CARACTERIZAÇÃO FUNCIONAL E NÍVEL DE ALFABETIZAÇÃO FÍSICA DE ADOLESCENTES COM DEFICIÊNCIA FÍSICA PRATICANTES DE PARADESPORTO VINCULADOS A UM CENTRO ESPECIALIZADO EM REABILITAÇÃO

Publicado em 03/08/2026 - ISBN: 978-65-272-2664-2

Título do Trabalho
CARACTERIZAÇÃO FUNCIONAL E NÍVEL DE ALFABETIZAÇÃO FÍSICA DE ADOLESCENTES COM DEFICIÊNCIA FÍSICA PRATICANTES DE PARADESPORTO VINCULADOS A UM CENTRO ESPECIALIZADO EM REABILITAÇÃO
Autores
  • Maria Clara Lima da Cruz
  • Jade Louise Alves Macedo Padilha Silva
  • Ana Raquel Rodrigues Lindquist
  • Fabíola Rodrigues de França Campos
  • Camila Rocha Simão
Modalidade
Resumo - Pesquisa Científica
Área temática
Paradesporto
Data de Publicação
03/08/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/simposiorcpdnordeste-711595/1573841-caracterizacao-funcional-e-nivel-de-alfabetizacao-fisica-de-adolescentes-com-deficiencia-fisica-praticantes-de-p
ISBN
978-65-272-2664-2
Palavras-Chave
Adolescente, Esportes para Pessoas com Deficiência, Reabilitação, Participação Social, Saúde da Pessoa com Deficiência.
Resumo
Introdução: É reconhecido pela literatura que a participação no paradesporto promove benefícios físicos e psicológicos, além de proporcionar oportunidades de estabelecer novos vínculos, desenvolver normas e atitudes sociais e se inserir em uma comunidade. Apesar dos benefícios descritos, ainda há escassez de estudos que caracterizem o perfil funcional e os níveis de alfabetização física dessa população, especialmente no contexto brasileiro. A compreensão dessas características é fundamental para subsidiar intervenções clínicas, adaptações e estratégias que favoreçam o acesso e a permanência no paradesporto. Objetivo: Caracterizar o perfil sociodemográfico, funcional e de alfabetização física de adolescentes com deficiência física praticantes de paradesporto de um Centro Especializado em Reabilitação. Métodos: Estudo transversal, com amostragem por conveniência, realizado com cuidadores de adolescentes entre 12 e 18 anos com deficiência física, praticantes de paradesporto. Foram coletados dados sociodemográficos e clínicos dos adolescentes, incluindo idade, sexo e informações relacionadas à prática esportiva, por meio de relato dos cuidadores. Ademais, os cuidadores responderam instrumentos para caracterização da funcionalidade e da alfabetização física dos adolescentes: o Inventário de Avaliação Pediátrica de Incapacidade – Testagem Computadorizada Adaptativa (PEDI-CAT) e o Questionário do Perfil de Alfabetização Física (QPAF). A mobilidade funcional foi classificada pela Functional Mobility Scale (FMS). Os dados foram analisados por estatística descritiva, com apresentação de medidas de tendência central e dispersão. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (parecer nº 7.167.622), conforme a resolução 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde, e os cuidadores assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Resultados: Participaram do estudo 14 cuidadores de adolescentes com deficiência física. Os adolescentes apresentaram idade média de 14,43 anos (DP=1,69), com predominância do sexo masculino (57,1%) e de condições congênitas (85,7%), sendo a mielomeningocele o diagnóstico mais frequente (64,3%). De acordo com a FMS, a maioria dos adolescentes utilizava cadeira de rodas para locomoção em casa (64,3%), escola (78,6%) e comunidade (85,7%). O tempo mediano de prática no paradesporto foi de 24 meses (IIQ: 11,50–25,50), com predominância nas fases iniciais do Modelo de Desenvolvimento Paradesportivo (“brincar e aprender” e “aprender e treinar”). Os escores do PEDI-CAT indicaram melhor desempenho nos domínios Social/Cognitivo (média=70,86; DP=4,07) e Atividades Diárias (mediana=64; IIQ: 59–66,25), em comparação aos domínios Mobilidade (mediana=59; IIQ: 57,25–60,25) e Responsabilidade (média=52,57; DP=5,57). O QPAF revelou elevado nível de alfabetização física (média=84,66%; DP=13,37), com altos níveis de satisfação parental (média=186,64; DP=27,69). Conclusão: Os adolescentes com deficiência física praticantes de paradesporto deste estudo apresentaram um perfil funcional caracterizado por melhor desempenho em domínios sociais e cognitivos. Apesar das limitações motoras persistentes, evidenciadas pela necessidade de uso de cadeira de rodas na FMS e por menores escores no domínio de Mobilidade do PEDI-CAT, foram observados elevados níveis de alfabetização física. Esses achados sugerem que tais limitações não impedem o envolvimento ativo e a vivência plena em atividades físicas, e reforçam o potencial do paradesporto como estratégia de promoção da participação.
Título do Evento
I Simpósio da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência (RCPD) do Nordeste e III Jornada da RCPD do RN
Título dos Anais do Evento
Anais do I Simpósio da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência (RCPD) do Nordeste e III Jornada da RCPD do RN
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

CRUZ, Maria Clara Lima da et al.. CARACTERIZAÇÃO FUNCIONAL E NÍVEL DE ALFABETIZAÇÃO FÍSICA DE ADOLESCENTES COM DEFICIÊNCIA FÍSICA PRATICANTES DE PARADESPORTO VINCULADOS A UM CENTRO ESPECIALIZADO EM REABILITAÇÃO.. In: Anais do I Simpósio da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência (RCPD) do Nordeste e III Jornada da RCPD do RN. Anais...Macaíba(RN) Instituto Santos Dumont, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/simposiorcpdnordeste-711595/1573841-CARACTERIZACAO-FUNCIONAL-E-NIVEL-DE-ALFABETIZACAO-FISICA-DE-ADOLESCENTES-COM-DEFICIENCIA-FISICA-PRATICANTES-DE-P. Acesso em: 06/11/2026

Trabalho

Even3 Publicacoes