ANCESTRALIDADE, SOLIDÃO E RESISTÊNCIA DE MULHERES NEGRAS EM SOLITÁRIA (2022).

Publicado em 09/02/2026 - ISBN: 978-65-272-2189-0

Título do Trabalho
ANCESTRALIDADE, SOLIDÃO E RESISTÊNCIA DE MULHERES NEGRAS EM SOLITÁRIA (2022).
Autores
  • Suelen de Souza Tessari
  • Ednaldo Saran
Modalidade
Apresentação dos GTs e dos Coordenadores
Área temática
GT-17 (presencial): Ancestralidade e resistência: os saberes das mulheres negras e indígenas no Brasil
Data de Publicação
09/02/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/sinpolic-624867/1429251-ancestralidade-solidao-e-resistencia-de-mulheres-negras-em-solitaria-(2022)
ISBN
978-65-272-2189-0
Palavras-Chave
Mulheres negras; Resistência; Ancestralidade; Literatura negro-brasileira; Solitária.
Resumo
Este trabalho tem como objetivo analisar as formas de resistência de mulheres negras no romance Solitária (2022), de Eliana Alves Cruz, evidenciando como a narrativa literária reinscreve, no campo ficcional, experiências históricas marcadas pela solidão, pela exploração do trabalho doméstico e pelo silenciamento de saberes ancestrais. A pesquisa parte da seguinte problemática: de que modo a autora constrói, por meio das personagens negras, especialmente Eunice e outras mulheres que gravitam em torno de sua trajetória, estratégias de enfrentamento a um sistema racista, patriarcal e classista que as tenta reduzir à subalternidade e ao apagamento de suas memórias? Justifica-se este estudo pela urgência de se reconhecer a literatura de autoria feminina negra-brasileira como espaço de denúncia e de elaboração crítica das violências estruturais que atingem as mulheres negras, em diálogo com os saberes produzidos por elas em seus cotidianos, famílias, comunidades e ambientes de trabalho. Metodologicamente, a pesquisa se organiza como análise bibliográfica e interpretativa do romance, articulando leitura atenta do romance a aportes de teóricas do feminismo negro e dos estudos decoloniais, como Patricia Hill Collins (2021), Sueli Carneiro (2011), Djamila Ribeiro (2018) e Lélia Gonzalez (2020), entre outras, a fim de relacionar a ficção às formas concretas de opressão e resistência vividas por mulheres negras no Brasil. A fundamentação teórica considera, ainda, reflexões sobre memória, ancestralidade e subalternidade, entendendo que os saberes dessas mulheres inscrevem práticas de cuidado, afeto, organização comunitária e autopreservação que tencionam o lugar de servidão a elas imposto. Ao analisar episódios de violência simbólica, exploração do trabalho e solidão afetiva presentes em Solitária, busca-se evidenciar como a protagonista e as demais mulheres negras transformam dor em luta, sofrimento em crítica e silêncio em enunciação, produzindo narrativas de si que se opõem ao projeto colonial de apagamento. Espera-se, como resultado, demonstrar que o romance de Eliana Alves Cruz contribui para afirmar a centralidade dos saberes de mulheres negras, oferecendo ao campo dos estudos literários e dos estudos de gênero e raça uma leitura comprometida com a valorização de suas histórias, de seus legados ancestrais e de suas múltiplas formas de resistência.
Título do Evento
I SINPOLIC - Simpósio Nacional de Poesia dos Países de Língua Portuguesa
Cidade do Evento
Cuiabá
Título dos Anais do Evento
Anais do SINPOLIC - Simpósio Nacional de Poesia dos Países de Língua Portuguesa
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

TESSARI, Suelen de Souza; SARAN, Ednaldo. ANCESTRALIDADE, SOLIDÃO E RESISTÊNCIA DE MULHERES NEGRAS EM SOLITÁRIA (2022)... In: Anais do SINPOLIC - Simpósio Nacional de Poesia dos Países de Língua Portuguesa. Anais...Cuiabá(MT) UFMT, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/sinpolic-624867/1429251-ANCESTRALIDADE-SOLIDAO-E-RESISTENCIA-DE-MULHERES-NEGRAS-EM-SOLITARIA-(2022). Acesso em: 21/06/2026

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