HEALTH BIOECONOMY: TERRITORY, FAMILY FARMING, AND PRODUCTIVE ARRANGEMENTS

Publicado em 06/08/2026 - ISBN: 978-65-272-2668-0

DOI
10.29327/9786527226680.1441989  
Título do Trabalho
HEALTH BIOECONOMY: TERRITORY, FAMILY FARMING, AND PRODUCTIVE ARRANGEMENTS
Autores
  • Ellen Tanus Rangel
  • Luís Eduardo Pacifici Rangel
  • Vitor Pureza Cardoso
Modalidade
IRSA - Congresso Mundial de Sociologia Rural (01/10/2025 a 20/01/2026)
Área temática
IRSA 07 - The Governance of Local Productive Systems and Territorial Development: Analysis and Case Studies
Data de Publicação
06/08/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/sober-irsa2026/1441989-health-bioeconomy--territory-family-farming-and-productive-arrangements
ISBN
978-65-272-2668-0
Palavras-Chave
Family farming; Pharmaceutical care; Bioeconomy; Medicinal plants; Phytotherapy
Resumo
O desenvolvimento de modelos produtivos sustentáveis na agropecuária requer a integração entre políticas públicas e atores institucionais. A articulação entre saúde, território e produção agrícola, especialmente no âmbito da agricultura familiar, materializa o paradigma da Saúde Única e amplia as bases da sustentabilidade rural. O arranjo produtivo permite a valorização da sociobiodiversidade, dos saberes tradicionais e a reorganização de sistemas agrícolas locais. Com base na integração de dados municipais e territoriais sobre agricultura familiar, produção orgânica e políticas de plantas medicinais e fitoterapia no Sistema Único de Saúde (SUS), analisamos 2.788 municípios brasileiros organizados em territórios rurais. Apenas 28 municípios (1,0%) possuem políticas municipais de plantas medicinais e fitoterapia, evidenciando forte concentração territorial e ausência total nos municípios amazônicos e pantaneiros, o que indica que a difusão da política não acompanha a distribuição da biodiversidade. Municípios com fitoterapia apresentam IDH significativamente mais elevado (0,67 vs. 0,63; p<0,05) e menores níveis de pobreza extrema (11,2% vs. 16,1%; p<0,05), além de menor proporção da população rural. As correlações entre a presença da política e variáveis produtivas são baixas (r<0,10), sugerindo que a adoção da fitoterapia depende menos da dotação produtiva e mais de arranjos institucionais e capacidades territoriais específicas. Tais arranjos permitem a conformação de circuitos curtos de comercialização capazes de gerar renda, fixar famílias no campo e promover o uso sustentável da sociobiodiversidade. Simultaneamente, poderiam reforçar a capacidade do Sistema Único de Saúde (SUS) de incorporar terapias culturalmente referenciadas, como o uso das plantas medicinais e da fitoterapia, ampliando a assistência farmacêutica e fortalecendo as políticas de saúde coletiva. A integração entre assistência farmacêutica e agricultura familiar emerge, assim, como estratégia consistente de desenvolvimento territorial.
Título do Evento
16th World Congress of Rural Sociology and 64th Congress of the Brazilian Society of Rural Economics, Management and Sociology
Cidade do Evento
Porto Alegre
Título dos Anais do Evento
Anais do 64º Congresso da SOBER e XVI Congresso Mundial de Sociologia Rural (IRSA)
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital
DOI

Como citar

RANGEL, Ellen Tanus; RANGEL, Luís Eduardo Pacifici; CARDOSO, Vitor Pureza. HEALTH BIOECONOMY: TERRITORY, FAMILY FARMING, AND PRODUCTIVE ARRANGEMENTS.. In: Anais do 64º Congresso da SOBER e XVI Congresso Mundial de Sociologia Rural (IRSA). Anais...Porto Alegre(RS) UFRGS, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/sober-irsa2026/1441989-HEALTH-BIOECONOMY--TERRITORY-FAMILY-FARMING-AND-PRODUCTIVE-ARRANGEMENTS. Acesso em: 22/09/2026

Trabalho

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