“PI’PU”: O SIMBOLISMO DA VAGINA NO POEMA DE SONY FERSECK

Publicado em 09/02/2026 - ISBN: 978-65-272-2189-0

Título do Trabalho
“PI’PU”: O SIMBOLISMO DA VAGINA NO POEMA DE SONY FERSECK
Autores
  • Thaiane Gomes De Oliveira
Modalidade
Normas e Inscrição dos Resumos para os GTs
Área temática
GT-17 (presencial): Ancestralidade e resistência: os saberes das mulheres negras e indígenas no Brasil
Data de Publicação
09/02/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/sinpolic-624867/1329031-pipu--o-simbolismo-da-vagina-no-poema-de-sony-ferseck
ISBN
978-65-272-2189-0
Palavras-Chave
Indígena, Identidade, Poética, Simbologia, Vagina.
Resumo
A identidade de uma sociedade colonizada é, sem dúvida, uma construção marcada por processos históricos de apagamento cultural. No Brasil, a colonização portuguesa não apenas subjugou os povos indígenas, mas também impôs a cultura europeia para os mesmos. Dessa maneira, a sociedade brasileira, tal como outras sociedades colonizadas, carrega em sua construção identitária as marcas de um sistema de dominação que renega suas raízes originárias. Pensando nesta questão o presente artigo tratará do simbolismo da vagina, dentro de um contexto de uma sociedade colonizada e para o povo indígena macuxi. Para diversas culturas ao redor do mundo, o corpo feminino, e em particular a vagina, carrega significados profundos relacionados à criação, à fertilidade e ao vínculo com a terra. No entanto, no Brasil, com a chegada do cristianismo e das ideologias colonizadoras, o corpo da mulher, especialmente seus aspectos sexuais e reprodutivos, passou a ser visto com um olhar moralista e regulador. Sob a ótica das religiões dominantes e das normas patriarcais, a vagina, inicialmente associada à fecundidade e ao sagrado, passou a ser encarada como um espaço de impureza, pecado e controle. É nesse cenário, de um Brasil pós-colonial, marcado pela herança de um processo de colonização que ainda perpassa as dinâmicas sociais de poder e culturais do país, que surge a obra da escritora indígena Sony Ferseck (2022), cuja poesia reflete as complexidades do simbolismo da vagina para as mulheres macuxi. No poema “Pi’pu”, extraído de seu livro Weiyamî - Mulheres que Fazem Sol (2022), a autora traz à tona uma reinterpretação da vagina, associando-a à criação, à ancestralidade e à relação intrínseca entre o corpo feminino e a natureza. Desta forma, o presente estudo, busca o simbolismo da vagina na contemporaneidade, evidenciando não apenas uma construção de gênero e moral, mas também ao que se entrelaça com questões de identidade e ancestralidade. Esta pesquisa analisa o poema, buscando compreender a simbologia da vagina na literatura indígena. A investigação se apoia em teorias de identidade, como Judith Butler (1999) e Kathryn Woodward (2014), além das reflexões poéticas de Maria de Fátima Gonçalves Lima (2020) e José Guilherme Merquior (1997), para fundamentar a leitura simbólica e crítica do poema.
Título do Evento
I SINPOLIC - Simpósio Nacional de Poesia dos Países de Língua Portuguesa
Cidade do Evento
Cuiabá
Título dos Anais do Evento
Anais do SINPOLIC - Simpósio Nacional de Poesia dos Países de Língua Portuguesa
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

OLIVEIRA, Thaiane Gomes De. “PI’PU”: O SIMBOLISMO DA VAGINA NO POEMA DE SONY FERSECK.. In: Anais do SINPOLIC - Simpósio Nacional de Poesia dos Países de Língua Portuguesa. Anais...Cuiabá(MT) UFMT, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/sinpolic-624867/1329031-PIPU--O-SIMBOLISMO-DA-VAGINA-NO-POEMA-DE-SONY-FERSECK. Acesso em: 30/05/2026

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