RESTAURAÇÃO ECOLÓGICA NO CONTEXTO DA EXPANSÃO DA FRONTEIRA AGRÍCOLA: DESAFIOS E PERSPECTIVAS PARA A CONSERVAÇÃO DO CERRADO BRASILEIRO

Publicado em 06/08/2026 - ISBN: 978-65-272-2668-0

DOI
10.29327/9786527226680.1446748  
Título do Trabalho
RESTAURAÇÃO ECOLÓGICA NO CONTEXTO DA EXPANSÃO DA FRONTEIRA AGRÍCOLA: DESAFIOS E PERSPECTIVAS PARA A CONSERVAÇÃO DO CERRADO BRASILEIRO
Autores
  • Francis Barbosa Rocha
  • Sérgio Sauer
Modalidade
IRSA - Congresso Mundial de Sociologia Rural (01/10/2025 a 20/01/2026)
Área temática
IRSA 20 - Capitalist forestry, rural labor, and land injustices: towards a comparative analysis of the role of forests and tree plantations in contemporary land questions, agrarian questions and rural development
Data de Publicação
06/08/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/sober-irsa2026/1446748-restauracao-ecologica-no-contexto-da-expansao-da-fronteira-agricola--desafios-e-perspectivas-para-a-conservacao-
ISBN
978-65-272-2668-0
Palavras-Chave
restauração de ecossistemas, luta pela terra, povos do campo, extrativismo agrário, cerrado
Resumo
A Assembleia Geral da ONU aprovou, em 2019, a Década da Restauração de Ecossistemas, entre 2021 e 2030. Essa restauração ecológica passou a ser uma medida a ser adotada pelas nações signatárias e o Brasil, em 2015, assumiu o compromisso de restaurar doze milhões de hectares de florestas. Esse compromisso foi reafirmado no Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa em 2017 e relançado na COP 16 da diversidade em 2024. Apesar da liderança do Brasil para a criação do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF) desde 2023, criado na COP30, a expansão da fronteira agrícola é a principal causa do aumento do desmatamento no Cerrado. Esse artigo visa examinar a ocupação capitalista do Cerrado, especialmente com a expansão da fronteira agrícola, observando o contraponto das lutas e iniciativas de organizações camponesas voltadas à conservação e restauração, além de contribuir com o debate sobre a Década das Nações Unidas da Restauração de Ecossistemas. Com base em uma abordagem interdisciplinar com revisão de literatura, o estudo mostra que além de degradar a natureza (desmatamento, contaminação da água e do solo, desertificação) e a ameaçar a sociabilidade histórica dos povos do campo, essa expansão bloqueia possibilidades de restauração e dificulta iniciativas para a proteção da natureza remanescente do segundo maior bioma brasileiro. Por outro lado, resistências à apropriação e lutas pela terra e pelo território têm ressignificado a restauração (socioambiental), para além de reflorestar e/ou recuperar a natureza destruída, transformando modos de vida e produção e criando condições para a soberania alimentar no campo. Portanto, ações agroecológicas dos movimentos e organizações do campo, em geral, e as do Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Sem Terra (MST) em particular, se tornam emblemáticas por se contrapor à lógica extrativa agrária e insustentável imposta ao Cerrado.
Título do Evento
16th World Congress of Rural Sociology and 64th Congress of the Brazilian Society of Rural Economics, Management and Sociology
Cidade do Evento
Porto Alegre
Título dos Anais do Evento
Anais do 64º Congresso da SOBER e XVI Congresso Mundial de Sociologia Rural (IRSA)
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital
DOI

Como citar

ROCHA, Francis Barbosa; SAUER, Sérgio. RESTAURAÇÃO ECOLÓGICA NO CONTEXTO DA EXPANSÃO DA FRONTEIRA AGRÍCOLA: DESAFIOS E PERSPECTIVAS PARA A CONSERVAÇÃO DO CERRADO BRASILEIRO.. In: Anais do 64º Congresso da SOBER e XVI Congresso Mundial de Sociologia Rural (IRSA). Anais...Porto Alegre(RS) UFRGS, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/sober-irsa2026/1446748-RESTAURACAO-ECOLOGICA-NO-CONTEXTO-DA-EXPANSAO-DA-FRONTEIRA-AGRICOLA--DESAFIOS-E-PERSPECTIVAS-PARA-A-CONSERVACAO-. Acesso em: 24/09/2026

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