VOZES DE ANCESTRALIDADE E REEXISTÊNCIA NAS POÉTICAS NEGRAS DE ODAÍLTA ALVES E BIA FERREIRA

Publicado em 09/02/2026 - ISBN: 978-65-272-2189-0

Título do Trabalho
VOZES DE ANCESTRALIDADE E REEXISTÊNCIA NAS POÉTICAS NEGRAS DE ODAÍLTA ALVES E BIA FERREIRA
Autores
  • Cristiane Vieira da Graça Cardaretti
Modalidade
Normas e Inscrição dos Resumos para os GTs
Área temática
GT08 (online): Poéticas Amefricanas: Memórias ancestrais em identidade encruzilhada
Data de Publicação
09/02/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/sinpolic-624867/1416043-vozes-de-ancestralidade-e-reexistencia-nas-poeticas-negras-de-odailta-alves-e-bia-ferreira
ISBN
978-65-272-2189-0
Palavras-Chave
poéticas amefricanas; oralidade; ancestralidade; letramento racial; reexistência.
Resumo
Esta comunicação propõe uma escuta crítica das poéticas de Odaílta Alves e Bia Ferreira, artistas que, por meio da palavra e da performance, transformam a arte em território de memória, resistência e reexistência. Ambas as poetas produzem uma linguagem que entrelaça oralidade, ancestralidade e consciência política, reafirmando a potência da voz negra feminina como gesto de criação e libertação. A pesquisa situa-se no campo das poéticas amefricanas, compreendidas como expressões que resgatam heranças culturais africanas e afro-diaspóricas, produzindo saberes e sensibilidades em confronto com o pensamento hegemônico da branquidade. Em Odaílta Alves, a poesia nasce da escuta do corpo e do cotidiano, convertendo o silêncio histórico imposto às mulheres negras em verbo de denúncia e partilha. Sua escrita faz emergir a memória ancestral como força simbólica e de transmissão de saberes, enraizada em cosmologias afro-brasileiras e em uma ética da coletividade. Na obra de Bia Ferreira, o canto é também verbo insurgente, fundindo som, palavra e espiritualidade. A artista reconfigura o sagrado como espaço de liberdade e faz da música um instrumento de conscientização, afirmando o conhecimento e a experiência como fundamentos de emancipação. O diálogo entre essas duas poéticas permite pensar a arte como prática de resistência e de letramento racial, um modo de ensinar e aprender por meio da sensibilidade, da memória e da escuta. Suas criações inscrevem-se em uma tradição afro-diaspórica que compreende a oralidade como tecnologia de preservação e de invenção. Ao mesmo tempo, reatualizam a dimensão coletiva da arte, concebendo-a como gesto político e espiritual que une fé, corpo e palavra. Os resultados da pesquisa evidenciam que as poéticas de Odaílta Alves e Bia Ferreira instauram um espaço de criação que reafirma a arte negra feminina como instrumento de transformação estética, ética e epistemológica.
Título do Evento
I SINPOLIC - Simpósio Nacional de Poesia dos Países de Língua Portuguesa
Cidade do Evento
Cuiabá
Título dos Anais do Evento
Anais do SINPOLIC - Simpósio Nacional de Poesia dos Países de Língua Portuguesa
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

CARDARETTI, Cristiane Vieira da Graça. VOZES DE ANCESTRALIDADE E REEXISTÊNCIA NAS POÉTICAS NEGRAS DE ODAÍLTA ALVES E BIA FERREIRA.. In: Anais do SINPOLIC - Simpósio Nacional de Poesia dos Países de Língua Portuguesa. Anais...Cuiabá(MT) UFMT, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/sinpolic-624867/1416043-VOZES-DE-ANCESTRALIDADE-E-REEXISTENCIA-NAS-POETICAS-NEGRAS-DE-ODAILTA-ALVES-E-BIA-FERREIRA. Acesso em: 26/05/2026

Trabalho

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