ECOFEMINIST RESISTANCE: WOMEN CHOCOLATE PRODUCERS AND AGROECOLOGY IN THE JURUA VALLEY, ACRE, BRAZIL

Publicado em 06/08/2026 - ISBN: 978-65-272-2668-0

DOI
10.29327/9786527226680.1441852  
Título do Trabalho
ECOFEMINIST RESISTANCE: WOMEN CHOCOLATE PRODUCERS AND AGROECOLOGY IN THE JURUA VALLEY, ACRE, BRAZIL
Autores
  • Lauanny Cássia Valentim de Souza
  • Kleber Andolfato de Oliveira
  • Ilena Felipe Barros
Modalidade
IRSA - Congresso Mundial de Sociologia Rural (01/10/2025 a 20/01/2026)
Área temática
IRSA 37 - Violence and Resistances of Rural, Forest, and Water Women: Challenges, Experiences, and Global Perspectives
Data de Publicação
06/08/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/sober-irsa2026/1441852-ecofeminist-resistance--women-chocolate-producers-and-agroecology-in-the-jurua-valley-acre-brazil
ISBN
978-65-272-2668-0
Palavras-Chave
Produção de chocolate, Empoderamento feminino, Desenvolvimento sustentável, Diagnóstico participativo.
Resumo
Este trabalho analisa a interseção entre ecofeminismo e agroecologia no empreendedorismo social de mulheres produtoras de chocolate artesanal no Ramal 12, Projeto de Assentamento Santa Luzia, Cruzeiro do Sul (AC). O destaque recai sobre a resistência dessas mulheres, oriundas do interior de Rondônia, que migraram para o Acre e enfrentaram patriarcado, falta de reconhecimento em cooperativas masculinas e desafios como ausência de apoio técnico, conectividade precária, acesso limitado a mercados e desvalorização do trabalho feminino. Essas produtoras resistem ao modelo agrícola convencional, adotando práticas agroecológicas intuitivas — como cultivo de cacau em área cabruca sob sombra de floresta nativa e hortas mandala — para diversificar culturas e promover sustentabilidade ambiental, biológica e social. Inicialmente dez mulheres formaram o grupo, mas apenas uma permaneceu após retornos por adversidades; ela persiste com apoio familiar e comunitário, rompendo com a cooperativa onde eram subestimadas, criando uma associação liderada por mulheres que integra produção de chocolate 100% natural (com recheios locais como banana e jerimum) e projetos coletivos.? Sua resistência manifesta-se na superação de obstáculos técnicos (rótulos inadequados, falta de registro de marca), econômicos (crédito restrito, pragas como a lagarta mandarova) e sociais (patriarcado que transfere controle masculino ao sucesso). O ecofeminismo, vivido sem nomeação inicial, impulsiona empoderamento: elas valorizam colaboração, cuidado mútuo e liderança feminina, transformando produção em renda autônoma, preservando biodiversidade e combatendo desigualdades. Políticas como PRONAF e Fomento Mulher são identificadas, mas subutilizadas por desconhecimento, reforçando a necessidade de redes e capacitação.? A pesquisa qualitativa, via entrevistas e Diagnóstico Rural Participativo (DRP), confirma que essa resistência promove justiça social, igualdade de gênero e desenvolvimento sustentável no Vale do Juruá, preenchendo lacunas em estudos amazônicos.
Título do Evento
16th World Congress of Rural Sociology and 64th Congress of the Brazilian Society of Rural Economics, Management and Sociology
Cidade do Evento
Porto Alegre
Título dos Anais do Evento
Anais do 64º Congresso da SOBER e XVI Congresso Mundial de Sociologia Rural (IRSA)
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital
DOI

Como citar

SOUZA, Lauanny Cássia Valentim de; OLIVEIRA, Kleber Andolfato de; BARROS, Ilena Felipe. ECOFEMINIST RESISTANCE: WOMEN CHOCOLATE PRODUCERS AND AGROECOLOGY IN THE JURUA VALLEY, ACRE, BRAZIL.. In: Anais do 64º Congresso da SOBER e XVI Congresso Mundial de Sociologia Rural (IRSA). Anais...Porto Alegre(RS) UFRGS, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/sober-irsa2026/1441852-ECOFEMINIST-RESISTANCE--WOMEN-CHOCOLATE-PRODUCERS-AND-AGROECOLOGY-IN-THE-JURUA-VALLEY-ACRE-BRAZIL. Acesso em: 22/09/2026

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