AGROECOLOGIA, MERCANTILIZAÇÃO E INSTITUCIONALIZAÇÃO: A TRAJETÓRIA SOCIAL DO “ORGÂNICO”

Publicado em 06/08/2026 - ISBN: 978-65-272-2668-0

DOI
10.29327/9786527226680.1442077  
Título do Trabalho
AGROECOLOGIA, MERCANTILIZAÇÃO E INSTITUCIONALIZAÇÃO: A TRAJETÓRIA SOCIAL DO “ORGÂNICO”
Autores
  • Jéssica Maria Rosa Lucion
Modalidade
IRSA - Congresso Mundial de Sociologia Rural (01/10/2025 a 20/01/2026)
Área temática
IRSA 35 - Public Policies for Family Farming in Latin America and the Caribbean
Data de Publicação
06/08/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/sober-irsa2026/1442077-agroecologia-mercantilizacao-e-institucionalizacao--a-trajetoria-social-do-organico
ISBN
978-65-272-2668-0
Palavras-Chave
Agroecology, organic, commodification.
Resumo
Este trabalho tem como foco a trajetória social do “orgânico” como um processo de mercantilização e institucionalização, evidenciando dinâmicas sociais, políticas e econômicas que perpassam a produção e a circulação de produtos orgânicos no Brasil. A partir de entrevistas com atores deste cenário, bem como análise de dados de fontes secundárias, buscou-se analisar a trajetória dos produtos orgânicos desde uma concepção filosófica, passando por redes informais de produção e consumo, até se tornarem um nicho de mercado alvo de transações globais e de constantes regulamentações. Ao ser incorporado às lógicas de mercado, o “orgânico” foi admitindo distintos referenciais de qualificação e deixando de ser visto de forma sistêmica. Em muitos contextos, ele passa a ser um dispositivo de qualificação que sobrepõe atributos mercadológicos e de beleza-saúde-forma a princípios centrais da agroecologia, como justiça social, sustentabilidade socioambiental e autonomia dos produtores. O elemento ecológico, por exemplo, associado por muitos produtores a um modo de vida, ao final da cadeia é visto como apenas um dos significados que o “orgânico” possui, disputando espaço com o sugar free, light ou sem lactose. Os dados analisados também demonstram como estes processos tendem a favorecer atores mais capitalizados (capazes de arcar com os custos de certificações e estratégias de valorização comercial) enquanto pequenos produtores podem enfrentar maiores dificuldades de permanência nesses mercados. Conclui-se que essas dinâmicas são formas do mercado internalizar e responder às críticas éticas, estéticas e ecológicas a ele direcionadas, bem como contribuem para a reprodução de desigualdades e para a redefinição dos referenciais de qualidade dos produtos orgânicos, além de chamar a atenção para as condições sociais que impactam nas possibilidades de construção de sistemas agroalimentares mais justos, sustentáveis e inclusivos.
Título do Evento
16th World Congress of Rural Sociology and 64th Congress of the Brazilian Society of Rural Economics, Management and Sociology
Cidade do Evento
Porto Alegre
Título dos Anais do Evento
Anais do 64º Congresso da SOBER e XVI Congresso Mundial de Sociologia Rural (IRSA)
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital
DOI

Como citar

LUCION, Jéssica Maria Rosa. AGROECOLOGIA, MERCANTILIZAÇÃO E INSTITUCIONALIZAÇÃO: A TRAJETÓRIA SOCIAL DO “ORGÂNICO”.. In: Anais do 64º Congresso da SOBER e XVI Congresso Mundial de Sociologia Rural (IRSA). Anais...Porto Alegre(RS) UFRGS, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/sober-irsa2026/1442077-AGROECOLOGIA-MERCANTILIZACAO-E-INSTITUCIONALIZACAO--A-TRAJETORIA-SOCIAL-DO-ORGANICO. Acesso em: 22/09/2026

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