QUANDO JOVENS NARRAM O MUNDO: SOCIODRAMA, POÉTICAS DECOLONIAIS, ESCRITAS DE SI E CORPOS EM URGÊNCIA

Publicado em 09/02/2026 - ISBN: 978-65-272-2189-0

Título do Trabalho
QUANDO JOVENS NARRAM O MUNDO: SOCIODRAMA, POÉTICAS DECOLONIAIS, ESCRITAS DE SI E CORPOS EM URGÊNCIA
Autores
  • YANDRA DE OLIVEIRA FIRMO
Modalidade
Apresentação dos GTs e dos Coordenadores
Área temática
GT03 (online): Vozes subalternizadas e interseccionalidade: poesia queer, quilombola e indígena
Data de Publicação
09/02/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/sinpolic-624867/1425579-quando-jovens-narram-o-mundo--sociodrama-poeticas-decoloniais-escritas-de-si-e-corpos-em-urgencia
ISBN
978-65-272-2189-0
Palavras-Chave
Sociodrama, Educação Emancipatória, Narrativas Autorais, Decolonialidade, Artes da Cena.
Resumo
Este trabalho investiga a potência estética, política e pedagógica do sociodrama como prática emancipatória no campo da educação, articulando-o às poéticas das artes da cena e às narrativas autorais de estudantes. A proposta emerge de uma experiência realizada com jovens aprendizes do Ensino Médio da Rede Estadual de Mato Grosso, em um percurso formativo que buscou transformar o espaço escolar em território de criação, escuta e liberdade. O estudo se ancora no diálogo entre dois grandes criadores que tensionaram práticas e saberes: Paulo Freire, com a educação como prática de liberdade, e Jacob Levy Moreno, com o método do sociodrama voltado à espontaneidade, ao protagonismo e ao reconhecimento de outrem. A experiência que inspira este texto nasce da inquietação: de que maneira o sociodrama, enquanto método que convoca corpos, memórias e afetos, pode romper com a estrutura epistemológica dominante e fomentar uma práxis libertadora que dialogue com estéticas decoloniais? Compreendido como dispositivo de enunciação coletiva, o sociodrama permite que estudantes encenem suas próprias histórias, conflitos e desejos, produzindo imagens e sensações que entrelaçam vivências pessoais e saberes coletivos. As dramatizações, as linguagens sensíveis e os jogos de papéis sociais tornam-se vias para acessar o mundo interior e as vivências grupais, ampliando os horizontes de leitura de si e do outro, rompendo com o silenciamento de vozes subalternizadas . Ao adentrar a sala de aula, o sociodrama desloca a rigidez do cotidiano escolar e abre lugar para uma educação que reconhece subjetividades, desfaz apagamentos e afirma o protagonismo juvenil. Nas cenas breves, nas improvisações e nas imagens corpóreas que emergem da coletividade, há um movimento que se aproxima de um teatro que pulsa na rua, na comunidade, no bairro: um teatro que transforma a vida em dramaturgia e o cotidiano em matéria poética. Assim, a prática ultrapassa conhecimentos curriculares hegemônicos e afirma-se como gesto político que convoca inventividades, críticas e sensibilidades. O trabalho desenvolvido revela que o corpo, quando acionado como território de memória e invenção, produz um espaço de pertencimento que muitas vezes a escola nega. Os jovens, ao ressignificarem suas experiências por meio das cenas, constroem narrativas de resistência, autonomia e cuidado, aproximando-se das poéticas decoloniais que evocam dignidade, denúncia e celebração da vida cotidiana. Esse diálogo evidencia um campo comum: a busca por deslocar a colonialidade do olhar e afirmar identidades plurais, tecidas nas fronteiras borradas entre arte, política e educação. Nesse sentido, o sociodrama opera como prática desestabilizadora e emancipatória, convocando participantes a enfrentar conflitos, elaborar afetos e reconhecer-se como autoras e autores de suas próprias histórias. Mais que método, torna-se uma ética de presença e relação, que inscreve no ato pedagógico a potência da criação coletiva e a força transformadora da arte. Podemos dizer, que o sociodrama, entrelaçado às artes da cena, configura-se como ferramenta de formação sensível, democrática e libertadora. Quando a escola se abre às narrativas sensíveis de estudantes, arte e educação se aproximam — e, juntas, podem promover mundos possíveis, nutridos pela coragem, pela exuberância e pela potência criadora das juventudes.
Título do Evento
I SINPOLIC - Simpósio Nacional de Poesia dos Países de Língua Portuguesa
Cidade do Evento
Cuiabá
Título dos Anais do Evento
Anais do SINPOLIC - Simpósio Nacional de Poesia dos Países de Língua Portuguesa
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

FIRMO, YANDRA DE OLIVEIRA. QUANDO JOVENS NARRAM O MUNDO: SOCIODRAMA, POÉTICAS DECOLONIAIS, ESCRITAS DE SI E CORPOS EM URGÊNCIA.. In: Anais do SINPOLIC - Simpósio Nacional de Poesia dos Países de Língua Portuguesa. Anais...Cuiabá(MT) UFMT, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/sinpolic-624867/1425579-QUANDO-JOVENS-NARRAM-O-MUNDO--SOCIODRAMA-POETICAS-DECOLONIAIS-ESCRITAS-DE-SI-E-CORPOS-EM-URGENCIA. Acesso em: 19/06/2026

Trabalho

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