PROCESSOS DE VIOLÊNCIA NO AVANÇO DA GLOBALIZAÇÃO DE COMMODITIES NA AMAZÔNIA MARANHENSE

Publicado em 06/08/2026 - ISBN: 978-65-272-2668-0

DOI
10.29327/9786527226680.1448927  
Título do Trabalho
PROCESSOS DE VIOLÊNCIA NO AVANÇO DA GLOBALIZAÇÃO DE COMMODITIES NA AMAZÔNIA MARANHENSE
Autores
  • Josefa Salete Barbosa Cavalcanti
  • Filipe da cunha Gomes
Modalidade
IRSA - Congresso Mundial de Sociologia Rural (01/10/2025 a 20/01/2026)
Área temática
IRSA 29 - Work, Migration, and Violence in the Contemporary Rural World
Data de Publicação
06/08/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/sober-irsa2026/1448927-processos-de-violencia-no-avanco-da-globalizacao-de-commodities-na-amazonia-maranhense
ISBN
978-65-272-2668-0
Palavras-Chave
Imperatriz Maranhão, Suzano, Estrada do Arroz, trabalhadores rurais, violência no campo
Resumo
A globalização neoliberal tem produzido profundas reconfigurações no mundo rural brasileiro, incidindo diretamente sobre o trabalho e as condições de permanência em territórios historicamente ocupados por camponeses, povos e comunidades tradicionais. No âmbito da Amazônia maranhense, a expansão do monocultivo de eucalipto sob o poder da empresa Suzano apresenta violências, frequentemente naturalizadas sob o discurso do desenvolvimento e da sustentabilidade. Este trabalho toma como unidade empírica de análise a expansão da fronteira agroflorestal ao longo da rodovia estadual Estrada do Arroz, no município de Imperatriz, região de fronteira com os estados do Pará e Tocantins. A partir desse recorte, analisa-se como estratégias empresariais vinculadas a grandes empreendimentos do setor de papel e celulose têm operado processos sistemáticos de violência no cotidiano de camponeses e, de modo particular, das quebradeiras de coco babaçu. Tais violências se expressam na destruição de roças, no envenenamento de poços, na restrição de acesso a áreas de uso comum e na imposição de cercamentos que inviabilizam práticas produtivas tradicionais, afetando diretamente as condições materiais de reprodução da vida. Esses processos produzem deslocamentos populacionais forçados, temporários ou definitivos, redefinindo trajetórias de trabalho e intensificando fluxos migratórios marcados pela precarização e pela insegurança. Além das violências materiais, o trabalho evidencia a produção de violências simbólicas, manifestadas na ruptura de laços de confiança, no acirramento de conflitos internos nas comunidades e na fragmentação das formas coletivas de organização. A expansão das plantações florestais, além de reorganizar o uso da terra, incide também sobre as relações sociais e morais que sustentam o mundo rural. Este trabalho contribui para compreender como os processos de violência empresarial se articulam nos contextos contemporâneos de avanço do capital sobre territórios rurais, realçando as disputas territoriais na produção de novas formas de vulnerabilização da mão de obra.
Título do Evento
16th World Congress of Rural Sociology and 64th Congress of the Brazilian Society of Rural Economics, Management and Sociology
Cidade do Evento
Porto Alegre
Título dos Anais do Evento
Anais do 64º Congresso da SOBER e XVI Congresso Mundial de Sociologia Rural (IRSA)
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital
DOI

Como citar

CAVALCANTI, Josefa Salete Barbosa; GOMES, Filipe da cunha. PROCESSOS DE VIOLÊNCIA NO AVANÇO DA GLOBALIZAÇÃO DE COMMODITIES NA AMAZÔNIA MARANHENSE.. In: Anais do 64º Congresso da SOBER e XVI Congresso Mundial de Sociologia Rural (IRSA). Anais...Porto Alegre(RS) UFRGS, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/sober-irsa2026/1448927-PROCESSOS-DE-VIOLENCIA-NO-AVANCO-DA-GLOBALIZACAO-DE-COMMODITIES-NA-AMAZONIA-MARANHENSE. Acesso em: 25/09/2026

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