“ENERGIA RENOVÁVEL SIM, MAS NÃO ASSIM!”: DESAFIOS PARA UMA TRANSIÇÃO ENERGÉTICA JUSTA NO BRASIL

Publicado em 06/08/2026 - ISBN: 978-65-272-2668-0

DOI
10.29327/9786527226680.1434731  
Título do Trabalho
“ENERGIA RENOVÁVEL SIM, MAS NÃO ASSIM!”: DESAFIOS PARA UMA TRANSIÇÃO ENERGÉTICA JUSTA NO BRASIL
Autores
  • Edna de Almeida
Modalidade
IRSA - Congresso Mundial de Sociologia Rural (01/10/2025 a 20/01/2026)
Área temática
IRSA 21 - Energy Transition, Extractivisms, and Territorial Dynamics in Rural Areas
Data de Publicação
06/08/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/sober-irsa2026/1434731-energia-renovavel-sim-mas-nao-assim--desafios-para-uma-transicao-energetica-justa-no-brasil
ISBN
978-65-272-2668-0
Palavras-Chave
energias renováveis, crise climática, zonas de sacrifício verde, extrativismo verde, novo acordo verde.
Resumo
A transição energética é uma transformação sociotécnica que implica mudanças tecnológicas e alterações nos sistemas sociais, políticos e econômicos. O objetivo da pesquisa foi analisar como o Brasil promove a expansão das fontes eólica e solar. Para isso, realizamos revisão bibliográfica e análise documental de documentos governamentais e de organizações socioambientais, bancos de dados nacionais e internacionais e literatura cinza, para identificar: (i) processos e mecanismos regulatórios que impulsionam essa expansão; (ii) sua relação com o contexto político-econômico e políticas ambientais internacionais; (iii) os atores envolvidos; e (iv) os discursos mobilizados. A justiça energética foi adotada para a análise dos resultados. No Brasil, a energia eólica e solar cresceram rapidamente nas últimas duas décadas. Elas desempenham um papel importante no “Green New Deal brasileiro”, um conjunto de políticas que busca promover desenvolvimento socioeconômico alinhado ao enfrentamento da crise climática e posicionar o país como protagonista na transição energética global, viabilizando um crescimento “verde”. No Nordeste, principal área de expansão, o fomento às energias renováveis se tornou estratégia de desenvolvimento regional. Esses empreendimentos, no entanto, geram injustiça energética, green grabbing e conflitos socioambientais na região. A presença de lacunas normativas, a insuficiência de conhecimento, a flexibilização do licenciamento ambiental e as visões estigmatizantes sobre o Semiárido, associadas ao paradigma de combate à seca, moldam tais conflitos e dificultam uma transição energética justa. A transição energética corporativa promovida no Brasil, dominada por grandes empresas estrangeiras e atores financeiros, se insere no consenso da descarbonização, que. foca em soluções tecnológicas para diminuir emissões e sustenta uma lógica extrativista verde ligada a padrões coloniais, colonialismo interno e à criação de zonas de sacrifício verde. Conclui-se que o país busca aproveitar os mercados abertos pela transição energética para promover um modelo de desenvolvimento extrativista verde, baseado em grandes projetos, que reforça desigualdades regionais.
Título do Evento
16th World Congress of Rural Sociology and 64th Congress of the Brazilian Society of Rural Economics, Management and Sociology
Cidade do Evento
Porto Alegre
Título dos Anais do Evento
Anais do 64º Congresso da SOBER e XVI Congresso Mundial de Sociologia Rural (IRSA)
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital
DOI

Como citar

ALMEIDA, Edna de. “ENERGIA RENOVÁVEL SIM, MAS NÃO ASSIM!”: DESAFIOS PARA UMA TRANSIÇÃO ENERGÉTICA JUSTA NO BRASIL.. In: Anais do 64º Congresso da SOBER e XVI Congresso Mundial de Sociologia Rural (IRSA). Anais...Porto Alegre(RS) UFRGS, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/sober-irsa2026/1434731-ENERGIA-RENOVAVEL-SIM-MAS-NAO-ASSIM--DESAFIOS-PARA-UMA-TRANSICAO-ENERGETICA-JUSTA-NO-BRASIL. Acesso em: 01/09/2026

Trabalho

Even3 Publicacoes