FORESTRY: FOR OR AGAINST RURAL DEVELOPMENT? LAND CONFLICTS AND LABOR EXPLOITATION IN THE EXPANSION OF TREE PLANTATIONS IN BRAZIL (1970-2020)

Publicado em 06/08/2026 - ISBN: 978-65-272-2668-0

DOI
10.29327/9786527226680.1449446  
Título do Trabalho
FORESTRY: FOR OR AGAINST RURAL DEVELOPMENT? LAND CONFLICTS AND LABOR EXPLOITATION IN THE EXPANSION OF TREE PLANTATIONS IN BRAZIL (1970-2020)
Autores
  • Mucio Tosta Gonçalves
Modalidade
IRSA - Congresso Mundial de Sociologia Rural (01/10/2025 a 20/01/2026)
Área temática
IRSA 20 - Capitalist forestry, rural labor, and land injustices: towards a comparative analysis of the role of forests and tree plantations in contemporary land questions, agrarian questions and rural development
Data de Publicação
06/08/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/sober-irsa2026/1449446-forestry--for-or-against-rural-development-land-conflicts-and-labor-exploitation-in-the-expansion-of-tree-plant
ISBN
978-65-272-2668-0
Palavras-Chave
silvicultura, política florestal, assalariamento rural, conflitos agrários, não desenvolvimento
Resumo
A silvicultura para uso industrial no Brasil expandiu significativamente a área ocupada, a produtividade e a inserção de seus produtos agroindustriais nos mercados globais nas últimas cinco décadas. Atualmente com mais de dez milhões de hectares de árvores de uso industrial plantados, foi organizado no país um mercado de produtos madeireiros (carvão vegetal, madeira serrada, celulose e papel, principalmente) que é economica e politicamente importante, especialmente no Sudeste, Centro-Oeste e Sul do país. Para tal organização, foi fundamental a montagem de uma política florestal que, segundo propusemos em trabalhos anteriores, eliminou a orientação conservacionista prevalecente nas normas do início do século XX. Entende-se, assim, porque a adoção do novo Código Florestal vem “patinando” desde 2012, já que não afeta os interesses dos grandes produtores e consumidores de madeira plantada. Ao longo do seu crescimento, subsidiado por tal política, o “setor florestal” brasileiro criou um mercado de trabalho assalariado combinando processos de trabalho fordistas (com condições de trabalho precárias, inclusive com a prática de trabalho escravo) e toyotistas. Do ponto de vista da contratação no mundo rural, o resultado dessa articulação é o desemprego – o que contribui para o declínio das representações sindicais desses trabalhadores. Essa expansão gerou, ainda, uma desintegração social e espacial da agricultura familiar pela submissão do mundo rural à lógica do latifúndio, especialmente nas regiões de fronteira, no Norte de Minas Gerais e no leste de Mato Grosso do Sul. O artigo oferece uma interpretação desse processo desde 1970, considerando os dados de pesquisa disponíveis, propondo que existe uma ligação entre a organização empresarial, o tipo de produto e as estratégias de organização e exploração dos territórios e do trabalho que, mesmo gerando efeitos de crescimento econômico, não instituem estruturas democráticas de desenvolvimento social que envolvam natureza e as pessoas para a constituição de uma vida justa.
Título do Evento
16th World Congress of Rural Sociology and 64th Congress of the Brazilian Society of Rural Economics, Management and Sociology
Cidade do Evento
Porto Alegre
Título dos Anais do Evento
Anais do 64º Congresso da SOBER e XVI Congresso Mundial de Sociologia Rural (IRSA)
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital
DOI

Como citar

GONÇALVES, Mucio Tosta. FORESTRY: FOR OR AGAINST RURAL DEVELOPMENT? LAND CONFLICTS AND LABOR EXPLOITATION IN THE EXPANSION OF TREE PLANTATIONS IN BRAZIL (1970-2020).. In: Anais do 64º Congresso da SOBER e XVI Congresso Mundial de Sociologia Rural (IRSA). Anais...Porto Alegre(RS) UFRGS, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/sober-irsa2026/1449446-FORESTRY--FOR-OR-AGAINST-RURAL-DEVELOPMENT-LAND-CONFLICTS-AND-LABOR-EXPLOITATION-IN-THE-EXPANSION-OF-TREE-PLANT. Acesso em: 25/09/2026

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