A DEFESA DO TERRITÓRIO-TERRA PELAS GUARDIÃS DE SEMENTES NATIVAS NO SEMIÁRIDO NORDESTINO DO BRASIL

Publicado em 06/08/2026 - ISBN: 978-65-272-2668-0

DOI
10.29327/9786527226680.1342327  
Título do Trabalho
A DEFESA DO TERRITÓRIO-TERRA PELAS GUARDIÃS DE SEMENTES NATIVAS NO SEMIÁRIDO NORDESTINO DO BRASIL
Autores
  • Joana Tereza Vaz de Moura
  • Cimone Rozendo de Souza
Modalidade
IRSA - Congresso Mundial de Sociologia Rural (01/10/2025 a 20/01/2026)
Área temática
IRSA 19 - Feeding Futures: resistant foodways and everyday world-making in times of crisis
Data de Publicação
06/08/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/sober-irsa2026/1342327-a-defesa-do-territorio-terra-pelas-guardias-de-sementes-nativas-no-semiarido-nordestino-do-brasil
ISBN
978-65-272-2668-0
Palavras-Chave
rural women, peasantry, native seeds, ecofeminism, autonomy
Resumo
Guardar sementes nativas é muito mais do que um ato relacionado à produção de alimentos, refere-se à sabedoria camponesa, à memória, à defesa dos territórios e da vida. Faz parte também de um processo de ressignificação e de politização das práticas de conservação que estão se tornando instrumento da luta por outros estilos de desenvolvimento rural. Nesse processo, as mulheres têm sido protagonistas em dar significados para as relações entre a terra e seus corpos, reconhecendo e simbolizando a construção de sentidos, emoções e subjetividades através das sementes. Neste texto, buscamos dialogar com a ecologia política e o ecofeminismo como elementos chaves de reconhecimento do lugar das mulheres nas relações socioambientais. Para tanto, partimos de uma pesquisa realizada no Rio Grande do Norte, estado nordestino brasileiro, sobre as sementes nativas, entre os anos de 2022 a 2024. As informações são resultados de oficinas participativas, grupos focais e entrevistas semi-estruturadas com mulheres guardiãs de sementes no estado. A partir de nossas inserções no campo, de debates coletivos e reflexões críticas, mostramos que o papel de guardiã de sementes nativas está inserido em uma luta simbólica pela autonomia e pelo resgate de tradições que vão sendo perdidas ao longo do tempo. As mulheres destacam a alimentação saudável para seus filhos e filhas como uma questão importante, mas também os vínculos com a terra e o território, entre seus corpos e suas mentes, engajando em processos de mobilização e laços afetivos. Muitas delas compreendem suas práticas e seus saberes como essenciais para resguardar suas relações e manter a vida nos territórios camponeses, ou seja, assim como Millán (2024), buscam resgatar suas memórias, percebendo que a territorialidade e a corporalidade são interdependentes e unidas no círculo da vida.
Título do Evento
16th World Congress of Rural Sociology and 64th Congress of the Brazilian Society of Rural Economics, Management and Sociology
Cidade do Evento
Porto Alegre
Título dos Anais do Evento
Anais do 64º Congresso da SOBER e XVI Congresso Mundial de Sociologia Rural (IRSA)
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital
DOI

Como citar

MOURA, Joana Tereza Vaz de; SOUZA, Cimone Rozendo de. A DEFESA DO TERRITÓRIO-TERRA PELAS GUARDIÃS DE SEMENTES NATIVAS NO SEMIÁRIDO NORDESTINO DO BRASIL.. In: Anais do 64º Congresso da SOBER e XVI Congresso Mundial de Sociologia Rural (IRSA). Anais...Porto Alegre(RS) UFRGS, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/sober-irsa2026/1342327-A-DEFESA-DO-TERRITORIO-TERRA-PELAS-GUARDIAS-DE-SEMENTES-NATIVAS-NO-SEMIARIDO-NORDESTINO-DO-BRASIL. Acesso em: 12/09/2026

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