POÉTICAS MOÇAMBICANAS: RESISTÊNCIA E CONSTRUÇÃO DE FUTURO

Publicado em 09/02/2026 - ISBN: 978-65-272-2189-0

Título do Trabalho
POÉTICAS MOÇAMBICANAS: RESISTÊNCIA E CONSTRUÇÃO DE FUTURO
Autores
  • Maria Perla Araújo Morais
Modalidade
Normas e Inscrição dos Resumos para os GTs
Área temática
GT-11 (presencial): Poéticas Amefricanas: ensino e questões étnico-raciais
Data de Publicação
09/02/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/sinpolic-624867/1429123-poeticas-mocambicanas--resistencia-e-construcao-de-futuro
ISBN
978-65-272-2189-0
Palavras-Chave
Poesia moçambicana, resistência, colonialismo
Resumo
Neste trabalho, discutiremos alguns momentos da produção poética moçambicana e sua relação com a construção da resistência colonial e de uma identidade nacional. No final do século XIX, Portugal ocupou efetivamente Moçambique, implantando um sistema colonial racista e violento. A partir da década de 1960, começou a guerra colonial capitaneada por um movimento chamado Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique). Em 1975, Moçambique fica independente de Portugal, mas, logo em seguida, entra em uma guerra civil que se estenderá até 1992. Todos esses momentos históricos aparecem nas produções poéticas moçambicanas mostrando que a poesia esteve em diálogo muito intenso com a resistência à colonização e a construção da independência do país. Na década de 1940, as poesias e textos de Noémia de Sousa (1926-1002) dialogam com o pan-africanismo, enfatizando uma identidade negra e africana. Com Craveirinha (1922-2003), a partir dos anos de 1960, vemos o diálogo com o movimento Negritude celebrando as culturas e etnias endógenas moçambicanas e denunciando a violência colonial. Já no auge da guerra colonial, observamos a poesia de combate com alinhamento ideológico e pedagógica com a Frelimo. Na década de 1980, existe um grupo que se organizou em torno da revista Charrua. Os escritores da Charrua serão responsáveis por confrontar o projeto político e pedagógico sobre o qual a literatura moçambicana gravitava. Para esse panorama, nos apoiaremos nos seguintes estudiosos da cultura, história e literatura moçambicana: Cabaço (2009); Noa (2015) (2018) e Zamparoni (2012). Nossa reflexão se faz necessária não só para entender as diferentes características das poesias do pais africano, mas para que nós, leitores brasileiros, estabeleçamos diálogos afrodiaspóricos. Devido ao nosso racismo estrutural, a cultura e literatura dos países africanos são negligenciados. Esses países surgem, no imaginário brasileiro, seguindo aquela ideia de Hegel de que seriam povos “sem história”, ideia que ajudou a consolidar um olhar colonial e imperial que, através do dispositivo raça, explorou e violentou o povo negro. Ao dialogar com os processos do colonialismo, da resistência, das independências e dos desafios pós-coloniais, as poesias moçambicanas desconstroem visões estereotipadas e dão voz a sujeitos historicamente silenciados.
Título do Evento
I SINPOLIC - Simpósio Nacional de Poesia dos Países de Língua Portuguesa
Cidade do Evento
Cuiabá
Título dos Anais do Evento
Anais do SINPOLIC - Simpósio Nacional de Poesia dos Países de Língua Portuguesa
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

MORAIS, Maria Perla Araújo. POÉTICAS MOÇAMBICANAS: RESISTÊNCIA E CONSTRUÇÃO DE FUTURO.. In: Anais do SINPOLIC - Simpósio Nacional de Poesia dos Países de Língua Portuguesa. Anais...Cuiabá(MT) UFMT, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/sinpolic-624867/1429123-POETICAS-MOCAMBICANAS--RESISTENCIA-E-CONSTRUCAO-DE-FUTURO. Acesso em: 21/06/2026

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