ESCRITAS SUBALTERNIZADAS: A INTERSECCIONALIDADE DE GÊNERO, RAÇA E CLASSE SOCIAL EM BECOS DA MEMÓRIA, DE CONCEIÇÃO EVARISTO

Publicado em 09/02/2026 - ISBN: 978-65-272-2189-0

Título do Trabalho
ESCRITAS SUBALTERNIZADAS: A INTERSECCIONALIDADE DE GÊNERO, RAÇA E CLASSE SOCIAL EM BECOS DA MEMÓRIA, DE CONCEIÇÃO EVARISTO
Autores
  • Jesuino Arvelino Pinto
Modalidade
Apresentação dos GTs e dos Coordenadores
Área temática
GT-14 (presencial): Corpo, memória e identidade nas poéticas brasileiras, portuguesas e africanas de língua portuguesa
Data de Publicação
09/02/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/sinpolic-624867/1415159-escritas-subalternizadas--a-interseccionalidade-de-genero-raca-e-classe-social-em-becos-da-memoria-de-conceica
ISBN
978-65-272-2189-0
Palavras-Chave
Interseccionalidade, Memória, Identidade, Corpos negros
Resumo
Este trabalho propõe algumas reflexões acerca das representações do racismo estrutural e questões identitárias da mulher preta, suas vozes subalternizadas e o desenvolvimento do poder que, entre situação de exclusões, silenciamentos e negligências, se desenvolvem, no romance Becos da memória (2006), de Conceição Evaristo, que constitui o corpus deste estudo, a partir de uma abordagem de base teórico-metodológica na interseccionalidade, mais especificamente, de gênero, raça e classe social. Ao discorrer nestas duas narrativas sobre o encontro das vivências, suas formas e representações da busca e reencontro, mesmo atreladas ao racismo estrutural, pressupomos que a autora possibilita que a mulher preta consiga produzir fala e fazer-se ouvir, a partir de suas ações de poder com as suas e seus, neste ambiente de subalternidade, alicerçado sob o prisma desse racismo estrutural. A pesquisa busca aporte teórico para abordar as representações do racismo estrutural e as interseccionalidades na literatura negra brasileira nas teses postuladas por Fanon (1979, 2008), Collins (2000), Almeida (2018), Gonzales (2014), Ribeiro (2017 e 2019), bell hooks (2019), Grada Kilomba (2019), Akotirene (2019), Carneiro (2020), Bento (2022) e Souza (2021); e sobre as questões de poder e suas (inter)relações, bem como a condição humana, em Arendt (1999, 2005 e 2009) e Spivak (2010). Na narrativa contemporânea de Evaristo, percebe-se a afirmação da cultura do povo marginal, subalternizado. A literatura como um espaço de possibilidades se apresenta como fator de desconstrução, de transgressão, como é próprio da escrita evaristiana. Conceição Evaristo evade as fronteiras fixadas e estabelece links entre sua obra e o mundo real dos leitores, que, por muito tempo, consumiu uma literatura estereotipada. O falar como ato de poder e ruptura de subalternização cria a possiblidade de construção de um novo território mais democrático.
Título do Evento
I SINPOLIC - Simpósio Nacional de Poesia dos Países de Língua Portuguesa
Cidade do Evento
Cuiabá
Título dos Anais do Evento
Anais do SINPOLIC - Simpósio Nacional de Poesia dos Países de Língua Portuguesa
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

PINTO, Jesuino Arvelino. ESCRITAS SUBALTERNIZADAS: A INTERSECCIONALIDADE DE GÊNERO, RAÇA E CLASSE SOCIAL EM BECOS DA MEMÓRIA, DE CONCEIÇÃO EVARISTO.. In: Anais do SINPOLIC - Simpósio Nacional de Poesia dos Países de Língua Portuguesa. Anais...Cuiabá(MT) UFMT, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/sinpolic-624867/1415159-ESCRITAS-SUBALTERNIZADAS--A-INTERSECCIONALIDADE-DE-GENERO-RACA-E-CLASSE-SOCIAL-EM-BECOS-DA-MEMORIA-DE-CONCEICA. Acesso em: 26/05/2026

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