UM DEFEITO DE COR E AS MARCAS DO PASSADO: ESCRAVISMO COLONIAL E TRABALHO ANÁLOGO À ESCRAVIDÃO

Publicado em 06/08/2026 - ISBN: 978-65-272-2668-0

DOI
10.29327/9786527226680.1449541  
Título do Trabalho
UM DEFEITO DE COR E AS MARCAS DO PASSADO: ESCRAVISMO COLONIAL E TRABALHO ANÁLOGO À ESCRAVIDÃO
Autores
  • Vinicius Nahan
Modalidade
IRSA - Congresso Mundial de Sociologia Rural (01/10/2025 a 20/01/2026)
Área temática
IRSA 01 - Rural and Environmental Fictions and Social Conflicts
Data de Publicação
06/08/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/sober-irsa2026/1449541-um-defeito-de-cor-e-as-marcas-do-passado--escravismo-colonial-e-trabalho-analogo-a-escravidao
ISBN
978-65-272-2668-0
Palavras-Chave
Escravismo colonial; Trabalho escravo contemporâneo; Violência rural; Romance histórico; Um defeito de cor
Resumo
A pesquisa analisa o romance histórico Um defeito de cor, de Ana Maria Gonçalves (2006), que retrata a trajetória de Kehinde, capturada aos sete anos de idade no Daomé. Ela foi enviada para o Brasil, desembarca na Bahia, onde foi escravizada e passa a trabalhar em uma fazenda. A narrativa é em primeira pessoa por uma carta-testemunho de Kehinde para o seu filho desaparecido quando tinha dez anos. Ela possui mais de 80 anos e está em um navio voltando da África para o Brasil na esperança de encontrá-lo. O objetivo é analisar como o trabalho escravo contemporâneo se relaciona com a escravidão no Brasil, a partir do romance analisado. A metodologia é marxista de caráter dedutivo e quali-quantitativo, partindo da categoria do escravismo colonial para interpretar o romance histórico e os dados do trabalho escravo contemporâneo. Realiza-se análise documental e literária articulada à crítica das relações sociais, evidenciando continuidades estruturais da exploração racial no meio rural brasileiro. O livro aborda as violências contra os escravizados no meio rural, açoitamentos, mutilações, privação de comida, moradia insalubre, trabalho extenuante e demonstram que as origens das violências no campo possuem relação com a escravização dos negros. A escravidão no Brasil se caracterizou como um modo de produção específico - o escravismo colonial (Gorender, 2016). Entretanto, para além das consequências econômicas, a violência existente nas relações sociais no período escravocrata persiste até hoje no ambiente rural brasileiro. Um total de 65.598 pessoas foram resgatadas em condições análogas à de escravo (1995-2024), sendo que cerca de 80% trabalhavam em atividades rurais. Quanto à raça/cor (2002-2024), 66% eram trabalhadores negros e 20% brancos, considerando os dados do censo IBGE (2022), temos que uma pessoa negra tem 2,5 vezes mais chance de ser vítima de trabalho escravo do que uma pessoa branca (SmartLab, 2026).
Título do Evento
16th World Congress of Rural Sociology and 64th Congress of the Brazilian Society of Rural Economics, Management and Sociology
Cidade do Evento
Porto Alegre
Título dos Anais do Evento
Anais do 64º Congresso da SOBER e XVI Congresso Mundial de Sociologia Rural (IRSA)
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital
DOI

Como citar

NAHAN, Vinicius. UM DEFEITO DE COR E AS MARCAS DO PASSADO: ESCRAVISMO COLONIAL E TRABALHO ANÁLOGO À ESCRAVIDÃO.. In: Anais do 64º Congresso da SOBER e XVI Congresso Mundial de Sociologia Rural (IRSA). Anais...Porto Alegre(RS) UFRGS, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/sober-irsa2026/1449541-UM-DEFEITO-DE-COR-E-AS-MARCAS-DO-PASSADO--ESCRAVISMO-COLONIAL-E-TRABALHO-ANALOGO-A-ESCRAVIDAO. Acesso em: 20/09/2026

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