“EU: ESSE PRONOME ATROZ QUE SEI SER SÓ MEU”: FIGURAÇÕES DO TOPOS DO INIMIGO DE MIM NA POESIA DE NAURO MACHADO

Publicado em 09/02/2026 - ISBN: 978-65-272-2189-0

Título do Trabalho
“EU: ESSE PRONOME ATROZ QUE SEI SER SÓ MEU”: FIGURAÇÕES DO TOPOS DO INIMIGO DE MIM NA POESIA DE NAURO MACHADO
Autores
  • Cláudia Oliveira Silva Rocha
Modalidade
Apresentação dos GTs e dos Coordenadores
Área temática
GT01 (online): Poesia lírica e suas interfaces: figurações do poeta, relações de estética e recepção
Data de Publicação
09/02/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/sinpolic-624867/1429154-eu--esse-pronome-atroz-que-sei-ser-so-meu--figuracoes-do-topos-do-inimigo-de-mim-na-poesia-de-nauro-machado
ISBN
978-65-272-2189-0
Palavras-Chave
Nauro Machado, Poesia Brasileira Contemporânea, Poesia quinhentista, Inimigo de mim.
Resumo
O eu “inimigo de si” resultante do sofrimento amoroso é recorrente na lírica quinhentista. No Cancioneiro Geral de Garcia de Resende, de acordo com o levantamento feito por Geraldo Augusto Fernandes (2020), há cerca de 30 poemas que apresentam o tema. Em Bernardim Ribeiro, “Antre mim e mim mesmo/Não sei que se alevantou”, esse “não sei que” permanecerá assim, incógnito, parece, em toda aquela poesia. Não se trata mais do embate entre razão e emoção da lírica amorosa. Não se trata, ainda, do conflito barroco entre o mundano e o espiritual. Do nosso lugar de observação, julgamos, anacronicamente, tratar-se de um impasse existencial. Nos termos quinhentistas: desconcerto. Essa é uma característica do topos do “inimigo de mim”, cujas figurações podem ser percebidas na lírica de Nauro Machado, poeta maranhense falecido em 2015. Em sua extensa obra poética (1958-2015), observa-se um núcleo agônico/conflitivo em torno do sujeito e uma multiplicidade de desdobramentos ou temas-satélites em torno desse núcleo: a do eu em conflito. Nesse sentido, este trabalho propõe-se a traçar paralelos entre o corpus quinhentista (Sá de Miranda, Camões, Bernardim Ribeiro, Baltazar Estaço, entre outros) e o nauriano, por meio da investigação tópica do “inimigo de mim”, com o intuito de averiguar suas ressignificações, deslocamentos, variações e marcas que sirvam como indício de uma reconfiguração do topos em questão. A discussão teórica está fundamentada nos estudos de Antonio Donizeti Pires (2007) sobre a tópica literária, e de Marcia Arruda Franco (2018) e Geraldo Augusto Fernandes (2020) a respeito da recepção do topos nos séculos XVI e XX; e nos estudos de Carlos Felipe Moisés (2001), Hauser (2007) e Cassirer (2001) a respeito da colocação do problema no contexto histórico-filosófico pós-renascentista. Sobre o corpus de Nauro Machado, fez-se o levantamento da fortuna crítica do autor, sobretudo os estudiosos da questão do sujeito na poética nauriana, a saber, Ricardo Leão (2020) e Antonio Aílton (2020).
Título do Evento
I SINPOLIC - Simpósio Nacional de Poesia dos Países de Língua Portuguesa
Cidade do Evento
Cuiabá
Título dos Anais do Evento
Anais do SINPOLIC - Simpósio Nacional de Poesia dos Países de Língua Portuguesa
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

ROCHA, Cláudia Oliveira Silva. “EU: ESSE PRONOME ATROZ QUE SEI SER SÓ MEU”: FIGURAÇÕES DO TOPOS DO INIMIGO DE MIM NA POESIA DE NAURO MACHADO.. In: Anais do SINPOLIC - Simpósio Nacional de Poesia dos Países de Língua Portuguesa. Anais...Cuiabá(MT) UFMT, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/sinpolic-624867/1429154-EU--ESSE-PRONOME-ATROZ-QUE-SEI-SER-SO-MEU--FIGURACOES-DO-TOPOS-DO-INIMIGO-DE-MIM-NA-POESIA-DE-NAURO-MACHADO. Acesso em: 12/04/2026

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