DEPICTING THE LATIFUNDIUM FORMATION ON THE MINAS GERAIS FRONTIER: REPRESENTATIONS OF CONFLICTIVE RURALITY IN THE WORKS OF ALDO DELFINO AND CARLOS PEREIRA (1920-1980)

Publicado em 06/08/2026 - ISBN: 978-65-272-2668-0

DOI
10.29327/9786527226680.1449352  
Título do Trabalho
DEPICTING THE LATIFUNDIUM FORMATION ON THE MINAS GERAIS FRONTIER: REPRESENTATIONS OF CONFLICTIVE RURALITY IN THE WORKS OF ALDO DELFINO AND CARLOS PEREIRA (1920-1980)
Autores
  • Mucio Tosta Gonçalves
Modalidade
IRSA - Congresso Mundial de Sociologia Rural (01/10/2025 a 20/01/2026)
Área temática
IRSA 01 - Rural and Environmental Fictions and Social Conflicts
Data de Publicação
06/08/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/sober-irsa2026/1449352-depicting-the-latifundium-formation-on-the-minas-gerais-frontier--representations-of-conflictive-rurality-in-the
ISBN
978-65-272-2668-0
Palavras-Chave
latifúndio, Diamantina, Vale do Rio Doce, Aldo Delfino, Carlos Olavo da Cunha Pereira
Resumo
A ocupação dos Vales dos Rios Doce e Jequitinhonha, respectivamente no leste e no noroeste de Minas Gerais, espaços geomorfologicamente contíguos, foi um processo lento e irregular do ponto de vista da sua incorporação à economia mercantil colonial e ao capitalismo industrial, com um interregno durante o qual, aparentemente, inexistiu todo um lugar. Por isso, essa extensa área foi compreendida como fronteira da economia estadual, tardiamente consolidada, inclusive pelo domínio do cerrado, de zonas de mata densa e dos grandes rios. Terras dos Aranã, Krenak, Maxakali, Pankararu, Pataxó e Xakriabá, esses espaços foram originalmente ocupados pelo garimpo e faiscação do ouro e pedras, pela pecuária e produção de alimentos. No século XX, a pecuária moderna, as plantações de eucaliptos, as hidroelétricas, as rodovias e, mais recentemente, a grande mineração para a indústria. Organizando-as, ao longo do tempo, está a grande propriedade fundiária. O conflito fundiário estabelecido contra os ocupantes originários, desde o início do século XIX, aguçado pela implantação de distintas estratégias privadas e públicas de modernização autoritária a partir do século XX, foi criticamente discutido pela sociologia rural. Observando o mesmo processo de formação dessa fronteira, mas com menor abundância de títulos, encontram-se romances que partem de um elemento central para os ocupantes originários: a ausência de donos como elemento contraposto ao latifúndio e aos projetos modernizadores. Delfino (no romance “Terras sem dono”, de 1931) e Pereira (na ficção-documental “Nas terras do rio sem dono”, de 1980), apresentam abordagens comunicadoras de representações e memórias de sujeitos (ficcionais e factuais) sobre formas de resistência à dominação e apagamentos perpetrados pelo discurso modernizador. É objetivo do artigo, considerando as interpretações sociológicas, comparar e ressaltar as contribuições destes autores para a compreensão e a interpretação da formação destes territórios e das consequências da conflitividade agrária para a produção de futuros alternativos possíveis.
Título do Evento
16th World Congress of Rural Sociology and 64th Congress of the Brazilian Society of Rural Economics, Management and Sociology
Cidade do Evento
Porto Alegre
Título dos Anais do Evento
Anais do 64º Congresso da SOBER e XVI Congresso Mundial de Sociologia Rural (IRSA)
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital
DOI

Como citar

GONÇALVES, Mucio Tosta. DEPICTING THE LATIFUNDIUM FORMATION ON THE MINAS GERAIS FRONTIER: REPRESENTATIONS OF CONFLICTIVE RURALITY IN THE WORKS OF ALDO DELFINO AND CARLOS PEREIRA (1920-1980).. In: Anais do 64º Congresso da SOBER e XVI Congresso Mundial de Sociologia Rural (IRSA). Anais...Porto Alegre(RS) UFRGS, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/sober-irsa2026/1449352-DEPICTING-THE-LATIFUNDIUM-FORMATION-ON-THE-MINAS-GERAIS-FRONTIER--REPRESENTATIONS-OF-CONFLICTIVE-RURALITY-IN-THE. Acesso em: 25/09/2026

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