CONSTRUÇÃO DE INTERVENÇÃO GRUPAL EM EPILEPSIA FARMACORRESISTENTE: LEVANTAMENTO TEÓRICO PARA DESENVOLVIMENTO DE ESTRATÉGIAS SOCIOEMOCIONAIS NO CONTEXTO DA RCPD

Publicado em 03/08/2026 - ISBN: 978-65-272-2664-2

Título do Trabalho
CONSTRUÇÃO DE INTERVENÇÃO GRUPAL EM EPILEPSIA FARMACORRESISTENTE: LEVANTAMENTO TEÓRICO PARA DESENVOLVIMENTO DE ESTRATÉGIAS SOCIOEMOCIONAIS NO CONTEXTO DA RCPD
Autores
  • Isaac Nícolas Lemos Fernandes Batista
  • Rebeca Cristina de Souza Santiago
  • Roberta Louise Mariano Bezerra
Modalidade
Resumo - Estudos Teóricos, Documentais e Relatos de Experiência
Área temática
Tecnologias Leves e Humanização do Cuidado
Data de Publicação
03/08/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/simposiorcpdnordeste-711595/1576589-construcao-de-intervencao-grupal-em-epilepsia-farmacorresistente--levantamento-teorico-para-desenvolvimento-de-e
ISBN
978-65-272-2664-2
Palavras-Chave
Reabilitação Neuropsicológica; Tecnologias Leves em Saúde; Estigma Social; Saúde Mental; Participação Social.
Resumo
INTRODUÇÃO: A epilepsia farmacorresistente configura-se como uma condição neurológica crônica marcada pela persistência de crises apesar do uso adequado de fármacos antiepilépticos, com impacto significativo na funcionalidade, autonomia e qualidade de vida. No presente estudo, privilegia-se a dimensão socioemocional da condição, reconhecendo que, além do controle das crises, há repercussões cognitivas, emocionais e sociais que exigem estratégias de cuidado ampliadas. Durante vivências em neuropsicologia voltadas ao cuidado de pessoas com epilepsia farmacorresistente, observaram-se demandas recorrentes relacionadas a sofrimento emocional, insegurança frente às crises, dificuldades de adaptação à condição crônica e restrições na participação social, o que motivou a construção de uma proposta de intervenção grupal fundamentada em evidências. OBJETIVO: Caracterizar o processo de elaboração de uma proposta de intervenção coletiva voltada a pessoas com epilepsia farmacorresistente, com ênfase em habilidades socioemocionais e dispositivos de suporte coletivo. RELATO DE EXPERIÊNCIA: Realizou-se a busca em quatro bases de dados: Google Scholar, PubMed, SciELO e Periódicos CAPES. O recorte temporal incluiu publicações dos últimos dez anos (2016–2026). A estratégia de busca combinou descritores em português e inglês: “epilepsia farmacorresistente” OR “epilepsia refratária” OR “drug-resistant epilepsy” AND “intervenção grupal” OR “group intervention” OR “group therapy” AND “habilidades socioemocionais” OR “social skills” OR “emotional skills” OR “psychosocial intervention”. Foram incluídos estudos com pacientes diagnosticados com epilepsia farmacorresistente, que descrevessem ou avaliassem intervenções em formato grupal e que abordassem habilidades socioemocionais, comunicação, socialização, enfrentamento emocional ou qualidade de vida. Considerou-se ampla faixa etária (crianças, adolescentes e adultos) e tipos variados de produção científica (artigos, dissertações, teses). Excluíram-se trabalhos centrados exclusivamente em intervenções individuais, cirúrgicas, farmacológicas, estratégias de autogestão sem componente grupal, pesquisas sobre outras condições neurológicas sem foco em epilepsia e materiais não indexados ou sem rigor científico. Após aplicação dos filtros, os estudos foram triados por título e resumo, seguidos de leitura integral dos textos elegíveis. As informações relevantes foram extraídas e sintetizadas com foco em objetivos, desenho das intervenções, duração, número de encontros, população atendida e desfechos relacionados a aspectos emocionais e sociais. A análise buscou identificar evidências sobre mecanismos de ação das intervenções e elementos passíveis de aplicação para a construção de um protocolo inicial. Identificou-se apenas um artigo que atendeu aos critérios da revisão e descrevia um programa psicoterapêutico coletivo para pacientes com epilepsia do lobo temporal e crises não epilépticas psicogênicas, envolvendo 47 participantes e oito encontros semanais. A escassez de estudos específicos foi atribuída à predominância de abordagens biomédicas na literatura. Com base nos achados, elaborou-se uma proposta inicial de ação grupal orientada ao acolhimento, à troca de experiências e ao desenvolvimento de habilidades socioemocionais, integrando princípios da reabilitação neuropsicológica, tecnologias leves em saúde e cuidado integral. A proposta prioriza psicoeducação, regulação emocional, estratégias de enfrentamento e suporte entre pares como componentes centrais. CONCLUSÕES: A revisão e a experiência clínica sugerem que intervenções grupais constituem estratégia complementar promissora para o cuidado psicossocial de pessoas com epilepsia farmacorresistente, além de evidenciarem lacunas na literatura e na prática assistencial que demandam pesquisas e implementações mais amplas e humanizadas.
Título do Evento
I Simpósio da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência (RCPD) do Nordeste e III Jornada da RCPD do RN
Título dos Anais do Evento
Anais do I Simpósio da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência (RCPD) do Nordeste e III Jornada da RCPD do RN
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

BATISTA, Isaac Nícolas Lemos Fernandes; SANTIAGO, Rebeca Cristina de Souza; BEZERRA, Roberta Louise Mariano. CONSTRUÇÃO DE INTERVENÇÃO GRUPAL EM EPILEPSIA FARMACORRESISTENTE: LEVANTAMENTO TEÓRICO PARA DESENVOLVIMENTO DE ESTRATÉGIAS SOCIOEMOCIONAIS NO CONTEXTO DA RCPD.. In: Anais do I Simpósio da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência (RCPD) do Nordeste e III Jornada da RCPD do RN. Anais...Macaíba(RN) Instituto Santos Dumont, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/simposiorcpdnordeste-711595/1576589-CONSTRUCAO-DE-INTERVENCAO-GRUPAL-EM-EPILEPSIA-FARMACORRESISTENTE--LEVANTAMENTO-TEORICO-PARA-DESENVOLVIMENTO-DE-E. Acesso em: 06/11/2026

Trabalho

Even3 Publicacoes