MULHERES SEM TERRA: CULTIVO DE PLANTAS MEDICINAIS QUE SEMEIA SAÚDE E BIODIVERSIDADE

Publicado em 06/08/2026 - ISBN: 978-65-272-2668-0

DOI
10.29327/9786527226680.1449355  
Título do Trabalho
MULHERES SEM TERRA: CULTIVO DE PLANTAS MEDICINAIS QUE SEMEIA SAÚDE E BIODIVERSIDADE
Autores
  • Juliana de Almeida Costa
  • JOEL ORLANDO BEVILAQUA MARIN
Modalidade
IRSA - Congresso Mundial de Sociologia Rural (01/10/2025 a 20/01/2026)
Área temática
IRSA 36 - Agroecologies Shaping Territories: Innovation and Autonomy for a New Agenda
Data de Publicação
06/08/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/sober-irsa2026/1449355-mulheres-sem-terra--cultivo-de-plantas-medicinais-que-semeia-saude-e-biodiversidade
ISBN
978-65-272-2668-0
Palavras-Chave
mulheres Sem Terra, plantas medicinais, saúde, cuidado, território
Resumo
O objetivo do artigo é analisar práticas de plantar, cuidar, colher e transformar plantas medicinais, destacando a centralidade desses saberes-fazeres na reprodução da vida, na saúde popular e na preservação da sociobiodiversidade. A pesquisa adotou uma abordagem qualitativa, realizada com dezessete mulheres, de diferentes regiões do Rio Grande do Sul, Brasil, vinculadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra. Os dados da pesquisa foram produzidos a partir de entrevistas semiestruturadas e observações participantes. Para as “mulheres Sem Terra” entrevistadas, plantar é compreendido como inseparável do cuidar, envolvendo rituais, observação dos ciclos lunares, conhecimentos sobre alelopatia, proteção das mudas e estratégias de adaptação às condições climáticas e territoriais. As mulheres reconhecem as plantas cultivadas e as coletadas na natureza como parte de um mesmo sistema de cuidado, no qual a preservação das espécies e a reciprocidade com a natureza são fundamentais. Essas práticas revelam uma racionalidade agroecológica, construída pela experiência, transmissão intergeracional de saberes e articulação com processos formativos promovidos pelo MST. Além disso, apontamos impactos da degradação ambiental, das mudanças climáticas e da deriva de agrotóxicos sobre a perda da sociobiodiversidade natural. A colheita é entendidas como um momento simbólico de recompensa e celebração da luta pela terra, orientada por critérios técnicos e morais que visam garantir a continuidade das espécies. A transformação das plantas em remédios evidencia a complexidade dos conhecimentos populares de saúde, articulando tradição, experimentação e ciência. Assim, o estudo demonstra as práticas de plantar, cuidar, colher e transformar, utilizadas pelas mulheres Sem Terra, constituem formas de cuidado integral, que envolve o corpo, a comunidade, a terra e o futuro da vida.
Título do Evento
16th World Congress of Rural Sociology and 64th Congress of the Brazilian Society of Rural Economics, Management and Sociology
Cidade do Evento
Porto Alegre
Título dos Anais do Evento
Anais do 64º Congresso da SOBER e XVI Congresso Mundial de Sociologia Rural (IRSA)
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital
DOI

Como citar

COSTA, Juliana de Almeida; MARIN, JOEL ORLANDO BEVILAQUA. MULHERES SEM TERRA: CULTIVO DE PLANTAS MEDICINAIS QUE SEMEIA SAÚDE E BIODIVERSIDADE.. In: Anais do 64º Congresso da SOBER e XVI Congresso Mundial de Sociologia Rural (IRSA). Anais...Porto Alegre(RS) UFRGS, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/sober-irsa2026/1449355-MULHERES-SEM-TERRA--CULTIVO-DE-PLANTAS-MEDICINAIS-QUE-SEMEIA-SAUDE-E-BIODIVERSIDADE. Acesso em: 25/09/2026

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