TRABALHO, COLONIALIDADE E O “NÓ” DO PATRIARCADO

Publicado em 06/08/2026 - ISBN: 978-65-272-2668-0

DOI
10.29327/9786527226680.1448570  
Título do Trabalho
TRABALHO, COLONIALIDADE E O “NÓ” DO PATRIARCADO
Autores
  • Marilda A. Menezes
  • Andrea Maria Leite Albuquerque
Modalidade
IRSA - Congresso Mundial de Sociologia Rural (01/10/2025 a 20/01/2026)
Área temática
IRSA 29 - Work, Migration, and Violence in the Contemporary Rural World
Data de Publicação
06/08/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/sober-irsa2026/1448570-trabalho-colonialidade-e-o-no-do-patriarcado
ISBN
978-65-272-2668-0
Palavras-Chave
trabalho, colonialidade, patriarcado, literatura, mulheres rurais.
Resumo
Esta pesquisa analisa as configurações do trabalho rural e suas transformações no Nordeste brasileiro, articulando a narrativas das mulheres rurais com a narrativa literária. O objetivo é compreender, por meio das obras de Itamar Vieira Junior (Torto Arado e Salvar o Fogo) e de histórias de vida, como a "colonialidade do poder" estrutura as relações laborais contemporâneas, perpetuando formas de "servidão" e exploração que entrelaçam capitalismo, racismo e patriarcado (o "nó" de Saffioti). A análise utiliza a triangulação narrativa, conectando a literatura – entendida como documento social da experiência laboral – com relatos orais de trabalhadoras rurais do Alto Sertão de Alagoas. O estudo opera a análise por meio da hermenêutica de Paul Ricoeur e da teoria de Heleieth Saffioti, investigando como a reestruturação do mundo do trabalho no campo impacta a subjetividade e o corpo das mulheres ("corpo-território"). A análise revela que o trabalho no campo não é apenas uma categoria econômica, mas o palco central onde se inscreve a violência colonial. As narrativas demonstram que a resistência das mulheres não se limita aos embates abertos, mas tece uma "política do cotidiano": manifesta-se na sabotagem discreta das ordens patronais, na proteção dos laços comunitários que a monocultura tenta romper e na afirmação do trabalho de cuidado e cultivo como ferramentas de defesa do território e da vida. A pesquisa conclui que a convergência entre a obra de Vieira Junior e as narrativas de histórias de vida permite uma "sociologia sensível" das relações de trabalho rural, evidenciando que as dinâmicas do Sul Global são marcadas pela persistência de violências estruturais e práticas de exploração laboral e também pela resistência das mulheres.
Título do Evento
16th World Congress of Rural Sociology and 64th Congress of the Brazilian Society of Rural Economics, Management and Sociology
Cidade do Evento
Porto Alegre
Título dos Anais do Evento
Anais do 64º Congresso da SOBER e XVI Congresso Mundial de Sociologia Rural (IRSA)
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital
DOI

Como citar

MENEZES, Marilda A.; ALBUQUERQUE, Andrea Maria Leite. TRABALHO, COLONIALIDADE E O “NÓ” DO PATRIARCADO.. In: Anais do 64º Congresso da SOBER e XVI Congresso Mundial de Sociologia Rural (IRSA). Anais...Porto Alegre(RS) UFRGS, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/sober-irsa2026/1448570-TRABALHO-COLONIALIDADE-E-O-NO-DO-PATRIARCADO. Acesso em: 25/09/2026

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