O EXTENSIONISTA COMO “DESPACHANTE RURAL”: BUROCRACIA DE GABINETE E BARREIRAS À PROMOÇÃO DO CONHECIMENTO NA ASSISTÊNCIA TÉCNICA E EXTENSÃO RURAL (ATER) NA EMATER/RS-ASCAR

Publicado em 06/08/2026 - ISBN: 978-65-272-2668-0

DOI
10.29327/9786527226680.1449530  
Título do Trabalho
O EXTENSIONISTA COMO “DESPACHANTE RURAL”: BUROCRACIA DE GABINETE E BARREIRAS À PROMOÇÃO DO CONHECIMENTO NA ASSISTÊNCIA TÉCNICA E EXTENSÃO RURAL (ATER) NA EMATER/RS-ASCAR
Autores
  • Gustavo Ayres
Modalidade
IRSA - Congresso Mundial de Sociologia Rural (01/10/2025 a 20/01/2026)
Área temática
IRSA 33 - Knowledge Management, Extension Services, and Agri-Food Innovation
Data de Publicação
06/08/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/sober-irsa2026/1449530-o-extensionista-como-despachante-rural--burocracia-de-gabinete-e-barreiras-a-promocao-do-conhecimento-na-assis
ISBN
978-65-272-2668-0
Palavras-Chave
burocrata de nível de rua (BNR), conhecimento técnico-científico, mediação, políticas públicas, vivência reflexiva
Resumo
Este trabalho analisa como a sobrecarga burocrática e a fragmentação dos sistemas de informação moldam a atuação do extensionista rural, transformando-o na figura do “despachante rural”. O objetivo é investigar como a gestão do conhecimento e a atuação técnica extensionista na Emater/RS-Ascar são negligenciadas em favor do cumprimento de protocolos administrativos e fluxos operacionais relacionados ao crédito rural. O método adotado fundamenta-se em uma abordagem qualitativa de caráter autoetnográfico, baseada em uma vivência reflexiva (ação + análise crítica) do autor de nove anos (2013-2022) como extensionista na referida organização, triangulada com análise documental de planejamento e normativas institucionais. Os resultados indicam que o extensionista atua como um Burocrata de Nível de Rua confrontado com a escassez de recursos e o excesso de demandas meramente procedimentais. O estudo identifica a emergência da figura do "despachante rural", cujo tempo de trabalho é majoritariamente consumido por instrumentos de ação pública não-neutros, como a elaboração de documentos relacionados ao crédito rural e a emissão de documentos cadastrais, como Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF). Dessa forma, demonstra-se a imposição de metas produtivistas e a obrigatoriedade de operar múltiplos sistemas digitais de agentes financeiros que exacerbam a ineficiência administrativa e o isolamento técnico. Como conclusão, sustenta-se que o custo de oportunidade dessa “burocracia de gabinete” é o esvaziamento da capacidade técnica da ATER pública, reduzindo a ocorrência de inovações nos sistemas agroalimentares ao cumprimento de protocolos formais e ao preenchimento de dados no Sistema de Planejamento (SISPLAN) para a conformidade institucional. O fortalecimento dos sistemas territoriais de inovação e a efetiva gestão do conhecimento requerem o rompimento dessa rigidez burocrática e a recuperação da autonomia técnico-científica, permitindo que o serviço público de ATER recupere seu papel de mediação e transformação social na interface com os agricultores familiares.
Título do Evento
16th World Congress of Rural Sociology and 64th Congress of the Brazilian Society of Rural Economics, Management and Sociology
Cidade do Evento
Porto Alegre
Título dos Anais do Evento
Anais do 64º Congresso da SOBER e XVI Congresso Mundial de Sociologia Rural (IRSA)
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital
DOI

Como citar

AYRES, Gustavo. O EXTENSIONISTA COMO “DESPACHANTE RURAL”: BUROCRACIA DE GABINETE E BARREIRAS À PROMOÇÃO DO CONHECIMENTO NA ASSISTÊNCIA TÉCNICA E EXTENSÃO RURAL (ATER) NA EMATER/RS-ASCAR.. In: Anais do 64º Congresso da SOBER e XVI Congresso Mundial de Sociologia Rural (IRSA). Anais...Porto Alegre(RS) UFRGS, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/sober-irsa2026/1449530-O-EXTENSIONISTA-COMO-DESPACHANTE-RURAL--BUROCRACIA-DE-GABINETE-E-BARREIRAS-A-PROMOCAO-DO-CONHECIMENTO-NA-ASSIS. Acesso em: 25/09/2026

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