CORPOS QUE CUIDAM, TERRITÓRIOS QUE (RE)EXISTEM: AGROECOLOGIAS FEMININAS E COSMOPOLÍTICAS DO VIVER NA AMAZÔNIA

Publicado em 06/08/2026 - ISBN: 978-65-272-2668-0

DOI
10.29327/9786527226680.1449555  
Título do Trabalho
CORPOS QUE CUIDAM, TERRITÓRIOS QUE (RE)EXISTEM: AGROECOLOGIAS FEMININAS E COSMOPOLÍTICAS DO VIVER NA AMAZÔNIA
Autores
  • Ádria Oliveira dos Santos
  • Flavia Charão Marques
Modalidade
IRSA - Congresso Mundial de Sociologia Rural (01/10/2025 a 20/01/2026)
Área temática
IRSA 36 - Agroecologies Shaping Territories: Innovation and Autonomy for a New Agenda
Data de Publicação
06/08/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/sober-irsa2026/1449555-corpos-que-cuidam-territorios-que-(re)existem--agroecologias-femininas-e-cosmopoliticas-do-viver-na-amazonia
ISBN
978-65-272-2668-0
Palavras-Chave
Agroecologia feminista, corpo-território, cosmopolítica do cuidado, Amazônia, inovação territorial.
Resumo
Este trabalho apresenta uma análise socioterritorial das trajetórias de quatro mulheres amazônidas, Edilena, Dona Ivanice, Dona Rivonete e Clelcilene, agricultoras, agroextrativistas e lideranças femininas do município de Santarém, Pará. A partir de uma abordagem etnográfica multissituada e ancorada na Perspectiva Orientada ao Ator (Long, 2001), investigamos como essas mulheres mobilizam práticas cotidianas de cuidado, espiritualidade e trabalho para (re)existir e transformar os territórios que habitam. Seus corpos são compreendidos como territórios vivos, lugares de memória, resistência e agência, onde se inscrevem os saberes agroecológicos e as violências socioambientais enfrentadas na Amazônia. O estudo evidencia que suas práticas agroecológicas não são apenas modos de produção, mas formas de recomposição da vida em contextos de precariedade, desmatamento e apagamento político. A feira, o quintal, o puxirum, a casa de farinha e a igreja constituem arenas de micropolítica feminista, nas quais cuidado e autonomia se entrelaçam como estratégias de permanência no território. Ao articular saberes locais, redes de solidariedade e protagonismo coletivo, essas mulheres promovem formas de inovação territorial enraizadas na reciprocidade e na fé, desestabilizando fronteiras entre o produtivo e o reprodutivo, o técnico e o espiritual. Assim, propomos compreender as agroecologias femininas como práticas sociomateriais e cosmopolíticas que moldam territórios em disputa, sustentam o comum e operam como dispositivos de reterritorialização na Amazônia contemporânea.
Título do Evento
16th World Congress of Rural Sociology and 64th Congress of the Brazilian Society of Rural Economics, Management and Sociology
Cidade do Evento
Porto Alegre
Título dos Anais do Evento
Anais do 64º Congresso da SOBER e XVI Congresso Mundial de Sociologia Rural (IRSA)
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital
DOI

Como citar

SANTOS, Ádria Oliveira dos; MARQUES, Flavia Charão. CORPOS QUE CUIDAM, TERRITÓRIOS QUE (RE)EXISTEM: AGROECOLOGIAS FEMININAS E COSMOPOLÍTICAS DO VIVER NA AMAZÔNIA.. In: Anais do 64º Congresso da SOBER e XVI Congresso Mundial de Sociologia Rural (IRSA). Anais...Porto Alegre(RS) UFRGS, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/sober-irsa2026/1449555-CORPOS-QUE-CUIDAM-TERRITORIOS-QUE-(RE)EXISTEM--AGROECOLOGIAS-FEMININAS-E-COSMOPOLITICAS-DO-VIVER-NA-AMAZONIA. Acesso em: 25/09/2026

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