O DESPERTAR DA DONA: A JORNADA DA IDENTIDADE E DO PROTAGONISMO DA MULHER NEGRA MADURA NA POESIA DE LUCIENE CARVALHO

Publicado em 09/02/2026 - ISBN: 978-65-272-2189-0

Título do Trabalho
O DESPERTAR DA DONA: A JORNADA DA IDENTIDADE E DO PROTAGONISMO DA MULHER NEGRA MADURA NA POESIA DE LUCIENE CARVALHO
Autores
  • Ednaldo Saran
  • Suelen de Souza Tessari
Modalidade
Apresentação dos GTs e dos Coordenadores
Área temática
GT-17 (presencial): Ancestralidade e resistência: os saberes das mulheres negras e indígenas no Brasil
Data de Publicação
09/02/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/sinpolic-624867/1429176-o-despertar-da-dona--a-jornada-da-identidade-e-do-protagonismo-da-mulher-negra-madura-na-poesia-de-luciene-carva
ISBN
978-65-272-2189-0
Palavras-Chave
Luciene Carvalho; Mulher Negra Madura; Protagonismo Feminino Negro; Escrevivência; Identidade.
Resumo
O presente estudo propõe analisar a poética do despertar e da afirmação identitária da mulher negra madura (50+) a partir da estrutura simbólica que organiza as cinco seções da obra Dona (2018) de Luciene Carvalho. Compreendida como um percurso literário-filosófico de reconstrução subjetiva, a obra apresenta um arcabouço imagético e conceitual que reflete processos de autodescoberta, resistência, enfrentamento e ressignificação das experiências vividas por mulheres negras que alcançam a maturidade em uma sociedade profundamente marcada pelo racismo, sexismo e etarismo. Nesse contexto, a análise parte da premissa de que os símbolos mobilizados pela autora: Espelho, Caixa de Pandora, Chave, Semáforo e Mandala, atuam como dispositivos poéticos capazes de narrar, performar e politizar os diferentes estágios da afirmação identitária, constituindo-se como elementos estruturantes da obra. O Espelho evidencia a invisibilidade historicamente imposta às mulheres negras e convoca a confrontação de imagens estigmatizadas que precisam ser reelaboradas; a Caixa de Pandora mobiliza a resiliência ancestral como força motriz da sobrevivência; a Chave surge como símbolo da autonomia conquistada a partir do resgate da memória, acionando a escrevivência como prática de reinscrição subjetiva e como gesto político de resistência; o Semáforo opera como metáfora do discernimento e da gestão do tempo, convidando à reorganização das prioridades e à leitura crítica dos ritmos impostos pela estrutura social; e, por fim, a Mandala sintetiza a integração e o equilíbrio entre corpo, memória, espiritualidade e experiência. A questão norteadora que orienta o estudo é: qual o papel do eixo paradigmático e simbólico de Dona (2018) na representação da subjetividade da mulher negra madura e como essa estrutura contribui para a consolidação de sua autonomia e protagonismo? A justificativa reside na relevância social da obra que dialoga com debates urgentes sobre raça, gênero e etaridade, constituindo-se como documento literário de resistência e instrumento de enfrentamento às múltiplas formas de invisibilização. O objetivo geral é compreender como a jornada poética apresentada por Luciene Carvalho marcada pelo domínio do próprio tempo, entendido como vivência acumulada, resgate da memória e desenvolvimento do discernimento, conduz ao fortalecimento do protagonismo e da autonomia da mulher negra a partir dos cinquenta anos ou mais. Para alcançar esse objetivo, o estudo adota abordagem qualitativa e natureza indutivo com base em revisão bibliográfica e análise textual das cinco seções da obra, fundamentando-se em autoras centrais do pensamento feminista negro, como Akotirene (2019), Beauvoir (1990), Evaristo (2017), Gomes (2019), hooks (2010), Collins (2016), entre outras. Os resultados indicam que Dona (2018) se consolida como um manifesto literário que promove a reconstrução de subjetividades e a afirmação identitária da mulher negra madura, garantindo-lhe centralidade, visibilidade e voz no campo literário e na sociedade contemporânea.
Título do Evento
I SINPOLIC - Simpósio Nacional de Poesia dos Países de Língua Portuguesa
Cidade do Evento
Cuiabá
Título dos Anais do Evento
Anais do SINPOLIC - Simpósio Nacional de Poesia dos Países de Língua Portuguesa
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SARAN, Ednaldo; TESSARI, Suelen de Souza. O DESPERTAR DA DONA: A JORNADA DA IDENTIDADE E DO PROTAGONISMO DA MULHER NEGRA MADURA NA POESIA DE LUCIENE CARVALHO.. In: Anais do SINPOLIC - Simpósio Nacional de Poesia dos Países de Língua Portuguesa. Anais...Cuiabá(MT) UFMT, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/sinpolic-624867/1429176-O-DESPERTAR-DA-DONA--A-JORNADA-DA-IDENTIDADE-E-DO-PROTAGONISMO-DA-MULHER-NEGRA-MADURA-NA-POESIA-DE-LUCIENE-CARVA. Acesso em: 05/04/2026

Trabalho

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