NAVIO NEGREIRO EM CENA: DOS VERSOS DE CASTRO ALVES À DRAMATURGIA DO CENA ONZE

Publicado em 09/02/2026 - ISBN: 978-65-272-2189-0

Título do Trabalho
NAVIO NEGREIRO EM CENA: DOS VERSOS DE CASTRO ALVES À DRAMATURGIA DO CENA ONZE
Autores
  • Flavio Ferreira
  • Agnaldo Rodrigues da Silva
  • Marcio Borges de Campos
Modalidade
Apresentação dos GTs e dos Coordenadores
Área temática
GT-12 (presencial): Poéticas Teatrais e Cinematográficas nos países africanos de língua portuguesa e ibero-américa
Data de Publicação
09/02/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/sinpolic-624867/1433214-navio-negreiro-em-cena--dos-versos-de-castro-alves-a-dramaturgia-do-cena-onze
ISBN
978-65-272-2189-0
Palavras-Chave
Poesia. Dramaturgia. Decolonialidade.
Resumo
O presente artigo analisa a adaptação dramatúrgica do poema “Navio Negreiro”, de Castro Alves, para a cena teatral homônima na montagem realizada pelo Grupo Cena Onze e apresentada no Museu Histórico de Mato Grosso, em 2014. A investigação parte do tensionamento entre a narrativa museológica, marcada pela exaltação de elementos coloniais e invisibilização de pessoas pretas na história de Mato Grosso, e a potência crítica da encenação, dirigida por uma jovem diretora negra, cuja perspectiva estética e política desloca e reestrutura sentidos. A análise articula literatura e teatro, mobilizando aportes teóricos decoloniais, especialmente as reflexões de Homi K. Bhabha (1998), sobre a ambivalência do estereótipo, de Frantz Fanon (1952) sobre corpo colonizado, violência e processos de subjetivação, de Albert Memmi (2007), sobre contrastes entre o colonizador e o colonizado, e de Lîlâ Bisiaux (2018), sobre teatro decolonial. Argumenta-se que a montagem produz fissuras no discurso histórico hegemônico do museu, pois o interpretar o poema abolicionista e inscrevê-lo em sua dramaturgia, a encenação do Cena Onze toma o espaço museal como território de disputa simbólica, ampliando a compreensão sobre como a arte potencialmente tensiona as estruturas coloniais. Assim, a ocupação de um espaço historicamente marcado pela narrativa oficial convoca o público a repensar permanências da sociedade escravocrata na contemporaneidade. Os corpos negros em cena, em confronto com a arquitetura e a simbologia do museu, intensificaram o gesto político da montagem, fazendo com que a transposição do poema em peça desloque sua crítica para os debates sobre memória, justiça social e representatividade.
Título do Evento
I SINPOLIC - Simpósio Nacional de Poesia dos Países de Língua Portuguesa
Cidade do Evento
Cuiabá
Título dos Anais do Evento
Anais do SINPOLIC - Simpósio Nacional de Poesia dos Países de Língua Portuguesa
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

FERREIRA, Flavio; SILVA, Agnaldo Rodrigues da; CAMPOS, Marcio Borges de. NAVIO NEGREIRO EM CENA: DOS VERSOS DE CASTRO ALVES À DRAMATURGIA DO CENA ONZE.. In: Anais do SINPOLIC - Simpósio Nacional de Poesia dos Países de Língua Portuguesa. Anais...Cuiabá(MT) UFMT, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/sinpolic-624867/1433214-NAVIO-NEGREIRO-EM-CENA--DOS-VERSOS-DE-CASTRO-ALVES-A-DRAMATURGIA-DO-CENA-ONZE. Acesso em: 04/04/2026

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