NOS CANAVIAIS: A EXTRAÇÃO DO CORPO/COLÔNIA

Publicado em 06/08/2026 - ISBN: 978-65-272-2668-0

DOI
10.29327/9786527226680.1440235  
Título do Trabalho
NOS CANAVIAIS: A EXTRAÇÃO DO CORPO/COLÔNIA
Autores
  • Maria Aparecida de Moraes Silva
Modalidade
IRSA - Congresso Mundial de Sociologia Rural (01/10/2025 a 20/01/2026)
Área temática
IRSA 29 - Work, Migration, and Violence in the Contemporary Rural World
Data de Publicação
06/08/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/sober-irsa2026/1440235-nos-canaviais--a-extracao-do-corpocolonia
ISBN
978-65-272-2668-0
Palavras-Chave
trabalho; hidroagronegócio canavieiro;corpo/colônia; brutalismo.
Resumo
O objetivo é aprofundar algumas reflexões sobre o trabalho nos canaviais paulistas. Com base em várias pesquisas, levadas a cabo nas últimas quatro décadas com trabalhadores e trabalhadoras rurais, provenientes dos estados do nordeste e do norte de Minas Gerais, para a colheita da cana, laranja, café, além de outros produtos, foram empregadas as ferramentas teóricas da dialética marxista, como exploração, dominação, superexploracão, acumulação por espoliação, acumulação primitiva, além de outras. Estas ferramentas possibilitaram a produção de um arcabouço interpretativo acerca das condições de trabalho e seus desdobramentos sobre a saúde e a vida dos/as trabalhadores/as, tanto em seus locais de partida, como de chegada. Realizando uma releitura destes estudos (de minha autoria e também de outros), conclui que as categorias analíticas acima empregadas per se não dão conta de explicar a profundidade da exploração/dominação existente nos territórios do agrohidronegócio sucroenergético paulista. A proposta teórica do presente artigo não é abandonar tais categorias, mas tentar ir além delas. Com base em entrevistas com trabalhadores migrantes do Maranhão (realizadas em 2009), processos trabalhistas e os textos das Reformas Trabalhista (2017) e da Previdência (2019/20), o esforço será no sentido de captar outras dimensões do processo exploração/dominação. Ou seja, ir além da exploração da força de trabalho e da captação do excedente. O trabalho, tal como bem mostrou Polanyi, é fictício. Assim sendo, o trabalho e a força de trabalho (enquanto potência), só existem na pessoa, no corpo de quem o executa. Não um corpo em abstrato, mas, concreto, dotado de múltiplas dimensões: corpo físico, genereficado, racializado e representado enquanto território colonizado. Portanto, um corpo/colônia, produzido historicamente por relações sociais concretas. Os vasos comunicantes entre todas estas dimensões poderão dar suporte ao entendimento das mortes no eito dos canaviais, ou ainda nas encruzilhadas dos caminhos que os cercam, além de outros brutalismos.
Título do Evento
16th World Congress of Rural Sociology and 64th Congress of the Brazilian Society of Rural Economics, Management and Sociology
Cidade do Evento
Porto Alegre
Título dos Anais do Evento
Anais do 64º Congresso da SOBER e XVI Congresso Mundial de Sociologia Rural (IRSA)
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital
DOI

Como citar

SILVA, Maria Aparecida de Moraes. NOS CANAVIAIS: A EXTRAÇÃO DO CORPO/COLÔNIA.. In: Anais do 64º Congresso da SOBER e XVI Congresso Mundial de Sociologia Rural (IRSA). Anais...Porto Alegre(RS) UFRGS, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/sober-irsa2026/1440235-NOS-CANAVIAIS--A-EXTRACAO-DO-CORPOCOLONIA. Acesso em: 16/09/2026

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