando suas assinaturas no Termo de Consentimento Livre e Esclarecido – TCLE, uma vez que os estudantes eram menores de idade. Essa pesquisa teve o respaldo do Comitê de Ética da Fundação Joaquim Nabuco, sendo autorizado por meio do Parecer Consubstanciado CAAE: 67297517.0.0000.5619, versão 2, seguindo todas as suas prerrogativas. Desta forma, a utilização das produções escritas dos estudantes foi devidamente autorizada pelos seus responsáveis legais, uma vez que eram estudantes menores de idade, mantendo, assim, o seu anonimato e o anonimato da escola. Destarte, foi possível a apropriação de material que nos permitiu conjecturar sobre a heterogeneidade da escrita, pois identificamos que os “erros” ortográficos dos estudantes são, na maioria, advindos do fato de que há uma tranposição de processos do campo fonológico para o campo da escrita. Após análise dos dados coletados, pudemos constatar que: os alunos da rede pública apresentam mais transposição dos processos fonológicos para a escrita escolar do que os da privada (ainda que a diferença náo seja tão grande); os desvios ortográficos diminuem com o aumento da escolaridade; alunos da rede urbana detém maior uso da norma urbana de prestígio, quando comparados aos da rede rural; alunos que escrevem e leem mais, em seu dia a dia, apresentam menos desvios ortográficos.
Título do Evento
Congresso SociolinguísticaS: variação e interfaces
Cidade do Evento
João Pessoa
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso SociolinguísticaS: variação e interfaces
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SILVA, André Pedro Da. ORALIDADE E ESCRITA: COMO AS VOGAIS SE COMPORTAM NA ESCRITA ESCOLAR.. In: Anais do Congresso SociolinguísticaS: variação e interfaces. Anais...João Pessoa(PB) UFPB, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/sociolinguisticas/1125741-ORALIDADE-E-ESCRITA--COMO-AS-VOGAIS-SE-COMPORTAM-NA-ESCRITA-ESCOLAR. Acesso em: 27/05/2026

Trabalho

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