THE SUPER-EXPLOITATION OF RURAL LABOR IN RIO GRANDE DO SUL'S AGRIBUSINESS: MIGRANT AND RACIALIZED VIOLENCE AND THE SYMBOLIC CAPITAL OF FETAR-RS

Publicado em 06/08/2026 - ISBN: 978-65-272-2668-0

DOI
10.29327/9786527226680.1441953  
Título do Trabalho
THE SUPER-EXPLOITATION OF RURAL LABOR IN RIO GRANDE DO SUL'S AGRIBUSINESS: MIGRANT AND RACIALIZED VIOLENCE AND THE SYMBOLIC CAPITAL OF FETAR-RS
Autores
  • Andrielly Kristiuk
  • Everton Lazzaretti Picolotto
  • Bruna Verônica Rech Machado da Silva
  • Diego da Maia Miranda
Modalidade
IRSA - Congresso Mundial de Sociologia Rural (01/10/2025 a 20/01/2026)
Área temática
IRSA 29 - Work, Migration, and Violence in the Contemporary Rural World
Data de Publicação
06/08/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/sober-irsa2026/1441953-the-super-exploitation-of-rural-labor-in-rio-grande-do-suls-agribusiness--migrant-and-racialized-violence-and-t
ISBN
978-65-272-2668-0
Palavras-Chave
informalidade, just-in-time, racialização, sindicalismo rural, superexploração
Resumo
Este trabalho analisa a superexploração de trabalhadores assalariados rurais no Sul do Brasil em cadeias de ponta do agronegócio. A Lógica Just-in-time, conforme elaborada por Antunes, é utilizada para investigar como a terceirização materializa a violência migrante e racializada no agronegócio gaúcho, e em que medida a FETAR-RS confronta os limites da regulação. A informalidade, cronicamente elevada no Estado e atingindo 44,7% segundo dados do DIEESE é a principal bandeira de combate da Federação. A tese fundamenta-se nos casos de trabalho análogo à escravidão, como o caso dos 207 trabalhadores migrantes (negros, da Bahia) resgatados, contratados de forma temporária por empresas terceirizadas em vinícolas gaúchas (Fev/2023). Metodologicamente, a abordagem é qualitativa, baseada em documentos oficiais, revisão bibliográfica e entrevistas com lideranças da FETAR-RS. Os sujeitos são categorizados como trabalhadores “supérfluos” nesta análise – desnecessários ao processo produtivo formal. A informalidade constitui o caminho funcional para a reinserção dessa mão de obra, visto que a terceirização e o trabalho temporário funcionam como mecanismos da lógica Just-in-Time, gerenciando a força de trabalho sob demanda. Neste cenário, a FETAR-RS insere-se como agente de reconfiguração sindical, utiliza seu capital simbólico para tensionar as normas de regulação do trabalho e centralizar a representação da categoria. Suas ações limitaram a lógica do lucro pela degradação humana, ao impor a responsabilização social das empresas e a adoção de boas práticas laborais no meio rural. Conclui-se que a superexploração é funcional ao capitalismo contemporâneo, e a ação sindical prova a capacidade de resposta contra as diversas formas de violência. Contudo, as barreiras estruturais da racialização e da informalidade impõem desafios contínuos à ampla regulação, pois as indenizações não se reverteram em dignidade plena. O caso demonstra a importância da representação de classe dos assalariados rurais, a fim de confrontar a suas demandas historicamente negligenciadas.
Título do Evento
16th World Congress of Rural Sociology and 64th Congress of the Brazilian Society of Rural Economics, Management and Sociology
Cidade do Evento
Porto Alegre
Título dos Anais do Evento
Anais do 64º Congresso da SOBER e XVI Congresso Mundial de Sociologia Rural (IRSA)
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital
DOI

Como citar

KRISTIUK, Andrielly et al.. THE SUPER-EXPLOITATION OF RURAL LABOR IN RIO GRANDE DO SUL'S AGRIBUSINESS: MIGRANT AND RACIALIZED VIOLENCE AND THE SYMBOLIC CAPITAL OF FETAR-RS.. In: Anais do 64º Congresso da SOBER e XVI Congresso Mundial de Sociologia Rural (IRSA). Anais...Porto Alegre(RS) UFRGS, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/sober-irsa2026/1441953-THE-SUPER-EXPLOITATION-OF-RURAL-LABOR-IN-RIO-GRANDE-DO-SULS-AGRIBUSINESS--MIGRANT-AND-RACIALIZED-VIOLENCE-AND-T. Acesso em: 21/09/2026

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