INSTITUCIONALIZAÇÃO E RESPOSTAS MUNICIPAIS À INSEGURANÇA ALIMENTAR GRAVE NO BRASIL: EVIDÊNCIAS EMPÍRICAS A PARTIR DO CADINSAN

Publicado em 06/08/2026 - ISBN: 978-65-272-2668-0

DOI
10.29327/9786527226680.1448491  
Título do Trabalho
INSTITUCIONALIZAÇÃO E RESPOSTAS MUNICIPAIS À INSEGURANÇA ALIMENTAR GRAVE NO BRASIL: EVIDÊNCIAS EMPÍRICAS A PARTIR DO CADINSAN
Autores
  • Rubens de Oliveira dos Reis
  • Cátia Grisa
  • Moises Dias Gomes de Asevedo
  • Fernanda Vasconcellos
  • Andréia Vigolo Lourenço
Modalidade
IRSA - Congresso Mundial de Sociologia Rural (01/10/2025 a 20/01/2026)
Área temática
IRSA 03 - Sociology of Food
Data de Publicação
06/08/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/sober-irsa2026/1448491-institucionalizacao-e-respostas-municipais-a-inseguranca-alimentar-grave-no-brasil--evidencias-empiricas-a-parti
ISBN
978-65-272-2668-0
Palavras-Chave
Segurança Alimentar e Nutricional; fome; secretarias municipais; políticas públicas municipais; CadInSAN.
Resumo
A insegurança alimentar e nutricional grave (INSAN) constitui um importante desafio n Brasil, exigindo institucionalidades e políticas públicas (PP) capazes de articular produção e acesso aos alimentos. Este trabalho analisa as respostas institucionais e de PP ao risco de INSAN nos municípios brasileiros, mensurado pelo Indicador Municipal de Risco de Insegurança Alimentar Grave (CadINSAN). Parte-se da hipótese de que os municípios que apresentam maior CadINSAN tendem a criar estruturas institucionais e PP como resposta à gravidade do problema. Metodologicamente, emprega-se um modelo econométrico Tobit censurado à esquerda, estimado a partir de dados municipais, adequado à natureza limitada do indicador. Os resultados comprovam parcialmente a hipótese. Quanto às institucionalidades, os resultados indicam uma associação positiva entre CADInsan e existência de órgão gestor (secretaria, departamento ou coordenadoria) e de lei de SAN. Em outras palavras, os municípios com maior risco de INSAN podem estar criando essas institucionalidades como resposta aos problemas alimentares. Já em relação a outras institucionalidades (ex.Conselho eCâmara Intersetorial) não foi observada associação, ou seja, sua existência independe do risco de INSAN. Em relação às PP, os resultados apontam uma associação positiva entre políticas de caráter emergencial e assistencial (ex. restaurantes populares e doações de alimentos) e CadINSAN, isto é, municípios com maior INSAN podem estar fortalecendo essas ações como forma de responder à fome. Por sua vez, políticas, como o Programa Nacional de Alimentação Escolar, ações de educação alimentar, cozinhas comunitárias, e compras da agricultura familiar apresentam associação positiva com menor risco de INSAN. Ou seja, sua existência está associada à promoção da SAN, ambientes alimentares saudáveis e agricultura familiar. Em conjunto, os dados mostram que a institucionalização formal da SAN é condição necessária, mas não suficiente para enfrentar a fome e que certas PP desempenham um papel mais relevante, enquanto outras estão associação a promoção da SAN geral.
Título do Evento
16th World Congress of Rural Sociology and 64th Congress of the Brazilian Society of Rural Economics, Management and Sociology
Cidade do Evento
Porto Alegre
Título dos Anais do Evento
Anais do 64º Congresso da SOBER e XVI Congresso Mundial de Sociologia Rural (IRSA)
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital
DOI

Como citar

REIS, Rubens de Oliveira dos et al.. INSTITUCIONALIZAÇÃO E RESPOSTAS MUNICIPAIS À INSEGURANÇA ALIMENTAR GRAVE NO BRASIL: EVIDÊNCIAS EMPÍRICAS A PARTIR DO CADINSAN.. In: Anais do 64º Congresso da SOBER e XVI Congresso Mundial de Sociologia Rural (IRSA). Anais...Porto Alegre(RS) UFRGS, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/sober-irsa2026/1448491-INSTITUCIONALIZACAO-E-RESPOSTAS-MUNICIPAIS-A-INSEGURANCA-ALIMENTAR-GRAVE-NO-BRASIL--EVIDENCIAS-EMPIRICAS-A-PARTI. Acesso em: 25/09/2026

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