O FEMININO E O FEMINISMO NA UTOPIA INTEMPESTIVA DE NATÁLIA CORREIA: A “MÁTRIA” COMO UM TESTEMUNHO POÉTICO

Publicado em 09/02/2026 - ISBN: 978-65-272-2189-0

Título do Trabalho
O FEMININO E O FEMINISMO NA UTOPIA INTEMPESTIVA DE NATÁLIA CORREIA: A “MÁTRIA” COMO UM TESTEMUNHO POÉTICO
Autores
  • Ana Luísa de Almeida
Modalidade
Apresentação dos GTs e dos Coordenadores
Área temática
GT04 (online): Poesia e crítica literária: configuração teórico-crítica do século XX e XXI.
Data de Publicação
09/02/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/sinpolic-624867/1336647-o-feminino-e-o-feminismo-na-utopia-intempestiva-de-natalia-correia--a-matria-como-um-testemunho-poetico
ISBN
978-65-272-2189-0
Palavras-Chave
Natália Correia, Poesia lírica portuguesa, Testemunho poético, Feminino, Sublime.
Resumo
A poeta açoriana Natália Correia (1923-1993) subverteu as bases clericalistas e patriarcais do governo totalitário de António de Oliveira Salazar, no século XX, o que fica evidente, em sua lírica, mediante a ideia de “Mátria”, presente no livro de mesmo nome, já que a literata cria uma utopia libertária que se sustenta em contraste à ditadura salazarista. Isso posto, partindo de uma metodologia teórica e interpretativa, este estudo analisa o poema XI, localizado em Mátria (1968), com o objetivo de explorar de que modo a poesia nataliana se mostra como um testemunho de sua época e de que maneira o feminino e o feminismo, dentro desse lirismo testemunhal, apresentam-se como uma expressão do contemporâneo. Para tanto, fundamentamo-nos no conceito de testemunho poético, abordado por Czesław Miłosz (2012), em O testemunho da Poesia, a fim de realçarmos a obra de Natália Correia como um reflexo do período histórico vivenciado por ela. Seguindo o conceito de sublime, de Dionísio Longino (2015), em Do Sublime, enfatizamos o matriarcado da poetisa, composto por valores emancipatórios (liberdade, igualdade e sexualidade), como uma grandeza intocável, dada a sua impossibilidade de concretização em um período de censura e repressão. Por fim, a concepção de Jean-Luc Nancy (2004), no ensaio “Fazer, a poesia”, também se torna basilar, pois realçamos o texto lírico como um fazer em constante construção, o qual se inicia com o poeta e tem a sua continuidade, à cada nova leitura, com o leitor. Concluímos que a lírica da polímata açoriana é um testemunho de seu tempo, a partir do qual conseguimos notar a expressão feminista de Natália Correia, apresentada por meio da subversão de um conjunto de valores entendidos como femininos pela sociedade portuguesa estadonovista, o que destaca o intempestivo e, consequentemente, o contemporâneo de sua poesia. Portanto, a pesquisa justifica-se por contribuir para a ampliação dos estudos sobre autoria feminina e para o necessário processo de revisão crítica do cânone literário, além de que este trabalho possibilita novas interpretações da obra de Natália Correia, pois produz conhecimento original sobre a relação entre literatura, feminismo e contemporaneidade.
Título do Evento
I SINPOLIC - Simpósio Nacional de Poesia dos Países de Língua Portuguesa
Cidade do Evento
Cuiabá
Título dos Anais do Evento
Anais do SINPOLIC - Simpósio Nacional de Poesia dos Países de Língua Portuguesa
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

ALMEIDA, Ana Luísa de. O FEMININO E O FEMINISMO NA UTOPIA INTEMPESTIVA DE NATÁLIA CORREIA: A “MÁTRIA” COMO UM TESTEMUNHO POÉTICO.. In: Anais do SINPOLIC - Simpósio Nacional de Poesia dos Países de Língua Portuguesa. Anais...Cuiabá(MT) UFMT, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/sinpolic-624867/1336647-O-FEMININO-E-O-FEMINISMO-NA-UTOPIA-INTEMPESTIVA-DE-NATALIA-CORREIA--A-MATRIA-COMO-UM-TESTEMUNHO-POETICO. Acesso em: 29/05/2026

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