WHEN TIME RUNS SHORT: INEQUALITIES IN LIFE AND DEATH AMONG INDIGENOUS PEOPLES IN PARANÁ

Publicado em 06/08/2026 - ISBN: 978-65-272-2668-0

DOI
10.29327/9786527226680.1438562  
Título do Trabalho
WHEN TIME RUNS SHORT: INEQUALITIES IN LIFE AND DEATH AMONG INDIGENOUS PEOPLES IN PARANÁ
Autores
  • Raquel Tieko Tanaka Yamada
  • MIGUEL ANGELO PERONDI
Modalidade
IRSA - Congresso Mundial de Sociologia Rural (01/10/2025 a 20/01/2026)
Área temática
IRSA 27 - Food Biodiversity and Indigenous Peoples and Local Communities (IPLCs): inclusion in public policies and the valorization of sustainable food systems
Data de Publicação
06/08/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/sober-irsa2026/1438562-when-time-runs-short--inequalities-in-life-and-death-among-indigenous-peoples-in-parana
ISBN
978-65-272-2668-0
Palavras-Chave
native peoples; one health; environmental justice; food biodiversity; health inequalities.
Resumo
No Paraná, os povos indígenas vivem, em média, quase 17 anos a menos que os demais paranaenses, evidenciando a persistente desigualdade nas condições de vida, território e acesso ao cuidado. Enquanto a população geral vive em média 65,7 anos, a idade média ao óbito entre indígenas é de 49 anos. Violências, epidemias, fome e pobreza atingem desigualmente aqueles que, como afirma Ailton Krenak, recusam participar da “dança civilizada” do controle da terra. A abordagem One Health propõe compreender a vida como uma rede ecológica e social integrada, reconhecendo a interdependência entre saúde humana, ambiental e alimentar. No Brasil, essa perspectiva ganha especial relevância entre povos indígenas e comunidades locais (IPLCs), cujas práticas de cuidado e alimentação estão enraizadas na biodiversidade e nos ciclos da natureza. O Censo 2022 do IBGE registrou 30.466 pessoas indígenas no Paraná, 59,5% viviam em áreas rurais, geralmente em contextos de vulnerabilidade ambiental, com acesso limitado a serviços públicos. A análise dos microdados do SIM/DATASUS (2014–2023) revela profundas disparidades: com diferença estatisticamente significativa (p < 10?84), as mortes indígenas concentram-se em menores de um ano e adultos entre 20 e 39 anos. Essas vulnerabilidades se sobrepõem, combinando mortalidade precoce, doenças infecciosas e causas externas. O PEVASPEA 2024–2027 aponta o Paraná como o segundo maior consumidor de agrotóxicos do país, 37,9% das amostras de água com resíduos, além de 1.602 casos de intoxicação ocupacional, sobretudo entre jovens. As comunidades indígenas vivem, em geral, em áreas de monocultivo e uso intensivo de pesticidas. Inspirado por Krenak e pela perspectiva One health, entende-se que a crise sanitária e ambiental dos povos indígenas reflete a ruptura entre humanidade e Terra. Recuperar o cuidado como princípio orientador e integrar saberes indígenas às políticas de saúde, alimentação e meio ambiente são passos essenciais para promover justiça ecológica e social.
Título do Evento
16th World Congress of Rural Sociology and 64th Congress of the Brazilian Society of Rural Economics, Management and Sociology
Cidade do Evento
Porto Alegre
Título dos Anais do Evento
Anais do 64º Congresso da SOBER e XVI Congresso Mundial de Sociologia Rural (IRSA)
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital
DOI

Como citar

YAMADA, Raquel Tieko Tanaka; PERONDI, MIGUEL ANGELO. WHEN TIME RUNS SHORT: INEQUALITIES IN LIFE AND DEATH AMONG INDIGENOUS PEOPLES IN PARANÁ.. In: Anais do 64º Congresso da SOBER e XVI Congresso Mundial de Sociologia Rural (IRSA). Anais...Porto Alegre(RS) UFRGS, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/sober-irsa2026/1438562-WHEN-TIME-RUNS-SHORT--INEQUALITIES-IN-LIFE-AND-DEATH-AMONG-INDIGENOUS-PEOPLES-IN-PARANA. Acesso em: 09/09/2026

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