OS MERCADOS DE BARU (DIPTERYX ALATA VOG.) E PEQUI (CARYOCAR BRASILIENSE) NO ESTADO DE GOIÁS

Publicado em 06/08/2026 - ISBN: 978-65-272-2668-0

DOI
10.29327/9786527226680.1448938  
Título do Trabalho
OS MERCADOS DE BARU (DIPTERYX ALATA VOG.) E PEQUI (CARYOCAR BRASILIENSE) NO ESTADO DE GOIÁS
Autores
  • Juliana Dias Moreira Furtado
Modalidade
IRSA - Congresso Mundial de Sociologia Rural (01/10/2025 a 20/01/2026)
Área temática
IRSA 39 - Territorial Markets as Spaces of Value
Data de Publicação
06/08/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/sober-irsa2026/1448938-os-mercados-de-baru-(dipteryx-alata-vog)-e-pequi-(caryocar-brasiliense)-no-estado-de-goias
ISBN
978-65-272-2668-0
Palavras-Chave
mercados, baru, pequi, sociobiodiversidade, Cerrado
Resumo
Esta pesquisa tem como objetivo analisar a construção social dos mercados agroalimentares do baru (Dipteryx alata Vog.) e do pequi (Caryocar brasiliense) em Goiás, buscando compreender as formas e estruturas de organização dos agroextrativistas em suas unidades de produção para inserção aos canais de comercialização desses frutos da sociobiodiversidade do Cerrado. A metodologia adotada as abordagens de pesquisa exploratória, descritiva e explicativa. As técnicas de coleta de dados assumem cunho quantitativo e qualitativo, com amostragem não probabilística, utilizando de questionários tipo survey e entrevistas semiestruturadas, aplicados a 24 agroextrativistas de baru no município de Flores de Goiás e 23 agroextrativistas de pequi nos municípios de Campos Verdes e Santa Terezinha de Goiás. A tipologia de mercados de Schneider (2016) é empregada como ferramenta de análise, categorizada em mercados públicos/institucionais, mercados territoriais, mercados convencionais e mercados de proximidade. O survey prioriza a análise dos mercados e canais de comercialização a partir do produto que gera mais renda na unidade produtiva (UP). Contudo, observou-se que em apenas 25% das UPs que coletam baru, o fruto é o principal produto agrícola. No caso do pequi, 30,4% das UPs o consideram produto principal. Ainda assim, esses frutos não são a principal renda dessas UPs, predominando benefícios sociais e atividades não agrícolas. Os dados apontam que 100% das UPs de agroextrativistas de pequi acessam o canal de comercialização “intermediários/atravessadores”, caracterizando mercados convencionais. Entre as UPs de agroextrativistas de baru, cinco tipos de canais são acessados, representando 45,8% de mercados convencionais, 20,8% de mercados de proximidade, 12,5% de mercados territoriais, enquanto 20,8% coletaram baru, mas ainda não haviam realizado vendas naquela safra (2023/2024). Nenhum agroextrativista afirmou possuir contratos formais de comercialização de baru ou pequi, demonstrando que seguem a tendência dos mercados de plantas da sociobiodiversidade, estruturados majoritariamente na informalidade (Diniz e Cerdan, 2017).
Título do Evento
16th World Congress of Rural Sociology and 64th Congress of the Brazilian Society of Rural Economics, Management and Sociology
Cidade do Evento
Porto Alegre
Título dos Anais do Evento
Anais do 64º Congresso da SOBER e XVI Congresso Mundial de Sociologia Rural (IRSA)
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital
DOI

Como citar

FURTADO, Juliana Dias Moreira. OS MERCADOS DE BARU (DIPTERYX ALATA VOG.) E PEQUI (CARYOCAR BRASILIENSE) NO ESTADO DE GOIÁS.. In: Anais do 64º Congresso da SOBER e XVI Congresso Mundial de Sociologia Rural (IRSA). Anais...Porto Alegre(RS) UFRGS, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/sober-irsa2026/1448938-OS-MERCADOS-DE-BARU-(DIPTERYX-ALATA-VOG)-E-PEQUI-(CARYOCAR-BRASILIENSE)-NO-ESTADO-DE-GOIAS. Acesso em: 07/09/2026

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