MERCADOS ALIMENTARES E CRISE CLIMÁTICA: REORGANIZAÇÃO TERRITORIAL E A CONTRIBUIÇÃO DA ESTRATÉGIA ALIMENTA CIDADES

Publicado em 06/08/2026 - ISBN: 978-65-272-2668-0

DOI
10.29327/9786527226680.1449354  
Título do Trabalho
MERCADOS ALIMENTARES E CRISE CLIMÁTICA: REORGANIZAÇÃO TERRITORIAL E A CONTRIBUIÇÃO DA ESTRATÉGIA ALIMENTA CIDADES
Autores
  • Ingrid de Paula Marques
  • Ana Carolina Einsfeld Mattos
  • Annette Madriz
Modalidade
IRSA - Congresso Mundial de Sociologia Rural (01/10/2025 a 20/01/2026)
Área temática
IRSA 39 - Territorial Markets as Spaces of Value
Data de Publicação
06/08/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/sober-irsa2026/1449354-mercados-alimentares-e-crise-climatica--reorganizacao-territorial-e-a-contribuicao-da-estrategia-alimenta-cidade
ISBN
978-65-272-2668-0
Palavras-Chave
mercados alimentares, mudanças climáticas, governança territorial, Estratégia Alimenta Cidades
Resumo
Os mercados alimentares operam por meio de arranjos moldados por instituições, normas e relações de poder que definem quem participa e quem é excluído. Quando organizados sob uma lógica de mercantilização generalizada, esses arranjos tendem a se autonomizar e enfraquecer as bases sociais e ecológicas que sustentam a vida. Nos sistemas alimentares, essa dinâmica é intensificada pela crise climática. A enchente de 2024 no Rio Grande do Sul, no sul do Brasil, expôs os obstáculos das cadeias de abastecimento que não conseguiram garantir acesso a alimentos após o colapso de infraestruturas e rotas comerciais. O desastre revelou que a eficiência baseada em escala oferece baixa resiliência territorial. Em contraste, cozinhas comunitárias, mercados territoriais, redes comunitárias e mecanismos de coordenação ancorados localmente tornaram-se essenciais para garantir o acesso à alimentação durante a emergência, mesmo operando com apoio institucional limitado. A crise climática evidencia a necessidade de reposicionar os mercados como instrumentos subordinados às necessidades coletivas e à proteção ambiental. Isso requer capacidades estatais capazes de orientar, coordenar e criar novos arranjos, em sintonia com a noção de Estado empreendedor proposta por Mazzucato. A estratégia Alimenta Cidades incorpora essa perspectiva ao integrar diagnóstico, fortalecimento de infraestruturas públicas de alimentação, compras institucionais, circuitos curtos de abastecimento e governança intersetorial. O foco simultâneo na resposta emergencial e na reconstrução de longo prazo revela caminhos concretos para reorganizar os sistemas alimentares a partir do próprio território. Enfrentar crises climáticas exige ampliar capacidades públicas e priorizar redes locais, o que implica apoiar a autonomia dos territórios diante de eventos extremos.
Título do Evento
16th World Congress of Rural Sociology and 64th Congress of the Brazilian Society of Rural Economics, Management and Sociology
Cidade do Evento
Porto Alegre
Título dos Anais do Evento
Anais do 64º Congresso da SOBER e XVI Congresso Mundial de Sociologia Rural (IRSA)
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital
DOI

Como citar

MARQUES, Ingrid de Paula; MATTOS, Ana Carolina Einsfeld; MADRIZ, Annette. MERCADOS ALIMENTARES E CRISE CLIMÁTICA: REORGANIZAÇÃO TERRITORIAL E A CONTRIBUIÇÃO DA ESTRATÉGIA ALIMENTA CIDADES.. In: Anais do 64º Congresso da SOBER e XVI Congresso Mundial de Sociologia Rural (IRSA). Anais...Porto Alegre(RS) UFRGS, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/sober-irsa2026/1449354-MERCADOS-ALIMENTARES-E-CRISE-CLIMATICA--REORGANIZACAO-TERRITORIAL-E-A-CONTRIBUICAO-DA-ESTRATEGIA-ALIMENTA-CIDADE. Acesso em: 25/09/2026

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