DO MAR À TERRA: RESISTÊNCIAS E PERMANÊNCIAS NA ESCREVIVÊNCIA POÉTICA DE OLINDA BEJA

Publicado em 09/02/2026 - ISBN: 978-65-272-2189-0

Título do Trabalho
DO MAR À TERRA: RESISTÊNCIAS E PERMANÊNCIAS NA ESCREVIVÊNCIA POÉTICA DE OLINDA BEJA
Autores
  • Alex Bruno Oliveira Silva
Modalidade
Normas e Inscrição dos Resumos para os GTs
Área temática
GT-10 (presencial): Poéticas africanas contemporâneas e narrativas das diásporas africanas de Língua Portuguesa
Data de Publicação
09/02/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/sinpolic-624867/1430154-do-mar-a-terra--resistencias-e-permanencias-na-escrevivencia-poetica-de-olinda-beja
ISBN
978-65-272-2189-0
Palavras-Chave
Escrevivência, literatura diaspórica, ancestralidade, Olinda Beja, afrocentricidade.
Resumo
Neste artigo, propõe-se analisar os poemas “Ancestralidade” e “Raízes”, da escritora Maria Olinda Beja Martins Assunção, mais conhecida como Olinda Beja. Tendo como paisagem e tema-gerador a ilha de São Tomé e Príncipe, Beja incursiona aos 37 anos pela produção de uma literatura que se volta para o território insular, pensando suas agruras, mas também os seus alentos. Este trabalho se justifica considerando a necessidade de se fomentar estudos sobre a cultura afro-diaspórica, cuja obrigatoriedade do ensino foi estabelecida em lei no Brasil, e também por se voltar para uma literatura que está à margem do cânone, produzida aliás por uma escritora mulher, negra e em diáspora. A partir dos textos selecionados, objetiva-se investigar de que modo a poética de Beja pode ser lida sob o prisma do termo Escrevivência, estabelecido por Conceição Evaristo (2020), que desvela um novo fazer literário alicerçado na experiência da subjetividade negra. Para tanto, busca-se refletir como essa literatura africana de língua portuguesa, produzida por uma escritora em diáspora, inscreve um espaço ficcional singular no campo literário, em que vida e arte se amalgamam a partir da prática da Escrevivência, um conceito-chave que, nos últimos anos, tem sido considerado muito profícuo para a discussão contra-colonial no âmbito da Teoria Literária. Somando-se à discussão ora empreendida, recorre-se a Hall (2003) para pensar a complexidade da (formação da) identidade cultural no âmbito da diáspora e a Bhabha (1998) para também refletir acerca da construção das identidades na contemporaneidade, bem como a Leda Maria Martins (2021) para analisar a Ancestralidade a partir das performances do tempo espiralar e a Asante (2009) para discutir a Afrocentricidade do sujeito africano diaspórico, concebido como agente de sua própria imagem (cultural) e voz, dentro de uma epistemologia afrocentrada e afroreferenciada. No que concerne à metodologia utilizada, buscou-se realizar a análise e interpretação dos poemas, estabelecendo os diálogos e promovendo as discussões pertinentes com os autores escolhidos.
Título do Evento
I SINPOLIC - Simpósio Nacional de Poesia dos Países de Língua Portuguesa
Cidade do Evento
Cuiabá
Título dos Anais do Evento
Anais do SINPOLIC - Simpósio Nacional de Poesia dos Países de Língua Portuguesa
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SILVA, Alex Bruno Oliveira. DO MAR À TERRA: RESISTÊNCIAS E PERMANÊNCIAS NA ESCREVIVÊNCIA POÉTICA DE OLINDA BEJA.. In: Anais do SINPOLIC - Simpósio Nacional de Poesia dos Países de Língua Portuguesa. Anais...Cuiabá(MT) UFMT, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/sinpolic-624867/1430154-DO-MAR-A-TERRA--RESISTENCIAS-E-PERMANENCIAS-NA-ESCREVIVENCIA-POETICA-DE-OLINDA-BEJA. Acesso em: 21/06/2026

Trabalho

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