UMA TERRA SEM MEMÓRIA (?): MUDANÇAS DECORRENTES DA MONOCULTURA DO EUCALIPTO EM COMUNIDADES RURAIS DE ALAGOINHAS/BA

Publicado em 06/08/2026 - ISBN: 978-65-272-2668-0

DOI
10.29327/9786527226680.1445114  
Título do Trabalho
UMA TERRA SEM MEMÓRIA (?): MUDANÇAS DECORRENTES DA MONOCULTURA DO EUCALIPTO EM COMUNIDADES RURAIS DE ALAGOINHAS/BA
Autores
  • Ariane Pereira Santos
Modalidade
IRSA - Congresso Mundial de Sociologia Rural (01/10/2025 a 20/01/2026)
Área temática
IRSA 21 - Energy Transition, Extractivisms, and Territorial Dynamics in Rural Areas
Data de Publicação
06/08/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/sober-irsa2026/1445114-uma-terra-sem-memoria-()--mudancas-decorrentes-da-monocultura-do-eucalipto-em-comunidades-rurais-de-alagoinhas
ISBN
978-65-272-2668-0
Palavras-Chave
Agricultura, monocultura, eucalipto, memória, território.
Resumo
A agricultura sempre desempenhou papel de destaque na economia de Alagoinhas, porém, a industrialização e a chegada de grandes empresas, desde a década de 1970, transformaram o município. Nesse contexto, instalaram-se empresas voltadas ao monocultivo do eucalipto, que ficaram amplamente conhecidas como de “reflorestamento”. Segundo o Censo Agropecuário de 2017 do IBGE, cerca de 30% da área agropecuária local é ocupada por florestas plantadas de espécies como o eucalipto. Estudos recentes (Araújo, 2009; Felipe, 2021; Oliveira, 1995; Santos, J., 2021; Santos, A., 2021) apontam que essa expansão tem desestruturado práticas tradicionais, como a agricultura camponesa e a pecuária, impactando diretamente comunidades rurais. Conforme Camana e Almeida (2019), o discurso do “desenvolvimento sustentável” privilegia uma visão única de natureza, vinculada a um modo de produção específico, e ignora a diversidade de formas de vida. Assim, produz “vazios” e desconsidera outras existências, tornando-se inócuo frente às práticas reais, que pouco contribuem para a preservação social e ambiental. Um exemplo é a monocultura do eucalipto, frequentemente apresentada como alternativa sustentável por ser a planta considerada um biocombustível, mas que provoca degradação ambiental, esgotamento dos solos e das águas e expulsão de comunidades locais, revelando a distância entre discurso e realidade. Neste trabalho busco investigar as transformações socioambientais em três comunidades rurais de Alagoinhas - Quizambu, Conceição e Tombador - a partir das memórias dos(as) camponeses que vivenciam esse processo, utilizando o método da história oral temática. As entrevistas e narrativas serão analisadas com fontes documentais e informações públicas, de modo a garantir legitimidade aos resultados. Ao valorizar a memória como fonte de reconstrução histórica, pretendo ampliar a compreensão sobre os efeitos da monocultura do eucalipto nas dinâmicas territoriais dos(as) camponeses da região, destacando suas experiências.
Título do Evento
16th World Congress of Rural Sociology and 64th Congress of the Brazilian Society of Rural Economics, Management and Sociology
Cidade do Evento
Porto Alegre
Título dos Anais do Evento
Anais do 64º Congresso da SOBER e XVI Congresso Mundial de Sociologia Rural (IRSA)
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital
DOI

Como citar

SANTOS, Ariane Pereira. UMA TERRA SEM MEMÓRIA (?): MUDANÇAS DECORRENTES DA MONOCULTURA DO EUCALIPTO EM COMUNIDADES RURAIS DE ALAGOINHAS/BA.. In: Anais do 64º Congresso da SOBER e XVI Congresso Mundial de Sociologia Rural (IRSA). Anais...Porto Alegre(RS) UFRGS, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/sober-irsa2026/1445114-UMA-TERRA-SEM-MEMORIA-()--MUDANCAS-DECORRENTES-DA-MONOCULTURA-DO-EUCALIPTO-EM-COMUNIDADES-RURAIS-DE-ALAGOINHAS. Acesso em: 24/09/2026

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