POLÍTICA ALIMENTAR COTIDIANA DE MULHERES NEGRAS RURAIS NA AMAZÔNIA BRASILEIRA E NO CARIBE VENEZUELANO.

Publicado em 06/08/2026 - ISBN: 978-65-272-2668-0

DOI
10.29327/9786527226680.1442113  
Título do Trabalho
POLÍTICA ALIMENTAR COTIDIANA DE MULHERES NEGRAS RURAIS NA AMAZÔNIA BRASILEIRA E NO CARIBE VENEZUELANO.
Autores
  • Ana Felicien
  • Dalva Mota
Modalidade
IRSA - Congresso Mundial de Sociologia Rural (01/10/2025 a 20/01/2026)
Área temática
IRSA 19 - Feeding Futures: resistant foodways and everyday world-making in times of crisis
Data de Publicação
06/08/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/sober-irsa2026/1442113-politica-alimentar-cotidiana-de-mulheres-negras-rurais-na-amazonia-brasileira-e-no-caribe-venezuelano
ISBN
978-65-272-2668-0
Palavras-Chave
quilombo, Amazônia, região Caribenha, soberania alimentar, mulheres
Resumo
Este trabalho explora as práticas alimentares de mulheres quilombolas na Amazônia Oriental (Pará, Brasil) e no caribe venezuelano. O trabalho analisa os pilares emergentes da política alimentar cotidiana a partir das práticas alimentares. Apesar de enfrentarem grave insegurança alimentar, emergências climáticas e despossessão de terras, as mulheres das comunidades de Camiranga (Brasil) e Cuyagua (Venezuela) surgem como as principais agentes de provisão e gestão de alimentos. O estudo destaca que a responsabilidade pela aquisição, preparo e organização dos alimentos recai predominantemente sobre as mulheres, cujo trabalho une duas esferas interligadas: a produtiva (roças, matas e águas) e a reprodutiva (cozinhas domésticas e comunitárias). Nesses espaços, as práticas alimentares revelam uma agência política sofisticada baseada em três pilares: estética, cuidado e autonomia. A Estética transcende o visual, personificando um esforço cultural para preservar a dignidade por meio de estruturas de refeições tradicionais e alimentos valorizados como farinha de mandioca, peixe e açaí no Brasil, e banana da terra, cacau e milho na Venezuela; mesmo quando forçadas a incorporar itens comprados. O Cuidado alimentar vai além da nutrição básica; é uma "política de cuidado" que envolve a gestão das preferências familiares e comunitárias, a saúde do grupo e a adaptação criativa através da reinvenção de receitas em tempos de escassez. Finalmente, a Autonomia manifesta-se no "saber-fazer" de navegar entre os mercados e os territórios comunitários. Apesar da crescente dependência de bens industriais, essas mulheres mantêm a independência através de sua habilidade tradicional de colher nas florestas e águas, transformando qualquer recurso disponível em uma refeição que sustenta a identidade comunitária. Embora os circuitos industriais tenham se expandido, estas mulheres sustentam um sistema alimentar híbrido e relacional. Nesse contexto, a "cozinha" é conceituada não apenas como um espaço doméstico, mas como um território político onde as mulheres quilombolas exercem soberania alimentar e resistência.
Título do Evento
16th World Congress of Rural Sociology and 64th Congress of the Brazilian Society of Rural Economics, Management and Sociology
Cidade do Evento
Porto Alegre
Título dos Anais do Evento
Anais do 64º Congresso da SOBER e XVI Congresso Mundial de Sociologia Rural (IRSA)
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital
DOI

Como citar

FELICIEN, Ana; MOTA, Dalva. POLÍTICA ALIMENTAR COTIDIANA DE MULHERES NEGRAS RURAIS NA AMAZÔNIA BRASILEIRA E NO CARIBE VENEZUELANO... In: Anais do 64º Congresso da SOBER e XVI Congresso Mundial de Sociologia Rural (IRSA). Anais...Porto Alegre(RS) UFRGS, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/sober-irsa2026/1442113-POLITICA-ALIMENTAR-COTIDIANA-DE-MULHERES-NEGRAS-RURAIS-NA-AMAZONIA-BRASILEIRA-E-NO-CARIBE-VENEZUELANO. Acesso em: 20/09/2026

Trabalho

Even3 Publicacoes