ANÁLISE DA ATITUDE DO OUVINTE BRASILEIRO EM RELAÇÃO À VARIAÇÃO DIALETAL ENVOLVENDO AS CONSOANTES OCLUSIVAS DENTAIS /T,D/

Publicado em 09/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2260-6

Título do Trabalho
ANÁLISE DA ATITUDE DO OUVINTE BRASILEIRO EM RELAÇÃO À VARIAÇÃO DIALETAL ENVOLVENDO AS CONSOANTES OCLUSIVAS DENTAIS /T,D/
Autores
  • Iris Cruz dos Santos; Dermeval da Hora Oliveira
Modalidade
Resumo para poster
Área temática
Sociolinguística variacionista
Data de Publicação
09/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/sociolinguisticas/1120720-analise-da-atitude-do-ouvinte-brasileiro-em-relacao-a-variacao-dialetal-envolvendo-as-consoantes-oclusivas-denta
ISBN
978-65-272-2260-6
Palavras-Chave
Atitude linguística, variação dialetal, oclusiva labiais
Resumo
No Brasil, os estudos variacionistas datam do final dos anos 1970. Porém, associar a atitude linguística a esses estudos só teve início bem mais tarde. Em Hora (1990), há um teste de atitude direta, que indaga falantes da comunidade de Algaoinhas (BA) sobre seu posicionamento em relação à forma de falar e o que tornava o seu falar diferente de outros lugares do Brasil. Como podemos ver, o foco ainda é na produção. E agora, esse estudo muda o foco, pautando-se no ouvinte frente a variações dialetais com o objetivo de analisar a atitude do ouvinte em relação a esses processos variáveis ligados às consoantes oclusivas /t,d/. Foram dados dois áudios para que ouvintes julgassem de acordo com algumas questões que lhes foram apresentadas: (a) Trouxe lei[t]e quen[te] des[de] ontem. (b) O [tʃ]iroteio foi [dʒ]iferen[tʃ i] do [dʒ]ia se[tʃi]. O corpus utilizado na pesquisa foi coletado a partir de um instrumento aplicado a 446 participantes, sendo 265 mulheres e 181 homens, oriundos das diferentes regiões do Brasil. Esses participantes ainda foram estratificados, segundo o nível de escolaridade, distribuídos em analfabeto (10), quinto ao nono ano (22), ensino médio (140) e ensino superior (274). Além disso, também foi considerada a região de cada participante, sendo 51, do norte; 212, do nordeste; 105 do sudeste; 16, do centro-oeste; e 62, do sul. Cada ouvinte deveria, com base nas gravações que lhe foram apresentadas, expressar sua atitude diante de uma quantidade de adjetivos que diziam respeito ao falante. Ou seja, cada um dos ouvintes deveria ouvir os áudios e responder a questões que tratavam do julgamento em relação ao que estavam ouvindo. Além dessas questões, fizemos uma questão em que o ouvinte deveria prestar atenção ao que estava ouvindo e, numa escala de 1 a 5 identifcar qual a melhor correspondência para o que estava ouvindo. Nossa hipótese, em relação à região é a de que os falantes do nordeste e do norte valorizem mais a variante utilizada no nordeste, e os ouvintes so sul e do sudeste valorizem mais a variante do Paraná. Quanto ao sexo e à escolaridade, mulheres e ouvintes com mais anos de escolarização prestigiarão a variante do Paraná. A base teórica para análise dos dados foi pautada em Garret, Coupland, Williams (2003); Moreno-Fernández (2012).
Título do Evento
Congresso SociolinguísticaS: variação e interfaces
Cidade do Evento
João Pessoa
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso SociolinguísticaS: variação e interfaces
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

OLIVEIRA, Iris Cruz dos Santos; Dermeval da Hora. ANÁLISE DA ATITUDE DO OUVINTE BRASILEIRO EM RELAÇÃO À VARIAÇÃO DIALETAL ENVOLVENDO AS CONSOANTES OCLUSIVAS DENTAIS /T,D/.. In: Anais do Congresso SociolinguísticaS: variação e interfaces. Anais...João Pessoa(PB) UFPB, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/sociolinguisticas/1120720-ANALISE-DA-ATITUDE-DO-OUVINTE-BRASILEIRO-EM-RELACAO-A-VARIACAO-DIALETAL-ENVOLVENDO-AS-CONSOANTES-OCLUSIVAS-DENTA. Acesso em: 27/05/2026

Trabalho

Even3 Publicacoes