"À MINHA TERRA" E "CANÇÃO DO EXÍLIO": O SUJEITO LÍRICO NA ENCRUZILHADA DA COLONIZAÇÃO

Publicado em 09/02/2026 - ISBN: 978-65-272-2189-0

Título do Trabalho
"À MINHA TERRA" E "CANÇÃO DO EXÍLIO": O SUJEITO LÍRICO NA ENCRUZILHADA DA COLONIZAÇÃO
Autores
  • William Moreno Boenavides
Modalidade
Apresentação dos GTs e dos Coordenadores
Área temática
GT01 (online): Poesia lírica e suas interfaces: figurações do poeta, relações de estética e recepção
Data de Publicação
09/02/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/sinpolic-624867/1434613-a-minha-terra-e-cancao-do-exilio--o-sujeito-lirico-na-encruzilhada-da-colonizacao
ISBN
978-65-272-2189-0
Palavras-Chave
poesia lusófonoa, Gonçalves Dias, José da Silva Maia Ferreira, sujeito lírico, colonização
Resumo
Este trabalho propõe uma análise comparativa entre os poemas "À minha terra", de José da Silva Maia Ferreira, publicado em Espontaneidades da minha alma: às senhoras africanas (1849), e "Canção do exílio" (1843), de Gonçalves Dias, constante em Primeiros Cantos (1846). O objetivo é investigar como o sujeito lírico, em posição de exílio ou distanciamento da pátria, constrói a representação do seu espaço natal em contextos distintos da colonização: Angola e Brasil. Ambos os poemas compartilham uma visão nostálgica da terra de origem e apresentam semelhanças estruturais e lexicais, como o emprego da redondilha maior e o uso de vocábulos como “cismando”, “fulgores” e “primores”. Tais paralelos se tornam particularmente relevantes considerando o período de vivência de Maia Ferreira no Brasil (1834-1845), época próxima à publicação do poema de Gonçalves Dias. Contudo, a comparação revela diferenças cruciais que demarcam a encruzilhada da colonização de onde emanam as vozes poéticas. Enquanto o eu lírico de “Canção do exílio” se centra na contraposição entre Brasil e Portugal, o sujeito de “À minha terra” expande seu escopo, referindo-se a um sentimento de pertença mais amplo, voltado para a África como um todo. A distinção mais significativa reside na caracterização da pátria. Maia Ferreira emprega adjetivos superlativos e embelezadores ("formosa," "primorosa," "radiosa") para descrever sua terra, recurso ausente no poema gonçalvino. Essa escolha estilística culmina na construção de uma visão grandiosa e singular, que não apenas celebra, mas sobrepõe a terra natal a qualquer outro lugar do mundo, como se lê no desfecho: “Quando brilha radiosa,/No mundo não tem igual!”. Este estudo visa, portanto, aprofundar as convergências e divergências na lírica da saudade e do exílio, salientando como o contexto colonial atravessa a afirmação identitária e territorial em obras fundadoras de sistemas literários lusófonos.
Título do Evento
I SINPOLIC - Simpósio Nacional de Poesia dos Países de Língua Portuguesa
Cidade do Evento
Cuiabá
Título dos Anais do Evento
Anais do SINPOLIC - Simpósio Nacional de Poesia dos Países de Língua Portuguesa
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

BOENAVIDES, William Moreno. "À MINHA TERRA" E "CANÇÃO DO EXÍLIO": O SUJEITO LÍRICO NA ENCRUZILHADA DA COLONIZAÇÃO.. In: Anais do SINPOLIC - Simpósio Nacional de Poesia dos Países de Língua Portuguesa. Anais...Cuiabá(MT) UFMT, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/sinpolic-624867/1434613-A-MINHA-TERRA-E-CANCAO-DO-EXILIO--O-SUJEITO-LIRICO-NA-ENCRUZILHADA-DA-COLONIZACAO. Acesso em: 12/05/2026

Trabalho

Even3 Publicacoes