ARTICULAÇÃO COLABORATIVA INTERSERVIÇOS COMO CAMINHO PARA A REABILITAÇÃO AUDITIVA OPORTUNA NA INFÂNCIA: RELATO DE EXPERIÊNCIA.

Publicado em 03/08/2026 - ISBN: 978-65-272-2664-2

Título do Trabalho
ARTICULAÇÃO COLABORATIVA INTERSERVIÇOS COMO CAMINHO PARA A REABILITAÇÃO AUDITIVA OPORTUNA NA INFÂNCIA: RELATO DE EXPERIÊNCIA.
Autores
  • Leila Juliane Pinheiro do Nascimento Santos
  • Monique Ramos Paschoal Dutra
  • Aryelly Nunes Araújo
  • Joseli Soares Brazorotto
  • Sheila Andreoli Balen
Modalidade
Resumo - Estudos Teóricos, Documentais e Relatos de Experiência
Área temática
Políticas Públicas no Cuidado à Pessoa com Deficiência
Data de Publicação
03/08/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/simposiorcpdnordeste-711595/1573831-articulacao-colaborativa-interservicos-como-caminho-para-a-reabilitacao-auditiva-oportuna-na-infancia--relato-de
ISBN
978-65-272-2664-2
Palavras-Chave
Triagem Neonatal. Auxiliares de Audição. Práticas Interdisciplinares. Integralidade em Saúde.
Resumo
Introdução: A privação auditiva nos primeiros meses de vida pode comprometer a organização cortical auditiva e o desenvolvimento da linguagem, reforçando a importância da identificação e da intervenção precoces. Diretrizes internacionais, como as do Joint Committee on Infant Hearing (JCIH), recomendam o protocolo 1-3-6: triagem até o primeiro mês, diagnóstico até os três meses e intervenção até os seis meses de vida. Em contextos com maior integração assistencial, metas ainda mais precoces — sintetizadas no modelo 1-2-3 — vêm sendo propostas para potencializar desfechos auditivos e linguísticos. No Brasil, apesar dos avanços da Triagem Auditiva Neonatal Universal (TANU), persistem desafios como a fragmentação do cuidado, a descontinuidade assistencial e a morosidade nos fluxos de encaminhamento, que dificultam o acesso oportuno ao diagnóstico e à reabilitação auditiva. Objetivo: Descrever a trajetória exitosa de uma lactente com deficiência auditiva, destacando a articulação entre serviços e a continuidade do cuidado por meio de um fluxo assistencial integrado, focalizado na necessidade da família. Relato de experiência: Descreve-se o percurso assistencial de uma lactente nascida em novembro de 2025, sem indicadores de risco para deficiência auditiva. A triagem auditiva neonatal (TAN) foi realizada na maternidade, com falha bilateral nas emissões otoacústicas evocadas (EOA) e no reteste com PEATE automático. A família recebeu orientações e agendamento direto para diagnóstico em um Centro Especializado em Reabilitação (CER), viabilizado pela comunicação entre serviços participantes de um projeto internacional de rede colaborativa em saúde auditiva infantil no Rio Grande do Norte. Aos 25 dias de vida, a lactente realizou avaliação inicial no CER — incluindo anamnese, meatoscopia e avaliação do comportamento auditivo —, com necessidade de retorno para complementação diagnóstica devido à agitação e à ausência de sono profundo. Aos 1 mês e 24 dias, foram realizadas timpanometria, EOA, PEATE por frequência específica e por clique, confirmando diagnóstico de perda auditiva neurossensorial moderada bilateral. A lactente foi encaminhada para amplificação sonora via regulação, permanecendo em fila de espera pela indisponibilidade do serviço naquele momento. A pré-moldagem foi realizada em outro serviço da rede, com material e confecção dos moldes viabilizados pelo projeto. Por meio dessa articulação colaborativa, aos 2 meses e 23 dias, a lactente realizou adaptação e verificação dos aparelhos auditivos em parceria com um segundo CER. A intervenção teve início por teleconsulta, evoluindo para reabilitação auditiva em modalidade híbrida — com abordagem Aurioral centrada na família, ênfase na capacitação parental, teleconsultas semanais e encontros presenciais quinzenais —, em razão da família residir em outro município do estado. A integração entre os serviços, conduzida pelos fonoaudiólogos atuantes em audiologia, permitiu redução significativa do tempo de privação auditiva em relação ao que teria ocorrido exclusivamente via regulação. Conclusão: O fluxo assistencial integrado pela rede colaborativa entre os serviços, propiciada pelo projeto, possibilitou a adaptação do AASI e o início da reabilitação antes dos seis meses de vida, aproximando-se das metas assistenciais mais precoces e qualificando a atenção em saúde auditiva infantil no contexto do sistema público de saúde.
Título do Evento
I Simpósio da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência (RCPD) do Nordeste e III Jornada da RCPD do RN
Título dos Anais do Evento
Anais do I Simpósio da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência (RCPD) do Nordeste e III Jornada da RCPD do RN
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SANTOS, Leila Juliane Pinheiro do Nascimento et al.. ARTICULAÇÃO COLABORATIVA INTERSERVIÇOS COMO CAMINHO PARA A REABILITAÇÃO AUDITIVA OPORTUNA NA INFÂNCIA: RELATO DE EXPERIÊNCIA... In: Anais do I Simpósio da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência (RCPD) do Nordeste e III Jornada da RCPD do RN. Anais...Macaíba(RN) Instituto Santos Dumont, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/simposiorcpdnordeste-711595/1573831-ARTICULACAO-COLABORATIVA-INTERSERVICOS-COMO-CAMINHO-PARA-A-REABILITACAO-AUDITIVA-OPORTUNA-NA-INFANCIA--RELATO-DE. Acesso em: 06/11/2026

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