DO JOYSTICK À TELA: TRANSCRIAÇÃO E INTERMIDIALIDADE NO FILME PIXELS

Publicado em 09/02/2026 - ISBN: 978-65-272-2189-0

Título do Trabalho
DO JOYSTICK À TELA: TRANSCRIAÇÃO E INTERMIDIALIDADE NO FILME PIXELS
Autores
  • Andressa Oliveira Portela
  • Andrey Ricardo de Barros Rondon
Modalidade
Normas e Inscrição dos Resumos para os GTs
Área temática
GT05 (online): Poesia, outras artes e mídias: materialidades e configurações poéticas
Data de Publicação
09/02/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/sinpolic-624867/1429102-do-joystick-a-tela--transcriacao-e-intermidialidade-no-filme-pixels
ISBN
978-65-272-2189-0
Palavras-Chave
Imersão. Poética. Pixel.
Resumo
O objetivo desse trabalho é apresentar o filme Pixels (2015), dirigido por Chris Columbus, como uma proposta de uma inversão poética ao transformar os jogos eletrônicos clássicos dos anos 1980 como Pac-Man, Donkey Kong e Tetris em agentes de destruição no mundo real, isto é, a transgressão da imersão (Murray, 2003). Nesse movimento, a narrativa desloca o jogo do espaço do entretenimento para o campo da experiência estética e, então, promove uma reflexão sobre os limites entre a realidade e a virtualidade, mesmo que seja uma realidade ficcional. Essa “invasão” dos personagens digitais no espaço concreto pode ser compreendida como metáfora da imersão total que caracteriza as mídias contemporâneas, na qual o sujeito passa a habitar o universo digital de forma simbólica e sensorial. A estética pixelizada que permeia o filme constitui uma materialidade poética, na medida em que converte o pixel, unidade mínima da imagem digital, em linguagem visual e signo expressivo. Assim, o longa-metragem evidencia o potencial artístico das imagens técnicas, conforme propõe Vilém Flusser (2017), e estabelece um diálogo intermidial entre o cinema e os jogos eletrônicos, o que se alinha à perspectiva de Lev Manovich (2005) sobre as novas configurações da arte digital. Sob essa ótica, Pixels pode ser lido como uma forma de transcriação (Campos, 2014), uma vez que recria o universo dos videogames em outro suporte, mas mantém sua potência simbólica e afetiva. Ao transformar o jogo em narrativa fílmica, o diretor realiza um processo de transposição estética que amplia as possibilidades imersivas da cultura digital. Desse modo, esse estudo analisa a produção fílmica Pixels como uma manifestação intermidial que explora o jogo como experiência estética e como metáfora da imersão contemporânea. A partir de autores como Flusser (2017), Manovich (2005) e Haroldo de Campos (2006), busca-se compreender de que maneira o filme reconfigura a linguagem digital em discurso estético. Além disso, espera-se revelar como na cultura das mídias o poético pode emergir também dos sistemas técnicos e lúdicos que moldam o imaginário coletivo.
Título do Evento
I SINPOLIC - Simpósio Nacional de Poesia dos Países de Língua Portuguesa
Cidade do Evento
Cuiabá
Título dos Anais do Evento
Anais do SINPOLIC - Simpósio Nacional de Poesia dos Países de Língua Portuguesa
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

PORTELA, Andressa Oliveira; RONDON, Andrey Ricardo de Barros. DO JOYSTICK À TELA: TRANSCRIAÇÃO E INTERMIDIALIDADE NO FILME PIXELS.. In: Anais do SINPOLIC - Simpósio Nacional de Poesia dos Países de Língua Portuguesa. Anais...Cuiabá(MT) UFMT, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/sinpolic-624867/1429102-DO-JOYSTICK-A-TELA--TRANSCRIACAO-E-INTERMIDIALIDADE-NO-FILME-PIXELS. Acesso em: 21/06/2026

Trabalho

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