INJUSTIÇA E LUTA SOCIOAMBIENTAL NO ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE FLORIANÓPOLIS (SC, BRASIL): TERRITÓRIOS DA PESCA ARTESANAL COMO ZONA DE SACRIFÍCIO

Publicado em 06/08/2026 - ISBN: 978-65-272-2668-0

DOI
10.29327/9786527226680.1449736  
Título do Trabalho
INJUSTIÇA E LUTA SOCIOAMBIENTAL NO ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE FLORIANÓPOLIS (SC, BRASIL): TERRITÓRIOS DA PESCA ARTESANAL COMO ZONA DE SACRIFÍCIO
Autores
  • Alana Casagrande
Modalidade
IRSA - Congresso Mundial de Sociologia Rural (01/10/2025 a 20/01/2026)
Área temática
IRSA 25 - Hydrosocial Territories and Water (In)Justice in Rural Worlds
Data de Publicação
06/08/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/sober-irsa2026/1449736-injustica-e-luta-socioambiental-no-esgotamento-sanitario-de-florianopolis-(sc-brasil)---territorios-da-pesca-ar
ISBN
978-65-272-2668-0
Palavras-Chave
autonomia ontológica política, Reserva Extrativista Marinha, injustiça socioambiental, pesca artesanal, saneamento básico
Resumo
As baías de Florianópolis abrigam o maior número de comunidades tradicionais pesqueiras do município, além de maricultores familiares e comunidades urbanas cujo vínculo com o mar constitui pertencimento e territorialidade histórica. . Na baía Sul, foi criada a primeira reserva extrativista marinha do Brasil, em 1992, a RESEX Marinha do Pirajubaé, uma área protegida que tem o duplo objetivo de proteção ambiental e garantia de direitos territoriais à comunidade pesqueira da Costeira do Pirajubaé. Desde então, o avanço da urbanização sobre a RESEX e baía sul, vem ameaçando os modos de vida tradicionais e deflagrando conflitos. Este trabalho analisa a situação de conflito e injustiça socioambiental envolvendo a RESEX Marinha Pirajubaé e um empreendimento de esgotamento sanitário proposto pela Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (CASAN) e chancelado pela Prefeitura Municipal de Florianópolis, debatendo sua dimensão ontológica. O trabalho baseia-se em entrevistas e observação direta e participante conduzidas durante 10 anos no contexto de uma pesquisa de doutorado e da atuação da autora como conselheira no Conselho Deliberativo da RESEX Pirajubaé. O confronto entre a Resex Pirajubaé e a empresa CASAN caracteriza-se por relações de poder assimétricas que ferem a autonomia ontológica política pesqueira, que diz respeito às possibilidades e condições para a definição de futuros e mundos que acolham os valores e práticas de conhecimento locais. Nesse contexto, os territórios pesqueiros da Baía Sul são eleitos como zona de sacrifício, área de despejo de contaminantes produzidos por bairros mais abastados da cidade, enquanto as comunidades afetadas permanecem sem acesso amplo ao saneamento básico. O projeto de esgotamento sanitário comporta um processo de licenciamento ambiental tendencioso e omisso que ataca um valor crucial à autonomia pescadora, o respeito. O Conselho Deliberativo da RESEX Pirajubaé emerge enquanto espaço fundamental de articulação da resistência popular frente à ameaça.
Título do Evento
16th World Congress of Rural Sociology and 64th Congress of the Brazilian Society of Rural Economics, Management and Sociology
Cidade do Evento
Porto Alegre
Título dos Anais do Evento
Anais do 64º Congresso da SOBER e XVI Congresso Mundial de Sociologia Rural (IRSA)
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital
DOI

Como citar

CASAGRANDE, Alana. INJUSTIÇA E LUTA SOCIOAMBIENTAL NO ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE FLORIANÓPOLIS (SC, BRASIL): TERRITÓRIOS DA PESCA ARTESANAL COMO ZONA DE SACRIFÍCIO.. In: Anais do 64º Congresso da SOBER e XVI Congresso Mundial de Sociologia Rural (IRSA). Anais...Porto Alegre(RS) UFRGS, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/sober-irsa2026/1449736-INJUSTICA-E-LUTA-SOCIOAMBIENTAL-NO-ESGOTAMENTO-SANITARIO-DE-FLORIANOPOLIS-(SC-BRASIL)---TERRITORIOS-DA-PESCA-AR. Acesso em: 08/08/2026

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