SUCESSÃO RURAL COMO JUSTIÇA CLIMÁTICA: JUVENTUDES, TERRITÓRIO E O FUTURO DA PRODUÇÃO DE ALIMENTOS SAUDÁVEIS

Publicado em 06/08/2026 - ISBN: 978-65-272-2668-0

DOI
10.29327/9786527226680.1440266  
Título do Trabalho
SUCESSÃO RURAL COMO JUSTIÇA CLIMÁTICA: JUVENTUDES, TERRITÓRIO E O FUTURO DA PRODUÇÃO DE ALIMENTOS SAUDÁVEIS
Autores
  • Maria Eduarda Ferreira de Lira
  • Monica Bufon
  • Raniele Alcantara da Silva
  • Nilson Florentino Júnior
Modalidade
IRSA - Congresso Mundial de Sociologia Rural (01/10/2025 a 20/01/2026)
Área temática
IRSA 23 - Rural Youth and Climate Change: Identities, Territorial Resistance, and the Dilemma of Work or Migration
Data de Publicação
06/08/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/sober-irsa2026/1440266-sucessao-rural-como-justica-climatica--juventudes-territorio-e-o-futuro-da-producao-de-alimentos-saudaveis
ISBN
978-65-272-2668-0
Palavras-Chave
Palavras-chave: Juventude Rural, Crise Climática, Sucessão Rural, Êxodo Rural, Territorialidade, agricultura familiar.)
Resumo
A crise climática de origem antrópica representa uma ameaça crítica à integridade dos territórios rurais e à sustentabilidade da produção de alimentos saudáveis. Este artigo, vinculado à pesquisa "A Juventude do meio Rural: vozes para o futuro", apresenta indícios de que a garantia da sucessão rural pela juventude configura-se como uma resposta estratégica a esta crise. Analisamos o dilema vivido pela juventude rural brasileira - majoritariamente negra e pertencente a agriculturas familiares, camponeses, povos e comunidades tradicionais -, tensionada entre a resistência territorial e o êxodo rural agravado pelos impactos climáticos. A investigação, de natureza quanti-qualitativa, baseia-se na aplicação de um questionário estruturado com 64 perguntas a uma amostra de 1.190 jovens. O instrumento buscou traçar um perfil demográfico detalhado, compreender as dinâmicas de trabalho e geração de renda, avaliar as condições da produção da agricultura familiar e acessar as percepções sobre qualidade de vida, pertencimento e fatores críticos para a permanência no campo, incluindo acesso à terra, capacitação e tecnologias apropriadas. Os resultados evidenciam que a decisão de permanecer no campo está intrinsecamente ligada a um conjunto de incentivos concretos que tornam a vida rural viável e digna. Conclui-se que a sucessão rural, para além de uma questão social, é uma agenda climática urgente. A permanência da juventude na área rural assegura a conservação dos saberes tradicionais, a inovação em práticas agroecológicas e a manutenção da agrobiodiversidade, elementos fundamentais para a construção de sistemas alimentares resilientes e capazes de enfrentar os desafios climáticos futuros.
Título do Evento
16th World Congress of Rural Sociology and 64th Congress of the Brazilian Society of Rural Economics, Management and Sociology
Cidade do Evento
Porto Alegre
Título dos Anais do Evento
Anais do 64º Congresso da SOBER e XVI Congresso Mundial de Sociologia Rural (IRSA)
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital
DOI

Como citar

LIRA, Maria Eduarda Ferreira de et al.. SUCESSÃO RURAL COMO JUSTIÇA CLIMÁTICA: JUVENTUDES, TERRITÓRIO E O FUTURO DA PRODUÇÃO DE ALIMENTOS SAUDÁVEIS.. In: Anais do 64º Congresso da SOBER e XVI Congresso Mundial de Sociologia Rural (IRSA). Anais...Porto Alegre(RS) UFRGS, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/sober-irsa2026/1440266-SUCESSAO-RURAL-COMO-JUSTICA-CLIMATICA--JUVENTUDES-TERRITORIO-E-O-FUTURO-DA-PRODUCAO-DE-ALIMENTOS-SAUDAVEIS. Acesso em: 16/09/2026

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