“ELES TENTARAM FAZER UMA COISA PRA CONTROLAR A ÁGUA”: INFRAESTRUTURA HIDRELÉTRICA, DUPLA FRATURA, E POVOS AMAZÔNICOS DO SUL DO AMAZONAS

Publicado em 06/08/2026 - ISBN: 978-65-272-2668-0

DOI
10.29327/9786527226680.1442000  
Título do Trabalho
“ELES TENTARAM FAZER UMA COISA PRA CONTROLAR A ÁGUA”: INFRAESTRUTURA HIDRELÉTRICA, DUPLA FRATURA, E POVOS AMAZÔNICOS DO SUL DO AMAZONAS
Autores
  • Aline Radaelli
  • Lorena Cândido Fleury
Modalidade
IRSA - Congresso Mundial de Sociologia Rural (01/10/2025 a 20/01/2026)
Área temática
IRSA 25 - Hydrosocial Territories and Water (In)Justice in Rural Worlds
Data de Publicação
06/08/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/sober-irsa2026/1442000-eles-tentaram-fazer-uma-coisa-pra-controlar-a-agua--infraestrutura-hidreletrica-dupla-fratura-e-povos-amazon
ISBN
978-65-272-2668-0
Palavras-Chave
Amazonian people, social infrastructure studies, hydropower plant, water injustice, disturbance layers.
Resumo
Este trabalho discute os efeitos do barramento provocado pela usina hidrelétrica de Santo Antônio na perspectiva do povo Tenharin e ribeirinhos do rio Madeira, Amazonas, no contexto das mudanças climáticas. À luz dos estudos sociais das infraestruturas e dos ESCT, que procuram problematizar a complexidade das infraestruturas ao abarcar outros elementos, entidades, existências e ontologias, o trabalho realizou uma descrição crítica que foi subsidiada por entrevistas semiestruturadas e observação ao longo do trabalho de campo realizado durante dois meses em 2022. A ambiguidade entre “eles controlam o rio” e “o rio está descontrolado” sintetiza não só as injustiças de acesso e vivência com a água do Madeira, mas também evidencia as camadas de perturbação que são adicionadas às práticas ancestrais de ler e sentir o rio. Em um cenário de incertezas do comportamento do rio provocadas pelas mudanças climáticas e seus extremos hidrológicos, o controle/descontrole das águas resulta na interrupção do fluxo do rio, o que representa um obstáculo para outras vidas e infraestruturas. Cria-se uma fratura entre o que era e o que é/tornou-se em consequência da modificação. Mas a barragem também funciona como uma barreira ao acesso à energia ali produzida – visto que os territórios a jusante não são abastecidos com eletricidade proveniente de Santo Antônio – restando apenas a perturbação a jusante. Ao fim e ao cabo, se configura como uma fratura, tal como a dupla fratura colonial e ambiental elaborada por Malcom Ferdinand, responsável por subjugar as existências que escapam à homogeneização dominante promovida pela máquina colonial. Neste caso, vai além: trata-se da infraestrutura da fratura, que representa não só as formas destrutivas (de coletivos, coisas e paisagens) de habitar a Terra, mas também o lugar marginal e em ruínas a que tais existências são relegadas.
Título do Evento
16th World Congress of Rural Sociology and 64th Congress of the Brazilian Society of Rural Economics, Management and Sociology
Cidade do Evento
Porto Alegre
Título dos Anais do Evento
Anais do 64º Congresso da SOBER e XVI Congresso Mundial de Sociologia Rural (IRSA)
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital
DOI

Como citar

RADAELLI, Aline; FLEURY, Lorena Cândido. “ELES TENTARAM FAZER UMA COISA PRA CONTROLAR A ÁGUA”: INFRAESTRUTURA HIDRELÉTRICA, DUPLA FRATURA, E POVOS AMAZÔNICOS DO SUL DO AMAZONAS.. In: Anais do 64º Congresso da SOBER e XVI Congresso Mundial de Sociologia Rural (IRSA). Anais...Porto Alegre(RS) UFRGS, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/sober-irsa2026/1442000-ELES-TENTARAM-FAZER-UMA-COISA-PRA-CONTROLAR-A-AGUA--INFRAESTRUTURA-HIDRELETRICA-DUPLA-FRATURA-E-POVOS-AMAZON. Acesso em: 22/09/2026

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