A PAISAGEM COMO EXPRESSÃO DA VONTADE DE POTÊNCIA NA POESIA DE HERBERTO HELDER

Publicado em 09/02/2026 - ISBN: 978-65-272-2189-0

Título do Trabalho
A PAISAGEM COMO EXPRESSÃO DA VONTADE DE POTÊNCIA NA POESIA DE HERBERTO HELDER
Autores
  • Solange Damião
Modalidade
Normas e Inscrição dos Resumos para os GTs
Área temática
GT01 (online): Poesia lírica e suas interfaces: figurações do poeta, relações de estética e recepção
Data de Publicação
09/02/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/sinpolic-624867/1364823-a-paisagem-como-expressao-da-vontade-de-potencia-na-poesia-de-herberto-helder
ISBN
978-65-272-2189-0
Palavras-Chave
Herberto Helder; Os Passos em Volta; paisagem; vontade de potência; Nietzsche.
Resumo
Este trabalho analisa a presença e os movimentos da paisagem na poesia de Herberto Helder, especialmente na obra Os Passos em Volta, compreendendo-a como manifestação da vontade de potência e expressão da força criadora que anima o sujeito lírico. Na poesia helderiana, a paisagem não é simples cenário ou descrição da natureza, mas experiência de metamorfose em que corpo, linguagem e mundo se fundem num mesmo impulso vital. Inspirada no pensamento de Nietzsche, esta leitura considera que o olhar poético é movido por uma potência afirmativa que transforma o real em energia verbal, tornando a palavra um gesto de criação e de reinvenção da existência. A paisagem é concebida como campo de forças em constante tensão, onde o sujeito lírico se refaz no contato com o visível e o invisível, o interior e o exterior, o humano e o cósmico. Cada poema de Os Passos em Volta desdobra-se em paisagens que não se fixam, mas se recriam continuamente, evidenciando uma poética da transmutação, um movimento que aproxima a escrita helderiana da filosofia nietzschiana da vida como fluxo e devir. O espaço poético é, assim, território da vontade de potência, onde o verbo não representa, mas age; onde a linguagem não descreve, mas transforma. A estética de Helder revela-se como afirmação trágica do ser, na qual o poeta encarna o corpo em movimento que sente, cria e destrói para tornar-se outro. A paisagem, longe de ser contemplação, torna-se ato de potência, forma de o sujeito lírico experimentar a unidade entre criação e vida. Dessa forma, a poesia helderiana expressa o mesmo impulso vital que Nietzsche identifica na arte: a força dionisíaca que faz da linguagem um corpo vivo, pulsante e metamórfico. Em Os Passos em Volta, a paisagem configura-se, assim, como expressão máxima da vontade de potência: espaço onde o corpo e o verbo se reencontram no ato incessante de criar e recriar o mundo.
Título do Evento
I SINPOLIC - Simpósio Nacional de Poesia dos Países de Língua Portuguesa
Cidade do Evento
Cuiabá
Título dos Anais do Evento
Anais do SINPOLIC - Simpósio Nacional de Poesia dos Países de Língua Portuguesa
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

DAMIÃO, Solange. A PAISAGEM COMO EXPRESSÃO DA VONTADE DE POTÊNCIA NA POESIA DE HERBERTO HELDER.. In: Anais do SINPOLIC - Simpósio Nacional de Poesia dos Países de Língua Portuguesa. Anais...Cuiabá(MT) UFMT, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/sinpolic-624867/1364823-A-PAISAGEM-COMO-EXPRESSAO-DA-VONTADE-DE-POTENCIA-NA-POESIA-DE-HERBERTO-HELDER. Acesso em: 14/06/2026

Trabalho

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