INJUSTIÇA AMBIENTAL E ARENA HIDROSSOCIAL NA BACIA DO RIO URUGUAI

Publicado em 06/08/2026 - ISBN: 978-65-272-2668-0

DOI
10.29327/9786527226680.1447076  
Título do Trabalho
INJUSTIÇA AMBIENTAL E ARENA HIDROSSOCIAL NA BACIA DO RIO URUGUAI
Autores
  • Silvana Terezinha Winckler
  • Arlene Renk
  • JULIO CESAR DA SILVA
  • Rafael Terras
Modalidade
IRSA - Congresso Mundial de Sociologia Rural (01/10/2025 a 20/01/2026)
Área temática
IRSA 25 - Hydrosocial Territories and Water (In)Justice in Rural Worlds
Data de Publicação
06/08/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/sober-irsa2026/1447076-injustica-ambiental-e-arena-hidrossocial-na-bacia-do-rio-uruguai
ISBN
978-65-272-2668-0
Palavras-Chave
Arena hidrossocial, barragens, injustiça ambiental, pesca artesanal, rio Uruguai.
Resumo
A emissão de decretos de utilidade pública e de outorgas de uso da água antecedeu o licenciamento ambiental de uma dezena de usinas hidrelétricas, concedendo o aval estatal à conversão da bacia do rio Uruguai em infraestrutura para a produção de energia. Inserido no discurso do “desenvolvimento”, o projeto hidroenergético, financiado pelo BNDES e integrado ao PAC, transformou profundamente o rio e inviabilizou a pesca artesanal, condenando a categoria profissional ao desaparecimento. Diante desse cenário, o Plano Nacional de Bioeconomia – em construção - e o Plano Nacional da Pesca Artesanal - Portaria n. 269/2024 - surgem como políticas que poderiam favorecer os pescadores. O objetivo do texto é analisar a arena hidrossocial da bacia Uruguai, suas relações com essas políticas públicas e seus efeitos no cotidiano dos pescadores, a partir do caso da UHE Foz do Chapecó. A pesquisa é qualitativa, baseada em estudos bibliográficos, documentais e trabalhos de campo realizados ao longo de duas décadas. A transformação da bacia em uma sucessão de reservatórios alterou a morfologia fluvial: o ambiente lótico tornou-se lêntico, a qualidade da água foi degradada pela biomassa acumulada e espécies típicas de corredeira desapareceram. O rio, antes fonte de sustento, sociabilidade e memória, foi substituído pelo hidronegócio, num processo de financeirização da natureza. Comunidades ribeirinhas, pescadores e agricultores sofreram danos materiais e imateriais, em grande parte irreparáveis. As indenizações, quando existentes, mostraram-se insuficientes, e poucos pescadores foram incluídos em medidas mitigatórias. Passadas duas décadas, conflitos entre pescadores e a indústria de barragens são tratados pelo Poder Judiciário, que tende a privilegiar a legalidade das obras em detrimento de sua legitimidade social. Em princípio, as novas políticas públicas não trazem respostas aos problemas analisados. A mobilização dos pescadores volta a ser necessária para assegurar a participação em sua elaboração e implementação, com base na experiência local.
Título do Evento
16th World Congress of Rural Sociology and 64th Congress of the Brazilian Society of Rural Economics, Management and Sociology
Cidade do Evento
Porto Alegre
Título dos Anais do Evento
Anais do 64º Congresso da SOBER e XVI Congresso Mundial de Sociologia Rural (IRSA)
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital
DOI

Como citar

WINCKLER, Silvana Terezinha et al.. INJUSTIÇA AMBIENTAL E ARENA HIDROSSOCIAL NA BACIA DO RIO URUGUAI.. In: Anais do 64º Congresso da SOBER e XVI Congresso Mundial de Sociologia Rural (IRSA). Anais...Porto Alegre(RS) UFRGS, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/sober-irsa2026/1447076-INJUSTICA-AMBIENTAL-E-ARENA-HIDROSSOCIAL-NA-BACIA-DO-RIO-URUGUAI. Acesso em: 25/09/2026

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