ELEMENTOS PARA UMA CRÍTICA AO RELATIVISMO ONTOLÓGICO DAS AGROECOLOGIAS DECOLONIAIS

Publicado em 06/08/2026 - ISBN: 978-65-272-2668-0

DOI
10.29327/9786527226680.1439397  
Título do Trabalho
ELEMENTOS PARA UMA CRÍTICA AO RELATIVISMO ONTOLÓGICO DAS AGROECOLOGIAS DECOLONIAIS
Autores
  • Benedito Silva Neto
  • Ivann Carlos Lago
Modalidade
IRSA - Congresso Mundial de Sociologia Rural (01/10/2025 a 20/01/2026)
Área temática
IRSA 40 - Conceptual Frontiers of the Rural: Epistemological Innovations and Emerging Paradigms in the Contemporary Context
Data de Publicação
06/08/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/sober-irsa2026/1439397-elementos-para-uma-critica-ao-relativismo-ontologico-das-agroecologias-decoloniais
ISBN
978-65-272-2668-0
Palavras-Chave
paradigmas agroecológicos, giro decolonial, relativismo ontológico, subjetivismo, irracionalismo
Resumo
As agroecologias decoloniais têm como uma das suas principais características a consideração da ciência moderna como eurocêntrica e portadora de um inevitável caráter colonizador e opressor. Negando a universalidade do conhecimento científico, as agroecologias decoloniais protagonizam o relativismo ontológico, a partir do qual elas propõem o abandono de critérios de validação do conhecimento baseados na sua objetividade. Segundo as agroecologias decoloniais, a validação do conhecimento ocorre pela construção de um consenso intersubjetivo e não pelo seu grau de aproximação com processos causais objetivos. Neste trabalho é realizada uma crítica do relativismo ontológico presente nas agroecologias decoloniais, baseada no método de análise imanente, tal como aplicada por Gyögy Lukács em sua obra sobre o irracionalismo. Com base nessa análise, os fundamentos do relativismo ontológico sustentado pelas agroecologias decoloniais podem ser identificados: 1) ideologicamente, na condição de classe dos seus proponentes, cujo trabalho intelectual exerce uma função de mediação entre capitalistas e produtores diretos de riquezas materiais; 2) logicamente, na falácia que consiste em confundir conhecimento objetivo com conhecimento absoluto, a partir da qual as agroecologias decoloniais atribuem um caráter relativo à própria realidade, com base na natureza transitória e, portanto, relativa, do conhecimento científico; 3) conceitualmente, como uma reconfiguração de elementos da filosofia da vida, desenvolvida por Arthur Schopenhauer e Friedrich Nietzsche. Porém, ao negar a realidade objetiva, o relativismo ontológico impossibilita a produção de conhecimento como forma de esclarecer objetivamente os processos de exploração e opressão aos quais são submetidos os grupos sociais cujos interesses os adeptos das agroecologias decoloniais pretendem defender. Deslegitimando critérios objetivos de validação do conhecimento, o relativismo ontológico estimula a consideração de crenças religiosas e mitos como saberes equivalentes ao conhecimento científico, convergindo com os processos de alienação característicos do capitalismo contemporâneo, que têm no estímulo ao irracionalismo uma das suas marcas mais distintivas.
Título do Evento
16th World Congress of Rural Sociology and 64th Congress of the Brazilian Society of Rural Economics, Management and Sociology
Cidade do Evento
Porto Alegre
Título dos Anais do Evento
Anais do 64º Congresso da SOBER e XVI Congresso Mundial de Sociologia Rural (IRSA)
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital
DOI

Como citar

NETO, Benedito Silva; LAGO, Ivann Carlos. ELEMENTOS PARA UMA CRÍTICA AO RELATIVISMO ONTOLÓGICO DAS AGROECOLOGIAS DECOLONIAIS.. In: Anais do 64º Congresso da SOBER e XVI Congresso Mundial de Sociologia Rural (IRSA). Anais...Porto Alegre(RS) UFRGS, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/sober-irsa2026/1439397-ELEMENTOS-PARA-UMA-CRITICA-AO-RELATIVISMO-ONTOLOGICO-DAS-AGROECOLOGIAS-DECOLONIAIS. Acesso em: 16/09/2026

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