TRAÇOS ESTILÍSTICOS DO DRAMA EM O AUTO DA BARCA DO INFERNO, DE GIL VICENTE

Publicado em 09/02/2026 - ISBN: 978-65-272-2189-0

Título do Trabalho
TRAÇOS ESTILÍSTICOS DO DRAMA EM O AUTO DA BARCA DO INFERNO, DE GIL VICENTE
Autores
  • Amanda Ferreira Fabiszaki
  • Junior César Ferreira de Castro
Modalidade
Apresentação de Banner
Área temática
Banner 01 (presencial) - Área de Literatura
Data de Publicação
09/02/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/sinpolic-624867/1433775-tracos-estilisticos-do-drama-em-o-auto-da-barca-do-inferno-de-gil-vicente
ISBN
978-65-272-2189-0
Palavras-Chave
Drama, Anatol Rosenfeld, Gil Vicente, Unidades dramáticas.
Resumo
O estudo dos gêneros literários, em particular o dramático, remonta à “Poética Clássica”, de Aristóteles, que a define como imitação de uma ação elevada e completa, visando a purificação das emoções (catarse). Historicamente, as formas dos gêneros não são arbitrárias, mas refletem o estado social e as transformações da época. Gil Vicente, considerado o pai do teatro português e atuante na transição entre a Idade Média e o Renascimento, utilizou sua obra “Auto da Barca do Inferno” para realizar sátiras sociais e críticas moralizantes, apresentando personagens que representam estereótipos de sua sociedade como o Fidalgo, o Onzeneiro, o Sapateiro e o Frade. Esta pesquisa se delimita na análise dos traços estilísticos fundamentais do drama propostos por Anatol Rosenfeld em “O Teatro Épico”, confrontando-os com a estrutura e execução cênica. Rosenfeld enfatiza a autonomia do gênero dramático e a ausência do narrador, argumentando que o drama não é uma mera síntese da lírica e da épica, mas sim um gênero autônomo. Embora, Hegel o defende como aquele que reúne a objetividade da epopeia com o princípio subjetivo da lírica. A justificativa deste trabalho reside na relevância de compreender o gênero dramático em sua forma tradicional e rigorosa, destacando a representação direta da ação. A relevância reside em realizar uma leitura crítica da obra de Gil Vicente, identificando como a peça se insere no modelo dramático ao expor a hipocrisia, a vaidade e a corrupção da sociedade do século XVI. O objetivo é analisar os traços estilísticos do gênero dramático pela ausência do narrador e do encadeamento causal, buscando identificar na peça vicentina o rigor das unidades dramáticas como a ação, o lugar e o tempo e o caráter híbrido, onde o destino dos personagens (traço épico) é a manifestação direta da subjetividade (traço lírico). A partir daí, é possível propor o questionamento ao indagar de que maneira “O Auto da Barca do Inferno”, de Gil Vicente, manifesta os traços estilísticos do drama puro e a síntese dialética hegeliana, mesmo operando com forte crítica moral e alegoria religiosa. O procedimento metodológico é de natureza bibliográfica com abordagem qualitativa e analítica. O trabalho está direcionado pelo método indutivo baseado em Demo (1995), uma vez que parte do viés teórico da teoria literária e dos estudos clássicos da dramaturgia, fundamentando-se nas referências teóricas de Rosenfeld (2021), Aristóteles (1992) e Vicente (2009). A análise aponta que a peça vicentina se alinha ao drama rigoroso pela ausência do narrador explícito, do encadeamento causal rigoroso (cada cena tem valor funcional no todo) e da observância das três unidades. O conflito é construído pelo diálogo que substitui o narrador, revelando a subjetividade dos personagens como a tirania e a ganância, pois são condenados ao inferno (destino objetivo). A investigação foi desenvolvida na disciplina de Teoria Literária e no Diretório GEPPOCON/CNPq. O resultado esperado foi demonstrar como o “Auto da Barca do Inferno” é um exemplo de drama construído pela necessidade interna da ação, utilizando a forma pura do gênero para veicular uma forte crítica social e moral.
Título do Evento
I SINPOLIC - Simpósio Nacional de Poesia dos Países de Língua Portuguesa
Cidade do Evento
Cuiabá
Título dos Anais do Evento
Anais do SINPOLIC - Simpósio Nacional de Poesia dos Países de Língua Portuguesa
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

FABISZAKI, Amanda Ferreira; CASTRO, Junior César Ferreira de. TRAÇOS ESTILÍSTICOS DO DRAMA EM O AUTO DA BARCA DO INFERNO, DE GIL VICENTE.. In: Anais do SINPOLIC - Simpósio Nacional de Poesia dos Países de Língua Portuguesa. Anais...Cuiabá(MT) UFMT, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/sinpolic-624867/1433775-TRACOS-ESTILISTICOS-DO-DRAMA-EM-O-AUTO-DA-BARCA-DO-INFERNO-DE-GIL-VICENTE. Acesso em: 21/06/2026

Trabalho

Even3 Publicacoes